quinta-feira, 31 de março de 2011

Japão: Panorama da catástrofe


Fotos exclusivas, panorâmicas de 360 graus, pela região da catástrofe na costa nordeste do Japão, mostram a dimensão do desastre. São registros espetaculares que captam a destruição apocalíptica, mas também deixam vislumbrar o otimismo valente do povo japonês.

Simplesmente, é para não acreditar que isso tenha ocorrido. Parece até, bem mais do que filme de terror, do que o inferno de Dante, do que o apocalipse.

Vejam o drama nunca dantes visto pelos bravos e já ‘calejados’ japoneses, em foto panorâmica de 360º. Clique no link abaixo:

A cidade de Sendai, que conta com mais de um milhão de habitantes, é um dos centros da catástrofe, principalmente seus arredores. Certamente já se pode falar de um milagre que o seu aeroporto ainda funcione.

As fotos falam por si só.

domingo, 27 de março de 2011

Partido Verde ganha na Alemanha

Fonte: Internet.

O grito de vitória da juventude alemã ecoa em toda a nação. No Estado mais conservador da República teuta, Baden-Würtemberg (capital Stuttgart), comemora a juventude ‘verde’ o sucesso nas eleições estaduais.

O incrível aconteceu. A população, antes fiel seguidora tradicional do partido direitista CDU (democrata-cristão), amedrontada com o caos nuclear no Japão e com a rapidez do desenvolvimento tecnológico no Estado - com predominantes  características agrícola e de pequenas empresas - preferiu partir para um porto seguro, o ‘verde’.

Com esse resultado, a Alemanha terá o seu primeiro governador ‘verde’. Vejam a alegria do futuro governador, logo após a proclamação dos resultados:

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O Brasil, recentemente, cogitou uma presidente ‘verde’. Ainda não tinha o Japão e nem a candidata tinha votos, muito menos ainda o povo estava de ‘verde’. Mas, não devemos esquecer que as crises energéticas (renováveis), a poluição e o aquecimento global certamente nos levarão a pensar novamente na opção nuclear. A água também está em crise. E sem água, nada de energia limpa.

E essa é a grande questão ‘verde’ no Brasil? Certamente, não. O nosso verde é a Amazônia. Estamos perdendo o nosso verde, porquanto temos que deixar ganhar o ‘verde’, antes que o verde desapareça de todo.

Oxalá, a nossa juventude ouça o grito de Stuttgart, antes que percamos todo o nosso verde. A de lá fez seu trabalho, resta a nossa agir.

Acelino Pontes

sábado, 26 de março de 2011

Bons Amigos


Fonte: Internet.

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
  

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis (1839 - 1908), escritor carioca, brasileiro. Considerado o pai do realismo no Brasil, escreveu Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e vários livros de contos, entre eles, Papéis Avulsos, no qual se encontra o conto O Alienista, no qual discute a loucura. Também escreveu poesia e foi um ativo crítico literário, além de ser um dos criadores da crônica no país. Foi o fundador da Academia Brasileira de Letras.

terça-feira, 22 de março de 2011

Custo Brasil: mais da metade da minha renda

Fonte: Internet.


O que o brasileiro gasta com seus políticos é simplesmente
a s s o m b r o s o.  Milhões e milhões ao ano, por cada parlamentar. 

Como estamos tão acostumados e acalmados com esses números milionários, eles não mais nos tocam. São apenas números que fazem parte da paisagem do cotidiano do brasileiro. Unzinho dessa milhionada quem não gostaria de ganhar uma só vez na vida?

De número, eu só me preocupo com as minhas contas. Quanto era mesmo que eu pagava de luz há uns 5 anos atrás? Se não me falha a memória, gastava uns 60 reais. Mas, hoje não sai por menos de 100. Meu Deus, é um aumento de quase 50%. E de supermercado? Para umas comprinhas, com uns 20 reais me saia bem; hoje, se não levar 50 reais, não consigo nem mesmo umas comprinhas. E olhe lá. Inacreditável, bem mais de 50%.

Mas, isso é inflação?


Certamente, está dentro desse aumento. Mas, é insignificante no total; o que realmente pesa é o custo Brasil’. Nós somos o povo em todo o mundo, que mais paga impostos, telefone, celular, juros e muitas outras coisas. Por que isso? Porque não nos interessamos por esses agigantados gastos indevidos. Simplesmente pagamos. Deus há de nos proteger das infelicidades e danos por não pagarmos todas as contas ao fim do mês. Bem mais da metade do meu, do seu ganho vai para o ralo, para o custo Brasil. E nós permanecemos calados, quietos, porque isso é coisa de política, coisa chata. Isola, quero é distância.

