domingo, 24 de abril de 2011

O Homem


Fonte: Intermet.

Muito se fala sobre o Cristo. São bilhões de seguidores e milhões de instituições religiosas que se preocupam com a figura e a palavra de Cristo. Não raro, com uma visão ou revelação diferente colidindo frontalmente com a história contada e vivida nos evangelhos. Pena que ele próprio nada escreveu.

Estranha a impressão que daí resulta: muito pouco desses seguidores logrou captar a real figura de Cristo, muito menos ainda entendeu a sua mensagem. E essa impressão se fortalece quando se lê ou se ouve a letra dessa canção com uma boa dose de espírito crítico:



O Homem

Um certo dia um homem esteve aqui
Tinha o olhar mais belo que já existiu
Tinha no cantar uma oração.
E no falar a mais linda canção que já se ouviu.

Sua voz falava só de amor
Todo gesto seu era de amor
E paz, Ele trazia no coração.

Ele pelos campos caminhou
Subiu as montanhas e falou do amor maior.
Fez a luz brilhar na escuridão
O sol nascer em cada coração que compreendeu

Que além da vida que se tem
Existe uma outra vida além e assim...
O renascer, morrer não é o fim.

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Eu sei que Ele um dia vai voltar
E nos mesmos campos procurar o que plantou.
E colher o que de bom nasceu
Chorar pela semente que morreu sem florescer.

Mas ainda há tempo de plantar
Fazer dentro de si a flor do bem crescer
Pra Lhe entregar
Quando Ele aqui chegar

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Letra: Emmanuel (psicografado por Chico Xavier)
Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos

Resta a dúvida: Quem consegue melhor compreender a mensagem desse Homem?  Seus seguidores ou os compositores dessa canção? Contudo, certamente se tem a segurança de que, se Ele foi o que a letra pretende revelar e em seus bilhões de seguidores assim praticando e seguindo seus caminhos, tudo isso nos levaria ao bem viver tão almejado por todos nós.

Acelino Pontes

sábado, 9 de abril de 2011

Tragédia na Escola


Fonte: Internet.

Quem me diz o ‘porquê’ dessa tragédia na escola do Rio? É! Pergunta para lá de difícil. Mas, não vai faltar gente para responder e mais responder. Oferecem cada resposta bonita, que dá gosto de ouvir. E a solução? Essa está mais distante do que a Terra do planeta Júpiter.

Se eu refletir bem, visitar uma escola de hoje, comparar com a escola de ontem, posso não encontrar um ‘porquê’, mas certamente vou encontrar uma série de diferenças monstruosas entre o hoje e o ontem.

Primeiro, a escola era escola. Lugar onde eu aprendia, nem que fosse uma boa postura. Hoje, a escola é somente uma fábrica para produzir concludentes de cursos de nome esquisitos que os políticos sempre mudam; talvez na esperança de dar solução para os graves problemas da educação. Vez é exame de admissão, ginasial, científico, vez é ensino infantil, fundamental, do primeiro grau, do segundo grau. E, com essa tragédia, não vai tardar por mudarem nomes e nomenclaturas, com se isso solucionasse o grave problema. Em todo caso, hoje, escola não tem sabor e nem cores de escola.

Segundo, o tamanho. A escola de ontem era pequena do tamanho do alcance da minha restrita vista de gente pequena. Oferecia uma dimensão para mim e meu tamanho. Hoje, ela é enorme para caber tudo e todos.

Terceiro, eu ia para a escola porque queria estudar e todos que lá estavam também queriam estudar. Hoje, é um dever, obrigação. Vai para a escola todo mundo, queira ou não queira. A escola virou prisão de criança e adolescente. Se estou motivado vou, se não estou, sou obrigado a ir; até tem dinheiro para os pais obrigarem seus filhos a estarem na escola.

Quarto, eu aprendia e ficava orgulhoso do saber que acumulava durante os meses e anos. Tudo era ligado a decoreba, mas aprendia e muito. Estava sempre feliz por saber e mostrar o meu saber. Hoje, não se aprende, simplesmente se passa de ‘ano’.

Quinto, o professor era respeitado e ensinava com afinco. Se bom ou ruim na didática, conseguia angariar a confiança e o respeito dos seus pupilos. Hoje, o professor só fala de motivação e salário. E onde fica a vocação? Não sabe mais o que seja vocação. O professor tem apenas uma relação de emprego e não um compromisso com o magistério, com a mais nobre das profissões, com o repassar saber e experiência, com o ofício de mestre. Posso até dizer que antes surgia uma relação de amor mútuo entre mestre e alunos. Hoje, não raro reina o ódio nesse ambiente.


