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sábado, 18 de julho de 2015

Como é tortuoso o pensar . . . .

Fonte: Internet.


Há alguns dias, fui abordado por um jovem internauta sobre o que pensavam os antigos sobre Razão, Sabedoria e Conhecimento. Fiquei a sismar além da pergunta.


1. Razão
Sócrates olhava a razão como uma voz dentro da gente a dizer o que é bom e o que é mau. Ele também encontrava um demônio dentro de nós, a nos levar a fazer coisas más. Já Platão diz que a razão é uma idéia, que explica tudo o que ocorre no mundo. Com Aristóteles a razão é composta de tudo aquilo que os sentidos percebem e ela tem como função organizar essas percepções.

Mas, o que é mesmo a razão (do latim: ratio, -onis)? Coisa que o louco não tem? Ou o conjunto das faculdades intelectuais, como compreensão, inteligência? Ou ainda, a capacidade para decidir, para formar juízos, ou para agir de modo lógico de acordo com um pensamento? Entretanto, se pode articular razão como pensamento que se considera algo justo, legítimo ou correto.

E a questão da razão como raciocínio ou argumento que nos leva a outro ou que redunda numa conclusão? Embora, não se deva esquecer razão como causa ou como motivo da existência de algo ou de algum acontecimento, ou prova ou fundamento de algum fenômeno.

E na matemática? Vamos encontrá-la nas progressões e na divisão entre dois números.

Por último, a inserção comercial da palavra razão, que dá nome a uma empresa como 'razão social' ou do livro contábil de créditos e débitos.

Fonte: Internet.


2. Sabedoria
Sócrates vai dizer que o início da sabedoria é aceitar a própria ignorância, fato que nos vai mediar a compreensão das coisas do mundo. Platão pensa diferente e acha que sabedoria é pôr em ordem a nossa alma. Aristóteles caracteriza a sabedoria como uma virtude para conhecer a verdade e uma capacidade de agir corretamente.

O desejo de todo ser humano é ser sábio, mas poucos e ponha pouco nisso, conseguem se envolver em sabedoria.

E o que é isso tão precioso e tão difícil de se conseguir?

Alguns a têm com uma grande instrução, como saber científico, como erudição, como um conhecimento extenso e profundo de várias coisas ou de um tópico em particular. Mas, há gente que liga sabedoria a pessoas com muito juízo, com bom senso e que se comportam com retidão.

Palavra originária do termo latino sapere, que expressa a posse de uma componente cultural e de tradição, momento em que, dada a existência de inúmeras culturas diferentes, essas dão origem a tipos distintos de sabedoria, como por exemplo a sabedoria oriental ou ocidental.

Entrementes, não se deve esquecer que sabedoria está intimamente ligada à posse da razão e do conhecimento. Da mesma forma, esse conceito, não raro, é relacionado à astúcia, à esperteza ou à manha.


3. Conhecimento
Sócrates fala do conhecimento que vem da gente. Basta se perguntar sobre as coisas e vamos entrevendo clareza sobre essas coisas e conceitos. Ele denominava esse processo de maiêutica, a exemplo do termo grego 'parto'; no sentido socrático, parto de idéias/conhecimento. Então, se alguém o perguntava sobre o amor, ele, de já, devolvia a pergunta: e para você, o que é o amor? E assim, ele ia produzindo a conexão das respostas dadas pelo interlocutor, até chegar a um conceito concreto e alargado sobre o amor.
Fonte: Internet.

Já Platão acha que temos 2 tipos de conhecimento: o sensível e o das idéias. Esses nos levariam ao conceito de conhecimento como uma interseção entre crenças e verdades. Aristóteles diz que o conhecimento estará sendo formado e aumentando por novas informações que se tem no dia-a-dia e também pelo que se pensa a respeito dessas vivências.

Hoje, o conhecimento pode ter expressão de um ato ou do efeito de conhecer, de ter noção, de incorporar notícias ou informações, de realizar experiências, desenvolver idéias, manter relação entre pessoas desconhecidas, do trato com as coisas e as pessoas e, até mesmo, pode representar um determinado documento da fazenda pública.

Mas, esse perfil não nos exime de perpassarmos os conceitos de instrução e saber, bem como o conhecimento de causa, competência ou sabedoria em relação a um assunto ou a um fato específico, incluindo também descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos. Na pedagogia, assujeita à aplicação ou lembrança de matérias, de teorias, de princípios, de nomes, que foram aprendidos anteriormente.

Fundamentalmente, em falando de conhecimento, necessariamente se remete ao falar sobre dados, códigos e informações, que vão formar uma utilidade geral ou específica.