Um dos maiores custos é com os parlamentares. A cada minuto que passa, o brasileiro paga R$ 11.545,00 para que eles trabalhem. Eu estou falando a cada minuto. E ainda, um senador custa 33 milhões de reais a cada ano, um deputado 6,6 milhões. Sem falar nos parlamentares estaduais e municipais.

Veja esse vídeo com mais detalhes, que certamente vão lhe fazer fever de indignação e revolta:

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E tem solução? Certamente, tem solução. Veja como a Suécia trata os seus parlamentares:

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E agora? O que você acha que devemos fazer? Não dá mais para esperar, menos ainda para justificar, mesmo com o famoso dito não posso fazer nada contra. Se você não fizer nada, com certeza, eles vão aprontar e as suas contas vão continuar aumentando, pois quem paga tudo isso não é o Estado, é você, sim senhor, com o dinheiro que deveria se prestar para honrar os seus compromissos.

Para o povo suéco política também é coisa chata, mas nem por isso, eles deixam que os políticos decidam o quanto eles devem custar. Nisso participa cada suéco, justo quem vai pagar a conta.

Acelino Pontes

domingo, 20 de março de 2011

Quem é Dilma?


Fonte: Internet.

Hoje, vendo estampado nos jornais a foto de Dilma com Obama encontro-me com a dúvida: Quem é Dilma?

Confesso que aguardava um vestido mais ‘executivo’ nesse importante encontro entre os dois chefes-de-estado. Em especial, porque os papéis se inverteram: não foi ela a Washington, mas veio ele ao Brasil, por primeiro. Talvez, um vestido ‘executivo’ mostraria postura do igual para o igual.

Surpreendeu-me a feminilidade do vestido vermelho e do xale; charme europeu. Ah, esse vermelho! Não seria politicamente mais correto um azul ou até o verde da esperança? Mas, um amarelo ainda cairia bem, já que ele usava azul marinho.

Realmente, em volta de Dilma borbulham vários conflitos:

Presidente ou Presidenta?

A primeira questão está relacionada com o ‘e’ e com o ‘a’. Será que ela é Presidente ou é Presidenta? Ela tenta imprimir ao país o cargo de Presidenta. Não sei se vai pegar. Acho uma tentativa ingênua, não próxima da estatura de mulher que mostrou possuir.

A imprensa e o povo em geral parece-me preferirem ‘a Presidente’. Mas, pouco importa se com ‘e’ ou com ‘a’, não serão essas letras que produzirão a resposta colocada ao topo.

Executiva ou Mulher?

Com certeza, ao agir revela Dilma ser mais a executiva do que a fêmea. Em todos os cargos e funções porque passou demonstrou apego aos resultados e a pouco papo. E isso é bom para o Brasil, que mais não suporta tanta politicagem e papo-furado conduzindo a nação.

Na elaboração de omelete em recente programa de TV, ela demonstrou pouca afinidade com cozidos e assados. Primeiro, pelo vestido de executiva que usava; segundo pela escolha do ‘prato’, que é tipicamente de pessoas sem jeito para a panela e o fogão.



Extensão de Lula?

E onde fica o Lula nisso tudo? Todos aguardavam o poderoso ‘ex’ espreitando em tudo e em todas, até nos detalhes. Mas, o Lula simplesmente desapareceu de cena. Ela realmente comanda o continente Brasil; sozinha, nem mesmo marido de perto. [Ou será que êle está tão escondidinho no Palácio, que ninguém vê?]

Mas, bem pensando, alguém poderia imaginar o Lula no comando de alguma coisa que não seja de uma boa salada política ou de uma luta qualquer? Não me sai da mente a suposição de que ela esteve no comando do país durante todo o seu longo e rendoso tempo de Casa Civil. Ninguém me convence. Se houve sucesso, e houve, certamente não foi por culpa do Lula.

Durona ou caseira?

Com certeza não seria a Dilma uma figura caseira, mais dedicada aos chamados afazeres da mulher. Não encontro muito vestígio disso na sua marcante personalidade.

Mas também não vejo no seu agir uma posição de durona. Talvez, as pessoas estejam confundindo durona com incisiva. Certamente, ela é persuasiva e penetrante em tudo que faz. Não arreda o pé do seu objetivo. E isso está bem distante de ser durona. Não conhece meia-conversa e nem desvio, embora possa até desprender fala mansa.

Desajeitada?

Pode ser. Certeiro que não seria uma boa cantora de aché. Mas, não é para isso que se propõe. A sua sina é a solução executiva, administrativa e política. E isso ela demonstra a cada dia.

Lembram do conflito com os militares? Ela tinha sofrido tortura por ‘militares’ ao tempo da ditadura, mas isso não a impediu de manter uma postura imparcial e sem qualquer vestígio de magoa ao lidar com a área militar durante todo o tempo de Governo Lula.