Sexto, o currículo era direcionado ao tempo disponível para o aprendizado. Daí se escolhia um pouco de cada disciplina, mas que não sobrecarregasse o aluno e nem o mestre. Hoje, é direcionado ao volume de conhecimento universal da humanidade e se entope o currículo com mil e uma coisas, geralmente desnecessárias ou sem qualquer relação com a realidade do aluno e seu meio. Se tá na Globo, tem que tá na escola. E tome conteúdo em sala de aula.

Sétimo, se via uma enorme camaradagem entre os alunos. Existia orgulho de ser membro de sua escola e todos estavam unidos. Com que honra e prazer vestia o uniforme da minha escola. Hoje, há gangs e mais gangs na mesma escola. E todos os conflitos externos são repassados para o ambiente escolar. Isso sem falar no tal mobbing (assédio psicológico) ou bullying (agressão social) que fabricam verdadeiras feras altamente selvagens ou malucos produtores de tragédias.

Oitavo, a gente nos fins de semana estava no cinema. Lá se via que o bem sempre vencia o mal. E os heróis eram os nossos modelos de comportamento. Hoje, a alunada mal sai da aula estão ante a tv para assistir os programas policiais, onde se ensina a cometer crimes e se valoriza fazer o mal. São as paradas que moldam comportamento.

Nono, pai era sempre pai; mãe nunca deixava de ser mãe. Hoje, ninguém sabe quem é pai ou é mãe. Há separações, divórcios; quando não, pai, mãe, filho ou irmão matando uns aos outros. A família fracassou, só restou uma instituição social ou jurídica.

Décimo, escola era uma instituição social, um bem da comunidade. Hoje, a escola é um setor econômico que vai pra lá de bem obrigado, produzindo fortunas, para os donos, naturalmente. E se o aluno é pobre, sua escola é um lixo social.

São dez diferenças, mas certamente você conhece bem mais do que essas. Indiscutivelmente, a causa dessa tragédia está no indivíduo, no maluco. Mas, não esqueça que a escola atual está produzindo, a cada dia, mais e mais malucos. E esses malucos não se dão a  conhecer; estão aí invisíveis em cada lugar, assistindo e vendo o que ocorreu em Realengo. Cismando para depois ‘fazer melhor’.

Em todo caso, urgentemente temos que tomar uma atitude. Educação tem que voltar a ser educação e não fábrica para produzir concludentes do não sei o quê, quando não, para produzir malucos.


Acelino Pontes

domingo, 3 de abril de 2011

Para onde vai o seu dinheiro?

Fonte: Internet.

O que você paga de imposto, você nunca sabe. Se morasse noutro país, como por exemplo, na Alemanha, saberia. Lá, se o cidadão compra um bombom, vem na nota do caixa o quanto custa o bombom, o quanto você pagou de imposto e o total da compra. Assim, a pessoa está sempre tomando conhecimento da carga de impostos.

A cada ano, o Brasil arrecada mais de um trilhão de reais; o ano passado já foi 1,2 trilhões. Seria algo em torno de 2 bilhões de salários mínimo. É um montão de salários mínimo para ninguém por defeito. E tudo isso quem paga é você, pois rico não paga imposto.

De milhões, bilhões e trilhões já estamos fartos de ouvir. Mas, o que interessa é saber para onde vai o meu, o seu dinheiro.

Primeiro, precisamos saber que todo o dinheiro do Brasil é regrado pelo Orçamento da União. Este ano está previsto arrecadar mais de 2 trilhões de reais. Desse total, boa parte vai para pagar juros (bancos) e para a manutenção do Estado (pessoal, despesas administrativas, etc.). As cotas perigosas são as de investimento, como, por exemplo, as do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Nos investimentos, o dinheiro vai quase todo para o ralo, quero dizer para o bolso de empreiteiras e de políticos. E esse ano está previsto para os programas do Governo quase 2 trilhões de reais. Por isso, político adora propostas de investimento, pois podem abocanhar no mínimo 50% desse valor. E você é quem paga, naturalmente sem protestar.

O que acontece?

Desse valor (repito, 2 trilhões de reais ) os políticos e empreiteiros tiram bem mais do que 50-60% (mais de um trilhão de reais), mesmo sem o valor orçamentário aumentar. Mas, como tiram quase tudo, só resta muito pouco para construir. Daí os programas não saírem do papel ou pouquíssimas obras serem construidas.