Facit: Pensar não é coisa simples. É uma viagem quase sem fim.

Acelino Pontes

terça-feira, 17 de abril de 2012

Escorraçado sou!




Engraçado, no mundo há tanta coisa errada. E eu me irrito muito, mas não basta. Então, fico indignado, mas não basta. E fico ainda 'p' da vida, mas é como se de nada servisse.

E o mundo continua cheio de injustiças. Ontem mesmo, estive no meu banco escolar; era dia de revisão de prova. A professora perguntou se alguém tinha o quê reclamar da prova anteriormente aplicada. Alguns colegas foram lá na banca da professora, olharam suas respectivas provas; e ela ainda perguntando: Há algo a reclamar? - Não, não mesmo. Era a resposta desses poucos.


A revolta tomou conta de mim, mas silenciei. Fui o único a reclamar e o fiz por escrito em 7 laudas, com todos os fundamentos e justificações. A prova estava toda errada. Não tinha sido formulada uma questão, motivo pelo qual só se poderia conseguir no máximo a nota 9, porquanto cada estudante tinha direito a receber no mínimo mais um ponto na sua nota. Das outras questões formuladas só tinha duas corretamente formuladas, todas as outras eram passíveis de ser anuladas, porquanto mais pontos os estudantes poderiam receber. Mas, nenhum dos outros estudantes quiseram reclamar, mesmo sabendo que iriam ficar reprovados naquela disciplina. Que vergonha senti.

Quanta coisa errada neste mundo e ninguém quer reclamar. Que vergonha. Aqui me vem em lembrança estes escritos do grande Brecht:

"Louvor do Revolucionário
Quando a opressão aumenta
Muitos se desencorajam
Mas a coragem dele cresce.
Ele organiza a luta
Pelo tostão do salário, pela água do chá
E pelo poder no Estado.
Pergunta à propriedade:
Donde vens tu?
Pergunta às opiniões:
A quem aproveitais?

Onde quer que todos calem
Ali falará ele
E onde reina a opressão e se fala do Destino
Ele nomeará os nomes.

Onde se senta à mesa
Senta-se a insatisfação à mesa
A comida estraga-se
E reconhece-se que o quarto é acanhado.

Pra onde quer que o expulsem, para lá
Vai a revolta, e donde é escorraçado
Fica ainda lá o desassossego."

Bertold Brecht, in 'Lendas, Parábolas, Crónicas, Sátiras e outros Poemas' Tradução de Paulo Quintela

O autor desses maravilhosos versos está com toda a razão do mundo. Soerguer-se contra as injustiça do mundo nos leva quase ao ostracismos, como se isso fosse um vício terrível. Só muito depois da morte, é que se pensa em valorizar esses feitos.

Não temos lá o nosso Tiradentes? Quanto desdém sofreu em vida, durante a sua luta contra o despotismo da Coroa Portuguesa no Brasil? Foi até esquartejado para que o sonho de revolta e de libertação não perdurasse. E, ao tempo, todo mundo aceitou numa 'boa' o enforcamento e o esquartejamento.

Nada mudou, talvez só tenha piorado. Está todo mundo conformado e protegendo o meio palmo enfrente ao nariz, o resto que se dane … O resto? Resto coisa alguma, quem sempre se dana é quem não consegue reagir contra as injustiças desse mundo. Vá pensando, que se você não reagir, as coisas vão melhorar para você!


De minha parte, prefiro continuar escorraçado, até mesmo esquartejado, mas não deixarei de levantar o meu protesto, a minha indignação, onde necessário for.

Acelino Pontes

sábado, 17 de março de 2012

Chantagem




Sabe que está me batendo um medo danado? Já passei por isso entre 1964-1968. E findei por sendo obrigado a deixar o Brasil, só porque falava algumas verdades e protestava contra uma situação, que o Brasil não merecia: a ditadura. Novamente, as coisas, no Brasil, não andam nada bem.

Estava até indo bem. O Lula foi eleito, mudou os rumos do país. Já somos uma das maiores economia do mundo, a sétima. Não deveríamos ter medo de nada. Só que, a corrupção e os políticos não deixam a gente crescer e resolver os nossos problemas sociais.

Aí vem a Dilma, mulher 'chefona' e que não gosta nada de corrupção. Só que, para governar, vai ter que compactuar com os corruptos no Congresso Nacional. E esses corruptos têm forças e mais forças; que o diga o ex-presidente Fernando Collor de Melo, de 'decaída' memória.