E é sempre assim, onde há conflito, abandona ideologia e partido para buscar a melhor solução, mesmo com alto custo político. Naturalmente, essa boa intenção não a livra de falhas. Não gostei do valor do Salário Mínimo e nem do aumento de juros. Mas, é economista; não posso imaginar diferente.

E então?

Vislumbro não poder definir com a precisão necessária quem seria Dilma. 

E quem poderia? 

Só sei que ela é a primeira mulher presidente do Brasil. Isso já é bom. Vamos aguardar.

Acelino Pontes

Verzeihe

Fonte: Internet.
Verzeih mir, bitte.
Ich habe nicht gewollt.
Aber, doch war’s so  . . .

In mir sah ich dies
Als eine Freude für Dich.
Aber, doch war’s so . . .

Jetzt, sagt Dir meine Seele
Ich möchte hoch, noch höher.
Aber, doch ist es nicht so . . .

Vom Himmel das holen,
Was Dir Freude bringt.
Aber, doch ist es nicht so . . .


Acelino Pontes
München, den 2. Dezember 1971

sábado, 19 de março de 2011

Mais uma guerra começa: a ONU dá luz verde

Fonte: Internet.

Em Paris, reunem-se representantes dos EEUU, da Europa, da ONU e da Liga Árabe (até tu, Brutus?). Estão planejando a forma e as regras de como fazer parar o ditador líbio Muammar Gaddafi. O mais engraçado é que a ONU ‘deu luz verde’. Pensei que a ONU era para promover a paz e não para ‘dar luz verde’ para ataque bélico. Que coisa, hem? Até já me disseram para parar de pensar, mas ainda teimo em pensar . . . 
                            . . . habemus papam, que papa que nada, habemus bellum, temos guerra.
Oficialmente, o encontro tem por finalidade executar a resolução da ONU em proteção do Povo Líbio. Mas, na realidade, é para decidir sobre ataques aéreos contra as tropas de Gaddafi. A França já está sobrevoando a região com seus poderosos aviões de caça; os norte-americanos posicionaram seus navios de guerra. As ofensivas contra Gaddafi já começaram; habemus papam, que papa que nada, habemus bellum, temos guerra.
Só se espera que os ataques aéreos das forças militares de Gaddafi contra o centro de resistência Bengasi cessem. Enquanto isso, mais gente morre em nome da política. Ou é em nome da fé? - Olhe, que tem um ‘livro verde’ na estória!

E o tal ‘livro verde’? É uma ‘carta política’ ou é uma espécie de ‘bíblia’?

– Isso, só Deus sabe. Portanto não dá para decifrar. Só sabemos que há um ‘livro verde’ na estória; se vê na tv mulheres e até crianças com um ‘livro verde’ em punho.

* * * * * * * *

Como se matava antigamente ‘em nome da fé’! Hoje, ainda se mata em nome da fé e da ideologia;  por uma crença ou por uma opinião. Que sentido se pode encontrar em matar ou morrer por uma opinião ou por uma crença? Isso é uma coisa tão minha que não deveria interessar a ninguém.

Será que é?

- É sim, a fé e a opinião são minhas e ninguém me toma. 

- Não! O que estou questionando é: ‘matar ou morrer por uma opinião ou por uma crença’.

Peraí, agora me tomo de dúvidas. Pensando bem, a coisa não é mais questão de fé, muito menos ainda de ideologia. A Rússia de hoje é mais selvagem no seu capitalismo do que os Estados Unidos; portanto não há mais aquela de ‘capitalista’ ou de ‘comunista’. É, realmente, não há nem fé e nem ideologia em jogo. É o povão escravizado por mais de 30 anos por ditaduras sanguinárias que está mostrando reação, dizendo não à ditadura.

Mas, por que a ONU e os grandões estão nesta de ‘proteger’ o povão da Líbia? Já se passaram mais de 30 anos ou até 40 anos que essa situação reina e ninguém mexeu uma palha para ‘proteger’ o Povo Líbio. Complicado, né?

- Não, não é nada complicado. Não é por lá que passa ou vem um mundo de petróleo e gás natural para suprir os grandões com energia?

Pronto, está tudo claro. O meu ‘mundo’ volta ao normal: os grandões não estão defendendo o bravo Povo da Líbia, mas estão defendendo, como sempre, seus próprios interesses, ‘suas’ fontes de energia, que por acaso estão na Líbia e no norte da África. O Povo da Líbia vai continuar indefeso, mas terá um governo ‘politicamente correto’.

Pelo menos, nesse caso da Líbia e dos outros países do norte da África se trata de levantes do povão oprimido e não de iniciativa de algum ‘serviço secreto’ ou grupos escusos defendendo interesses pra lá de ocultos.