Para entender melhor, vamos a um exemplo. Vamos supor que o Governo vai construir uma ponte na cidade Estaéminha. A ponte custa 100 mil. Então é preciso fazer uma tomada de preços (=licitação) para saber quem constrói a ponte pelo menor preço (me engana que eu gosto). Assim, determina a lei.

Por incrível que pareça, em todos os municípios e estados brasileiros há sempre um ‘dono do pedaço’ para construções de pontes. Ou é um deputado, ou é um prefeito, ou é um grupo deles. Esse ‘dono do pedaço’ na cidade Estaéminha, em regra, cuida da liberação da verba e também, por debaixo dos panos, cuida da tomada de preços/licitação. E a licitação sai do jeito que ele quer e bem ao gosto dos seus ‘amigos’.

Saindo a licitação, os ‘amigos’ do ‘dono do pedaço’ enviam as suas propostas: uma empresa laranja faz uma proposta de construir a ponte por 500 mil reais; uma outra laranja coloca 499 mil reais como proposta; já a empresa dos ‘amigos’ coloca uma proposta de 498 mil reais. Eu dou um doce se você adivinhar quem vai ganhar essa licitação.

Ora, se a ponte custa normalmente 100 mil reais e a empresa com menor custo é a dos ‘amigos’, que propôs 498 reais para construir a ponte, então há um lucro de 398 mil reais.  Esse lucro vai para o ‘dono do pedaço’ e outros políticos, o que eles chamam de ‘financiamento de campanha’. E tem mais, na realidade a construtora nunca gasta os 100 mil reais, pois sempre se utiliza de material de baixíssima qualidade para diminuir consideravelmente os custos.

E você pensa que parou por aí? Ledo engano. Há sempre um ‘probleminha’ que faz a obra parar. E quando retoma a construção, vem novo projeto, novos custos e o que inicialmente custaria 498 mil reais passa para 600 mil e pode até chegar a 1 milhão ou mais. Quem diria, uma obra de 100 mil finda custando mais de 1 milhão aos cofres públicos? Só no Brasil! Você não fiscaliza . . .

Por isso, quando você avistar uma obra parada, pense: o ‘dono do pedaço’ e seus ‘amigos’ estão captando recursos para o ‘financiamento de campanha’, quero dizer, para suas contas em paraísos fiscais.

E como só tem 2 trilhões para gastar com obras, você já pode imaginar quantas obras poderão ser construídas com esse dinheirão todo, pois cada obra custa ao governo de 20 a 30 vezes mais do que custaria se você fosse construir ou se você fiscalizasse as obras no seu município. Há obras que ficam impagáveis. São justamente aquelas obras que há mais de 10 anos estão paradas e que já enriqueceu vários ‘donos do pedaço’ e suas respectivas famílias.

Tem solução para isso?

Tem, e várias soluções. Nas próximas eleições, pense nos candidatos que estão gastando os tubos de dinheiro (tudo fruto do ‘financiamento de campanha’) e não vote neles. Depois, se encontrar uma obra parada, procure o Ministério Público, mas antes fotografe tudo o que você encontrar de estranho. Comece a fiscalizar todas as obras públicas do seu município, principalmente as paradas.

E não esqueça, procure encontrar quem é o ‘dono do pedaço’ e os seus ‘amigos’ no seu município. Geralmente, há um para cada setor: construção de pontes, terceirização, educação, saúde, etc. Isso já é um grande avanço. Assim, pelo menos se sabe quem ganha em você não ter o que deveria.

Se você não conseguir para de vez com essa vergonha, pelo menos vai dificultar e muito o 'trabalho' deles.

Acelino Pontes

sábado, 2 de abril de 2011

Nicht



Quelle: Internet.


Ich weiβ nicht!
Ich weiβ noch nicht!
Du kannst doch nicht!
Danke, nicht!

Es sind vier Sätze,
die alle zu nicht bringen.
Aber, steht noch eine Hoffnung,
Wenn Du es so willst.


Acelino Pontes
München, den 6. Oktober 1971.

O teu aniversário




Já é-me quase distante.
Vem lá do princípio,
Da nossa adolescência.
As lembranças são muitas,
Caras e amigas.
Que não seja só a saudade.
Desejo rever-te por estas,
Reviver tudo aquilo passado,
Sozinhos a cismar.

Acelino Pontes
Lisboa, 18.11.1973

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