Anteriormente, para não ter problemas, o Lula escancarou os cofres públicos para os corruptos, conseguindo então aprovar tudo o que era necessário para o país crescer. Mas, será que essa é a solução? Só podemos 'ir pra frente' se os corruptos forem saciados nas suas ganâncias bilionárias?

Isso, me lembra os tempos da máfia nos Estados Unidos, como também a situação da população de favelas dominadas pelo tráfico de drogas: ou paga ou não pode viver. Isso é o absurdo dos absurdos.

E está pior ainda. Não tem como mudar, pois o povo manda tanto corrupto para o Congresso Nacional, que não tem jeito de derrubá-los. Eles não só fazem as leis para os proteger, como aprovam os juízes, que os deveriam julgar pelos crimes cometidos. Parece-me, que estamos reféns desses bandidos.

Para completar, agora estão chantageando a Dilma, que tenta a todo custo trancar e proteger os cofres públicos. Dessa forma, está valendo para a Dilma o famoso 'ou dá ou desce'. Se a Dilma não escancarar os cofres públicos à corrupção, eles não a deixam governar. Quem sabe, até vão derrubá-la …



Para completar, lá vem os militares. Novamente, os militares metendo a colher onde não devem: na política. Insubordinação crescente contra a autoridade da presidente da República. Pensei, que os militares tinham aprendido a lição. Não aprenderam. Tomara, que desta feita não venham a pagar caro, como pagaram os da Argentina, os do Chile e só para citar os exemplos da 'casa'. Na África e na Ásia, a coisa é diferente. Pessoalmente, sempre pensei, que os militares, em tempo de paz, deveriam estar na batalha contra a miséria e a injustiça social (até fizeram isso recentemente no Haiti). Pelos menos, prestariam um trabalho de grande valor para a Nação, ao invés de se prepararem para uma guerra que nunca chega e se chega não é guerra nossa.

Assim, além dos corruptos, temos agora os militares chantageando a Presidente. E, como não poderia deixar de ser, corruptos e militares se tornaram 'aliados' nessa estória. Uns se utilizam dos outros para aumentarem a pressão da chantagem.

Só penso agora na situação de os corruptos junto com os militares derrubarem a Dilma. Vai ficar coisa parecida com o que acontece agora na Síria e já aconteceu no Iraque, no Líbano, no Egito. Brasileiro lutando contra brasileiro à exaustão, até não terem mais forças. O resto do mundo 'negociando' a paz. Depois de anos, quando brasileiros das duas partes não tiverem mais forças, o país como 107ª economia do mundo, então vêm os Estados Unidos, China e a Rússia e dividem entre si as nossas riquezas naturais.

E isso não é utopia, não. Todas as grandes economias do mundo, em especial Estados Unidos, Rússia e China estão extremamente preocupados e irritados com a força econômica do Brasil no mercado internacional. E isso já é motivo suficiente para fomentar uma 'briguinha' genocida entre os brasileiros.

Está na hora do povo ir às ruas lutar por 'pra frente Dilma', 'corruptos pra cadeia' e 'militares, combatam a miséria'. Só assim, esse País consegue domar seus problemas sociais e econômicos.

Acelino Pontes

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Político com decência: espécie em extinção?



Está mais do que claro, que brasileiro nenhum ainda acredita que exista político com decência e honestidade no nosso mundo tupiniquim. Então li, recentemente no blog de um dileto amigo, o testemunho que segue:
CABRA MACHO1
OPOVO – Opinião – 18/02/2012

Essa semana, eu me lembrei insistentemente da frase de Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Prof. Mourão Cavalcante
Pois bem, aqui no Ceará, nós podemos nos orgulhar do inverso. Alguém que teve a coragem de situar-se no contra-fluxo da maioria, guiado por sua consciência. A figura responsável por essa atitude foi o deputado Heitor Férrer (PDT). Essa história precisa ser conhecida, divulgada e aplaudida de pé.

O nobre deputado foi procurado, em sua residência, por uma comissão de parlamentares – todos profundamente identificados com o Governo estadual – convidando-o para assumir uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios. Para muitos um sonho/presente vitalício.

Heitor Férrer simplesmente recusou. Disse que, apesar de honrado com a deferência, não podia aceitar a indicação. Preferia continuar seu mandato legislativo e seguir coerente com sua trajetória de parlamentar da oposição. Não se sentia bem em trair a confiança de seus seguidores.

Tribunal de Contas do Ceará
Se a proposta teve um gosto de indecência, ela encontrou no “baixinho” uma resposta ímpar de coragem, honradez e ética. Não se vergou aos cantos de sereia, por mais que fossem encantadores. Sim conterrâneos, ainda temos homens dignos em nossa terra. Pessoas que não cedem às seduções do poder. Que preferem manter a coerência em suas condutas pessoais. Não que seja indigno pertencer ao tribunal, mas a forma cavilosa como se insinuou, essa mereceu – de quem tem caráter – a resposta exata: não quero!