Peraí, será que estou errado?

Se tiver, por favor, me avise. Detesto errar e ninguém me avisar.

Acelino Pontes

quarta-feira, 16 de março de 2011

Um dia de chuva


O dia vinha nascendo.
O sol não aparecia.
De repente as nuvens uniram-se
E fez-se nublado o tempo,
O passaredo, soltando soturnos pios,
Esvoaçava à procura de um agasalho.
A chuva aproximava-se.
Começavam a cair magros pingos . . .

Um . . . dois, e aos poucos mais
E ia aumentando sempre . . .
Chovia baixinho.
Aumentava ainda.

Chove agora a cântaros.
No chão as águas começam a correr,
A correr como rios.
Os pássaros não cantavam,
Piavam de frio.
Os agricultores cantavam de alegria
Porque as suas roças começavam a prosperar . . .

No entanto, debaixo de um tugúrio,
O pobre, o miserável,
O veículo da miséria,
Chorava . . .  chorava.
Sua pobre choupana desabava.
E depois?

Mas a chuva, continuava a cair.
Na cidade, ruas, calçadas, casas,
Era tudo banhado pela chuva.
Chuva na praça.
Chuva no sertão.
Alegria do agricultor.
Dor do miserável.

E a chuva caiu para todos . . .

Foi assim que se passou um dia de chuva!!!
 

segunda-feira, 14 de março de 2011

Japão: não ficou pedra sobre pedra

Fonte: Internet.


O leitor poderá comparar através de fotos do Japão por satélite antes (4 de abril de 2010) e depois (12 de março de 2011) os efeitos do Tsunami nas localidades de Ishinomaki, Natori, Sendai, Yuriage e Arahama, no link abaixo:



Ao centro de cada foto há uma linha branca divisória, com um bloco azul ao centro. Clique no bloco azul e mova para sua direita para ver como era antes. Mova para sua esquerda para ver como ficou depois.

A devastação foi total. Tudo demolido, esfacelado. Não restou pedra sobre pedra. Resta ao mundo um esforço de solidariedade humana e econômica para ajudar na reconstrução.

As imagens foram trabalhadas por

domingo, 13 de março de 2011

Aborto, paradoxo entre vida humana e autonomia da mulher

Fonte: Internet.
Hoje, no site do Superior Tribunal de Justiça um longo artigo sobre ‘Aborto: o paradoxo entre o direito à vida e a autonomia da mulher’. Tema para lá de quente. É direito da mulher? É uma prática criminosa? Desde a Roma antiga essa discussão não sai de foco. Terminantemente, um drama humano de grandeza ímpar. Só sabe do tamanho, quem passou por ele.

Vou tentar resumir o longo artigo (encontre todo o conteúdo no link[i]):
“Perda do feto em razão de acidente, em casos em que se verifica malformação congênita, clandestinos, causados por medicamento, violência ou de forma espontânea – a verdade é uma só: o aborto existe, e muitas brasileiras sofrem pela falta de amparo nos serviços públicos de saúde. A despeito da falta de assistência governamental, a gestação é interrompida independentemente de leis que as proíbam ou de punição por parte do Judiciário.

Segundo dados da organização não governamental que cuida do direito das mulheres Ipas Brasil, em parceria com o Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), denominada “A magnitude do aborto no Brasil: aspectos epidemiológicos e socioculturais”, um milhão de abortos são realizados todos os anos. A pesquisa foi realizada em 2007 e esse número é contestado por segmentos contra o aborto. O estudo aponta que a curetagem é o segundo procedimento obstétrico mais realizado na rede pública.

O aborto, contudo, é fato e, geralmente, feito da pior maneira possível. Na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tramita um habeas corpus em que a Defensoria Pública pede o trancamento de investigação contra centenas de mulheres suspeitas de fazer aborto em uma clínica de planejamento familiar em Mato Grosso do Sul. A defesa alega violação do sigilo médico, já que foram apreendidos os prontuários sem anuência do profissional. A relatora é a ministra Laurita Vaz (HC 140123), que está com o parecer do Ministério Público Federal sobre o caso. Ainda não há data prevista para julgamento.

Além da constatação da prestação do serviço médico inadequado e até mesmo irregular, o tema gera um amplo debate moral, colocando como contraponto o direito absoluto da vida do feto e a autonomia da mulher em relação ao próprio corpo.

Crime contra a pessoa

A legislação penal brasileira só autoriza a prática do aborto em casos de estupro ou nos casos que não há outro meio para salvar a vida da mãe. A matéria está disciplinada pelos artigos 124 a 128 do Código Penal, tipificando seis situações. No Brasil, o ato é classificado como crime contra a pessoa, diferentemente do que ocorre em alguns países que o classificam como crime contra a saúde ou contra a família. A lei brasileira prevê pena de um a dez anos de reclusão para a gestante que recorre a essa solução.

