quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quero ganhar na Mega-Sena


Que maravilha deve ser: levar uma bolada imensa na Mega-Sena. Isso seria fantástico. Resolveria todos os meus problemas. Mas, como?

Bem, antes de saber o ‘Mas, como?’, seria prudente responder o ‘Para que?’ Caso contrário você ficaria sonhando a vida inteira com esse prêmio e findaria frustrado por nunca conseguir o seu sonho de felicidade, se esse for o seu 'Para que?'.

Portanto, vale refletir se uma bolada imensa da Mega-Sena realmente resolveria todos os meus problemas ou me traria a felicidade. Imagine agora, se você ganhar a ‘sorte grande’ e não resolver os seus problemas, ou até isso lhe trazer um volume de problemas bem superior, pior ainda, caso você se torne infeliz, no mínimo frustrado. Lembra de Michael Jackson? Dizem dele, ter vivido infeliz, apesar da imensa fortuna.

Mas, não quero nem me estender sobre isso, pois você jamais vai me seguir nessa linha de pensamento. Com certeza você está consciente e inteiramente convencido de que o dinheiro, muito dinheiro resolve tudo.

Vou apenas seguir a linha que suponho seja a sua: o dinheiro vai lhe trazer felicidade, pois poderá comprar tudo o que sonha ou possa imaginar. Vai fazer-lhe feliz sim. Ninguém pode lhe convencer do contrário.

Mas veja essas fotos abaixo. Deixe que as fotos faça a sua imaginação fluir.  Reflita então, qual delas possa eventualmente avizinhar-se da sua percepção de felicidade.

Ter a mulher dos sonhos?

Viver livre de tudo e de todos?

Comer o que há de delicioso no mundo?

Viver uma grande paixão?

Ser só eu, comigo e meu mundo?

Pois é, há muitas espécies e qualidades de felicidade; cada um escolhe uma ou outra para sí, pelo menos por um tempo. Um mestre meu já até defendeu uma extensa tese sobre o assunto. Embora seja ele adepto de São Francisco, temo que não tenha sido sobre a felicidade franciscana que tenha dissertado. E a felicidade franciscana é interessante, mas ninguém se interessa por ela. Tem gosto até de poesia: amar e se dedicar aos pássaros, à água, à natureza, ao pobre, nada comprar, ter ou possuir e ser feliz. Talvez seja só poesia.


Deixemos os sonhos e voltemos à felicidade que conhecemos e tanto prezamos: ter dinheiro para comprar tudo e todos. Não quero lhe frustrar, nem menos lhe roubar as esperanças, mas pediria que assistisse os dois vídeos abaixo:



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E mais este:


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Se entendeu a mensagem emitida pelos vídeos, acredito que deseje refletir bem se ainda vai perder tempo e dinheiro com a ‘felicidade da Mega-Sena’. No mínimo, espero que repense se comprar realmente lhe traz felicidade ou se apenas faz de você um fator na relação econômica do mercado consumidor.

E se talvez, comprar não causar felicidade duradoira, por favor, cuide de encontrar o seu tipo de felicidade para toda a vida. Ela pode estar muito próximo de você, só que ainda não a percebeu ou não a quer perceber. Melhor ainda, você talvez é (ou já foi) feliz e não sabe (ou não sabia). Em todo caso, não se esqueça de fazer a sua fezinha nas quartas e nos sábados; se ela não lhe trouxer a ‘felicidade da Mega-Sena’, certamente promoverá o esporte e outras causas nobres, sem produzir montanhas de lixo desnecessário.

Acelino Pontes

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Antes que seja tarde demais!



Quando me entendi por gente, gostei de viver. Comecei a sonhar: seria no futuro isso, aquilo e mais aquilo outro. Mas, fazer algo diferente, nada. E nem poderia, então deixava ‘a vida me levar’.

Percorri a adolescência cheio de esperanças e, muito mais ainda, inflado de sonhos por demais apaixonantes. Porém, fiz um pouco de algo diferente; porquanto me diferenciei um tanto do comum e do óbvio.

Jovem adulto, fui atrevido com a vida e a desafiei, findei obrigado a largar tudo o que tinha construído e formado a duras custas para me aventurar por terras estranhas. Fui realmente diferente e me distanciei com grandes proporções do vulgar, mais ainda, do normalíssimo.

Mais maduro e sem receio do terrível castigo dos anos de chumbo, retornei à pátria-mãe para me deliciar com o viver, com o que não tinha vivido antes. E aí?
Não sei. O tempo passou rápido demais, ainda teve a interrupção sofrida pelo trágico político de 1968-1980. Em meio a tudo isso, não tive tempo de rastrear quem sou eu. A minha essência ainda não se configurou ou se formatou com nitidez. E ainda não sei se realmente realizei o meu ideário, os sonhos curtidos com muita paixão e precisão, as minhas vontades e amores. Nem sei mesmo se sei o que realmente quero de mim e da vida.

Querer de mim? Que coisa, hem? Será que posso ou devo querer algo de mim? 

Pôxa, talvez nem saiba quem eu sou. Isso é grave? Preciso pelo menos saber “quem sou eu?” ou “o que sou eu?”, para poder decidir o que fazer de mim ou da minha vida. Estou com a leve impressão que nada fiz de mim e nem da minha vida. Será que, como antes, estou deixando ‘a vida me levar’?

E você? Você sabe quem é você e o que está fazendo da sua vida?

Acho que precisamos urgentemente, ao menos, nos encontrar nesse inabitado. Não podemos passar a vida sem, no mínimo, saber ‘quem sou eu?’. Faça isso, antes que a vida passe, sem que tenha se encontrado e habitado a sua vida.

Escolhi este vídeo abaixo para lhe confrontar com a - ou com uma - realidade. Talvez, ele lhe ajude a encontrar você e lhe possibilite a sua realização, mesmo que seja, só a realização do ‘deixa a vida me levar’.

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Acelino Pontes

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