Heitor Férrer pode até ser criticado pelos oportunistas de plantão. Perdeu a chance de um cargo vitalício. Mas hoje ele poderá olhar a face de seus filhos e dos seus correligionários de peito aberto e fronte erguida. Não precisará se esconder em artimanhas verbais e discursos demagógicos. Na hora de ter mostrado caráter, ele mostrou. Parabéns, cabra macho das Lavras…

Antonio Mourão Cavalcante – Médico, antropólogo e professor universitário

É quase para não acreditar, que o Brasil ainda tem solução e que a espécie de político com decência e com honestidade ainda não foi exterminada pelo fisiologismo e pela corrupção. Ainda, temos em quem votar. Por isso, estou retransmitindo na íntegra esse importante depoimento do insigne Prof.Dr.Dr. Antônio Mourão Cavalcante, da Universidade Federal do Ceará.

Se, você e, tão pouco, eu podemos premiar essas pessoas raríssimas com um 'Nobel da Decência', pelo menos, precisamos divulgar o nome dessas admiráveis pessoas à exaustão, na esperança que decência e retidão, no Brasil, façam escola.

Heitor Férrer2

Esse grande cearense de Lavras da Mangabeira, médico de profissão, entrou na política em 1987, eleito para vereador de Fortaleza, onde permaneceu por 3 mandatos consecutivos. Atualmente, está como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Ceará, reeleito para o terceiro mandato com 52.700 votos.

A Assembleia Legislativa do Ceará tem 46 deputados, divididos naturalmente em blocos de 'situação' e de 'oposição'. Mas, por motivos 'regionais', a 'oposição' teima em não assumir a sua função constitucional.

Deputado Heitor Férrer

Agora pasme, o Dep. Heitor Férrer, pertence ao bloco de 'sustentação' do Governo local, mas é o único deputado a fazer oposição no Ceará. E o faz com tamanha competência e brilhantismo, dentro dos melhores princípios ético, que enche de orgulho os seus eleitores. Insistentemente, está requerendo explicações, informações e, até CPIs para esclarecer fundadas suspeitas de corrupção, de abuso de poder, de desvio de finalidade, etc. Mas, a maioria absoluta (situação + 'oposição') está sempre vigilante para 'arquivar' os pleitos do Deputado Heitor Férrer.

Em sua trajetória política sempre ganhou os seus votos estritamente como resultado de sua atuação parlamentar, ou seja, seus eleitores têm consciência do porquê e de em quem votam.

Decência e Honestidade ainda existem neste País. Assim, espero que você ajude o Brasil e divulgue excessivamente esse fato. Talvez até, essa atitude trace uma nova trajetória na política nacional.

Acelino Pontes
1http://blog.opovo.com.br/blogdomourao/cabra-macho/
2http://www.heitorferrer.com.br/

domingo, 29 de maio de 2011

Direitos Humanos: que bicho é esse?


Fonte: Internet.

Como Direitos Humanos se conhece os direitos subjetivos que assistem a todos os homens em igualdade. Ou seja, a realização de que, somente pelo fato de sua existência, o ser humano é possuidor de direitos fundamentais e iguais. E esses direitos fundamentais são universais (todos possuem), indisponíveis (ninguém pode renunciar) e indivisíveis (não se pode conceder parte do direito). Ainda, a idéia de Direitos Humanos está muito próxima ao conceito de Humanismo e foi desenvolvida no Iluminismo (período da Revolução Francesa), dentro do ambiente do chamado Direito Natural, que vale para todos os seres humanos, independentemente de nacionalidade.

A fonte internacional e determinante dos Direitos Humanos é o texto da International Bill of Human Rights [Carta Internacional dos Direitos Humanos],  de 1947, logo no seu nascimento, que resultou na Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada na Assembléia Geral da ONU, em 10.12.1948. Em súmula, a ONU realça nesse importante documento o 
ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efetivos, tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição”.

Mas, não fica por aí. Foi instituída uma comissão especializada da ONU para tratar dos Direitos Humanos, que sempre está trazendo inovações e atualizações ao conjunto de normas internacionais destinadas a assegurar garantias fundamentais aos seres humanos. A última dessas iniciativas é a Convenção da ONU sobre os direitos de pessoas com deficiência, que infelizmente já devida e prontamente institucionalizada e promulgada no Brasil através de Decreto Legislativo do Congresso Nacional, bem como de Decreto Presidencial, ainda não é cumprida no território nacional.