Para o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, que compõe a Quinta Turma do STJ, a melhor maneira de evitar uma gravidez indesejada é investir nos contraceptivos, mesmo aqueles de emergência. “Sou a favor de todo e qualquer método, principalmente aqueles que evitam a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis”, diz ele.

O ministro acredita que a solução da interrupção da gravidez em casos de violência deve ser conduzida pela mulher, mesmo que ela seja casada ou que tenha um parceiro estável. “A mulher é a grande responsável pela maternidade”, constata, “pois é ela quem alimenta o filho durante a fase intrauterina, e quem tem a responsabilidade do cuidado com o filho”.

O ministro é contra o aborto e acredita que é um erro tratar a prática como um método contraceptivo. Ele afirma que as autoridades governamentais deveriam incentivar a distribuição de preservativo ou a injeção de pílulas do dia seguinte. “É muito menos traumático para a mulher e para a sociedade”, conclui.

Violência contra a mulher

Segundo pesquisa da socióloga, Thais de Souza Lapa, na tese “Aborto e Religião nos Tribunais Brasileiros”, de um universo de 781 acórdãos pesquisados entre 2001 e 2006, 35% envolvem situações de violência contra a mulher. Na seara dessa temática, o STJ analisou o caso em que um morador de São Paulo desferiu, em 2 de abril de 2005, facadas na esposa, que estava no quinto mês de gestação, e em mais duas pessoas, sendo uma maior de 60 anos (HC 139008).

O réu respondeu, entre outros, pelo crime de provocar aborto sem o consentimento da gestante, o que, pela legislação penal, acarreta a pena de três a dez anos de reclusão.”
(...)
Relações extraconjugais

A violência contra a mulher pode surgir também de uma relação extraconjugal, em que o parceiro se ressente de uma gravidez indesejada. Entre 2008, um morador de Alegrete (RS) teria matado a amante com golpes no crânio e ocultado o cadáver. Ele exigia que ela tomasse medicamentos abortivos, mesmo já estando em fase avançada da gestação.”
(...)
“Outro caso de violência contra a mulher resultou na condenação de Jefrei Noronha de Souza à pena de cinco anos de reclusão. Ele respondeu pelas práticas de aborto não consentido e sequestro qualificado (HC 75190). O réu mantinha um relacionamento extraconjugal e, ao saber da gravidez da amante, simulou um seqüestro com amigos na cidade de Taubaté (SP) com o fim de eliminar a criança. Consta da denúncia que os sequestradores introduziram medicamentos na vagina da vítima e depois, com a expulsão, jogaram o feto no vaso sanitário e acionaram a descarga."
 (...)
Fornecimento de medicação

Não só a gestante, mas também a pessoa que instiga ou auxilia no aborto responde judicialmente pelo crime, inclusive quem fornece a droga. É o caso do teor de um agravo em que pesou sobre o réu a acusação de ter praticado o crime sem o consentimento da gestante (Ag 989.744), o que acarreta uma pena de um a quatro anos de reclusão. O aborto clandestino geralmente ocorre em clínicas médicas e com o apoio de conhecidos, e usualmente com a ingestão de medicamentos, o mais comum, o Cytotec.

Um caso de aborto provocado por terceiros foi o relativo a um julgado de São Paulo, em que o réu vendeu esse medicamento sem registro (HC 100.502). O Cytotec foi lançado na década de 70 para o tratamento de úlcera duodenal. No entanto, vem sendo largamente utilizado como abortivo químico. Sua aquisição se faz via mercado negro ou por meio de receita especial. A questão analisada pelo STJ remetia à aquisição irregular.”
 (...)
“A lei também apena não só o fornecedor, mas os profissionais que auxiliam a prática do aborto, com base no artigo 126 do Código Penal. Um ginecologista foi preso em flagrante em sua clínica no centro de Porto Alegre (RS), em junho de 2008, e respondeu por aborto qualificado por quatro vezes, aborto simples, também por quatro vezes, tentativa de aborto e formação de quadrilha. Ele pedia no STJ o relaxamento da prisão cautelar, mas, segundo a Corte, os reiterados atos justificaram a prisão.

Bebês anencéfalos

Os casos que trazem maior polêmica ao Judiciário são os de anencefalia e malformação do feto. A anencefalia consiste em uma malformação rara do tubo neural que ocorre entre o 16° e o 26° dia de gestação e se caracteriza pela ausência parcial do encéfalo e da calota craniana. A causa mais comum é, supostamente, a deficiência de nutrientes, entre eles o ácido fólico. Também diante da falta de vitaminas, há dificuldade na formação do tubo neural.

A ministra Laurita Vaz reconheceu no julgamento do HC 32.159 que o tema é controverso, porque envolve sentimentos diretamente vinculados a convicções religiosas, filosóficas e morais. “Contudo, independentemente de convicções subjetivas pessoais, o que cabe ao STJ é o exame da matéria sob o enfoque jurídico”, assinalou a ministra. Para ela, não há o que falar em certo ou errado, moral ou imoral.”
Então, você já formou a sua opinião: é direito da mulher ou prática criminosa? Gostaria muito de conhecê-la! Se desejar, clique abaixo em ‘Comentários’ e deixe a sua opinião.

Acelino Pontes


quinta-feira, 10 de março de 2011

O dia dos Mil Mortos


O Ceará sempre sofreu com as secas. Seca não, péssima administração da água. Ao fim do Século 19, nos anos de 1877, 1878 e 1879, tivemos o pior período de estiagem, a fatídica Seca dos Três Setes. Logo no momento em que Fortaleza era uma só festa; se descobrira, ante a grande riqueza pela fartura do algodão, como ‘Paris dos Trópicos’. Ganhara design novo, topografia em xadrez, febre consumerista por produtos franceses, lojas regadas a ‘Au Phare de La Bastille’, ‘Paris des Dames’; brilhava com a ‘Confeitaria Maison’, melhor ainda, com a ‘Casa Louvre’, esbanjo de luxo e de preciosidades.

Do luxo à peste. Com a seca, o volume de 110 mil retirantes invadiu a capital cearense, contrastando com apenas 20 mil fortalezenses. Miséria e fome cresciam em ritmo galopante. Não tardou que, do vizinho Rio Grande do Norte, a importação da varíola ocorresse e transformasse Fortaleza num palco da morte.

O autor Lira Neto descreve esses tempos dramáticos com uma beleza literária impar em seu livro O Poder e a Peste – A vida de Rodolfo Teófilo. Vejamos alguns tópicos dessa linda obra, embora recheada de detalhes macabros:

 "Não havia quem os convencesse do contrário. Nem que o diabo tocasse rabeca . . . . [Os retirantes] não iam deixar ninguém lhes espetar no braço, assim sem mais nem menos, uma mentira de remédio [vacina], que diziam ser preparado com o próprio veneno da Peste . . . . Não adiantava chamar a polícia, escorraça-los em praça pública, ameaça-los de prisão. Nada, nem ninguém, os dobraria."
"Desgraça só quer mesmo princípio. De fato, a Peste não demorou muito a mostrar toda a força que tinha."
"Do balcão da farmácia . . .  Rodolfo observava aqueles cortejos com horror e reprovação. Os cadáveres dos variolosos, decompostos pelas feridas da doença, eram conduzidos a céu aberto. Muitos corpos, em que a varíola havia separado a carne dos ossos, eram socados em sacos de estopa, que depois se amarravam a um pau para facilitar o transporte."
"Os defuntos mais inteiros, aqueles que podiam ser transportados amarrando-lhes mãos e pés a uma vara, iam cobertos por ligeiros trapos, que mal lhe escondiam as vergonhas."
"Foi no dia 10 de dezembro [de 1878], quinzena antes do Natal. Aquele seria o dia do cão. Ninguém nunca mais poderia esquecer. O dia inteiro, não houve único minuto em que não chegasse pelo menos um defunto para ser enterrado na Lagoa Funda. Os carregadores precisavam fazer filas para despejar os corpos."
"A confusão era total. Enquanto aguardavam a vez, bêbados de não se aguentar em pé, os carregadores deitavam no chão os cadáveres, que já começavam a apodrecer. No final da tarde, os registros oficiais indicavam que o cemitério recebera, só naquele dia, nada menos de 1.004 cadáveres. Nunca se tinha visto, em tempo algum, morrer tanta gente junta. Talvez Deus tivesse fechado de vez os olhos para aquela gente. Ou então era o Dia do Juízo Final. O Dia dos Mil Mortos."
E o drama dantesco não parou por aí. No cemitério os corpos eram simplesmente amontoados. Ao fim desse lúgubre dia, se conta que restaram 238 cadáveres insepultos. E não mais restava uma só fio de forças entres os ébrios coveiros. Mas, o pior dos piores, aconteceria quando retomassem ao trabalho:

Na manhãzinha seguinte, quando voltaram para completar a tarefa, os coveiros avistaram de longe a nuvem negra sobre a Lagoa Funda. Centenas de urubus rodopiavam e davam rasantes no céu. À distância, também podia se ouvir o latido de cães furiosos, um rosnado dos infernos, vindo lá das bandas do cemitério.”
Quando se achegaram, deram de cara com a cena que os deixou estatelados. Um espetáculo que conseguiu tirar o prumo até mesmo homens embrutecidos, acostumados a meter as mãos nuas em pilhas de cadáveres bexiguentos. Não era mesmo coisa bonita de se ver. Algo de impressionar, borrar as calças de qualquer valentão: um bando de cães arreganhavam os dentes, disputando entre si – e com o urubus – pedaços de carniça humana.”
Àquela hora da manhã, ainda de jejum, os coveiros tiveram que se encharcar de toda cachaça que encontraram pela frente. Depois de enfiar litros de pinga goela abaixo, foram se engalfinhar com os animais, afugentando-os com pauladas e pedradas. Poucas horas depois, o que tinha sobrado daquela carnificina – fosse gente, fosse bicho – era atirado a uma vala comum, recém-aberta.”
Somente entre setembro e dezembro de 1878, a crônica informa que a peste fez 24.849 vítimas em Fortaleza. E lembre-se. A capital cearense de antes da Seca dos Três Setes possuía apenas 20 mil residentes.
Acelino Pontes




Livro:
Lira Neto: O Poder e a Peste - A vida de Rodolfo Teófilo. 2ª Edição. Fortaleza: Edições Fundação Demócrito Rocha, 2001

Deine Augen


Der Zug fuhr . . .  die Zeit verging . . .
Ich hatte Deine Augen vor meinen Augen.
Ich sah Dich, ganz Dich;
Du sahst mich.
Ich konnte alles sehen.
Du warst ganz da,
Dann waren der Zug und die Zeit.
Ich sah Dich,
Du batest mich um Hilfe,
Du botest mir Liebe.
Es war Seele zu Seele,
Nur ich und Du.
Ich hörte, nein, ich fühlte,
Du warst traurig, sehr.
Du wolltest, er verbot.
Du wolltest bei mir sein.
Er teilte uns.
Ich wollte Dir meine Hand geben,
Dann konnte ich nicht.
Er hatte Dich, wir waren zwei.
Aber Du weintest,
Du unarmte mich.
Seine Gittern waren zwischen uns.
Ich will auch Dich lieben,
Bei Dir sein.
Ich sah Dich weinen.
Schmerzend winkte ich Dir zu.
Dann war die Hoffnung.
Ich rufte nach Dir,
laut und lauter:
Komme und sei in mir.
Bitte, habe Kräfte.
Ich gebe mich Dir.
Der Zug hielt, die Zeit vergang.
Ich sah Deine Augen.
Doch, ich bin allein.

Acelino Pontes
München, 15.12.1975

terça-feira, 8 de março de 2011

Uretra de tubo de ensaio

Fonte: Internet.



Pela primeira vez na história, cientistas norte-americanos do Institute for Regenerative Medicine, da Wake Forest University Baptist Medical Center conseguem reconstruir a uretra de 5 jovens com tecido humano desenvolvido em laboratório. 

Em tempo recorde, os cientistas conseguiram desenvolver os tecidos da uretra a partir de células dos próprios pacientes. A reconstrução cirúrgica convencional resultaria em cicatrizes que comprometeriam a função do órgão.

Os jovens pacientes vieram do México e tinham entre 10 e 14 anos de idade. Todos vítimas de acidentes automobilísticos (3) ou outros traumatismos da região pélvica (2) que atingiram severamente a uretra.

As células iniciais foram obtidas da bexiga de cada paciente. Dessas foram isoladas todas as células e tecidos necessários para a reconstrução da uretra. Após 3 a 6 semanas já se tinha produzido material orgânico em quantidade suficiente para o complicado trabalho cirúrgico de reconstrução. 

As cirurgias foram realizadas entre março de 2004 e julho de 2007. Na avaliação final, após mais de 5 anos, os médicos constataram que em nenhum dos jovens pacientes ocorreu a formação de qualquer tipo de cicatriz no canal uretral, embora o controle demonstrasse, já após 3 meses de realizados os transplantes, que cada um dos pacientes apresentava uma uretra totalmente normal e sem sinais da cirurgia.

Facit: em breve nada de sequelas por traumas, no laboratório se desenvolverá a reconstrução dos órgãos afetados.


Notícia boa. Mas quando começarem a construir o homem inteiro?

Acelino Pontes


Fonte: Wake Forest University Baptist Medical Center

O filho que rolava de dor no pátio da Catedral


Fonte: Internet.


Ontem, decidi-me a dormir. Há quase um mês não durmo suficientemente por uma profunda crise existencial. Mas ontem, eu decidi que iria dormir deste dormir, como na adolescência, até não mais querer. Assim decidido, assim feito, com ajuda de medicamentos. Acordei por volta das 10h. Coisa inédita, para quem acorda já às 4 da matina, independentemente de quando foi dormir. 

A crise existencial é causada pelo fato de ter sido a vida inteira um guerreiro, que sempre ganhou o seu sustento com suor e com muito esforço. Hoje, sou portador de Hipertensão Pulmonar, não posso mais suar e nem fazer esforço; se tentar há um fim só: desmaio e perda da consciência. Sinto-me como um 'mariquinha', que não suporta o esforço e melindrado é. Eu, o guerreiro de sempre, acostumado às lutas mais viris. Isso me derruba ao extremo. 

Ora, acordei, li alguns jornais pela net, depois li e respondi alguns mails, almocei e, por volta das 14h, fui à Biblioteca Pública em busca de fundamentos para exigir direitos de cidadão, pois tinha realizado anteriormente algumas pesquisas e precisava documentar a pesquisa. Só que, dois funcionários da Biblioteca intentaram a prática de peculato. Exigiram dinheiro (e muito dinheiro, para me repassar a ensejada documentação eletrônica). Fiquei indignado com essa prática; parece que de muito tempo exercitada por um casal funcionário da Biblioteca Pública. Daí, procurei a Diretora da Biblioteca que me prometeu, amanhã, 'tentar' solucionar o problema, já caso de polícia. Tive que me conformar em, se a saúde permitir, retornar amanhã.

Saí, interiormente revoltado, indignado, andei sem destino. Repentinamente me encontrei na rua da Catedral (que fica próxima à BP) e lá estava, em volta de um automotor tipo Toyota muita gente, SAMU. Dentro do automotor uma senhora de uns 45 anos, sem vida, morta. Perguntei a uma paramédica o motivo: - parada cardíaca. Mas, o pátio da Catedral logo me chamou a atenção pelo furor de clamores histéricos. Um jovem de uns 17 anos enlouquecido rolando no chão, aos gritos. O filho, novel órfão, inconformado, teimava em não aceitar o óbvio: a mãe estava viva e morrera, sem um motivo lógico, pelo menos para ele. Era dor imensa e não se tinha com fazer parar a dor ou o rolar enlouquecido no chão.

Dolorosamente - para os familiares da vítima - o pessoal do SAMU se afastava, para que encostasse o carro do Instituto Médico Legal. 

E o que eu estava ali fazendo? Não poderia ajudar. A mulher já estava morta. Toda a tecnologia moderna foi aplicada e não se conseguiu reverter o quadro. Entretanto, a dor e a revolta do filho me tocava. Será? Será que não foi muito mais o fato de eu só ter mais uns 8 a 10 anos de vida, ser um condenado à morte? 

Decididamente, as circunstâncias me tocaram sim. Milhões de pensamentos rolaram. Essa mãe deveria ter sido uma mãe maravilhosa, pelo menos para o filho que rolava no chão do pátio da Catedral em desespero total, aos gritos, extremamente revoltado, possesso e sem qualquer indicativo de aceitar a realidade: a morte da mãe. 

E como talvez a maioria ali pensei: coitada da senhora, tão jovem e morta; por nada. Tinha ido ao centro, talvez fazer compras ou por outro motivo qualquer. De repente, sentiu um mal-estar e morre. 

Nunca gostei de ser plateia do sofrimento alheio. Apressei-me em abandonar o local tão fúnebre. Dirigi-me à Secretaria de Saúde do Município, onde tenho requerimento para, por força de liminar, me conceda um aparelho necessário à aplicação de um medicamento.

Mas, no caminho pensei no que tinha antes formulado no meu matutar: 'coitada da senhora'. Pôxa, será que não é o contrário? Coitado de mim? Eu tenho de lutar contra peculato, tenho de ir à justiça para pleitear meus direitos naturais, tenho que peticionar pelo que naturalmente deveria me ser oferecido de imediato, mas sou impedido por uma funcionária incompetente e despótica, que está pouco se lixando se eu morro ou deixo de morrer? Aquela senhora, certamente já está em bom lugar, sem preocupações.

E o pior é que, lá na Secretaria, constatei justamente isso. Mesmo, de posse de uma liminar da Justiça Federal, que me assegura todo e qualquer tipo de tratamento, independentemente de custo, uma funcionária pública qualquer simplesmente a pode revogar sem consequências. A lei prevê e a Justiça reconhece o direito. Mas, o que adianta isso, pois a administração não cumpre e a impunidade prevalece? 

Me perdoem por este desabafo! Talvez seja uma profunda indignação de um guerreiro ferido de morte.
Acelino Pontes
Fortaleza, 10/01/2008

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