E o que são na prática esses direitos humanos?

No Brasil, esses direitos, em sua grande maioria, estão inseridos no artigo 5º da Constituição Federal, que poucos conhecem. Daí a dificuldade de o cidadão comum encontrar consciência sobre a realização desses direitos. Eis que, os Direitos Humanos é um esforço institucional da ONU para que o Estado não deixe de amparar o indivíduo, enquanto unidade mínima na nação, em todos os seus direitos e anseios fundamentais, desde o direito à vida até o direito de participar das rendas, desenvolvimento e progresso de uma nação.

Isso, implica que nada deve pertencer a um pequeno grupo ou região. Muito menos ainda, pode o Estado assistir a um grupo em detrimento de outros. Daí, notamos que não é só uma questão de direito fundamental, mas perpassa também a igualitária participação sócio-econômica no conjunto de evoluções de um país.

E o que eu tenho a ver com isso?

Simplesmente tudo. Como todo direito, os Direitos Humanos só se realizam para mim e para os meus, se eu ou alguém reclamar. E veja: no caso dos direitos comuns essa reclamação só é legal se o possuidor do direito assim reclamar administrativamente ou judicialmente; já no caso dos Direitos Humanos qualquer cidadão deve reclamá-los para si ou para outrem.

Isso implica que a preservação e cumprimento dos Direitos Humanos é responsabilidade pessoal minha e de toda a sociedade, já que a todos é dada a responsabilidade de os requerer, mesmo e principalmente, por ser patrimônio indisponível (irrenunciável) de qualquer concidadão. Exemplos: direito à liberdade ou à pensão alimentícia.


Para melhor entender isso, tomo o exemplo de uma pessoa com uma situação grave, como p.e., a extrema pobreza. Encontro numa esquina um miserável, jovem rapaz de 20 anos, já viciado em drogas, sem lar, com roupas sujas, não toma banho há meses, praticamente, sem qualquer tipo ou grau de dignidade.


Partindo do princípio de que cada ser humano tem direito à dignidade, nisso está incluso moradia, comida, saúde, trabalho, educação, no mínimo, então - já que o rapaz exemplificado não tem condições de reclamar os seus direitos fundamentais - cabe a mim requerer esses direitos fundamentais em nome e para esse rapaz.

Posso fazer isso diretamente procurando o Juizado Especial Federal responsável pelo lugar em que o rapaz está ‘morando’ ou procurar o Ministério Público Federal. Disso, se constitui uma ação judicial para obrigar ao Município, ao Estado e à União a oferecer ao rapaz em questão todas as condições essenciais para livrá-lo dessa situação de cidadão sem direitos, bem como garantir uma vida digna e cidadã para esse brasileiro.

Se cada um de nós tomasse um só desses 25 milhões de miseráveis como ‘afilhado’ e tomássemos as iniciativas apropriadas e devidamente previstas em lei, como acima descritas, em menos de um ano não haveria um só miserável em todo o território nacional.

O grande problema é convencer a mim e a você de que nós temos essa responsabilidade legal, ética e moral. E enquanto eu e você não assumirmos essa responsabilidade, o Brasil não se livrará de seus miseráveis; continuarão a formar a paisagem do Brasil.

Acelino Pontes

domingo, 3 de abril de 2011

Para onde vai o seu dinheiro?

Fonte: Internet.

O que você paga de imposto, você nunca sabe. Se morasse noutro país, como por exemplo, na Alemanha, saberia. Lá, se o cidadão compra um bombom, vem na nota do caixa o quanto custa o bombom, o quanto você pagou de imposto e o total da compra. Assim, a pessoa está sempre tomando conhecimento da carga de impostos.

A cada ano, o Brasil arrecada mais de um trilhão de reais; o ano passado já foi 1,2 trilhões. Seria algo em torno de 2 bilhões de salários mínimo. É um montão de salários mínimo para ninguém por defeito. E tudo isso quem paga é você, pois rico não paga imposto.

De milhões, bilhões e trilhões já estamos fartos de ouvir. Mas, o que interessa é saber para onde vai o meu, o seu dinheiro.

Primeiro, precisamos saber que todo o dinheiro do Brasil é regrado pelo Orçamento da União. Este ano está previsto arrecadar mais de 2 trilhões de reais. Desse total, boa parte vai para pagar juros (bancos) e para a manutenção do Estado (pessoal, despesas administrativas, etc.). As cotas perigosas são as de investimento, como, por exemplo, as do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Nos investimentos, o dinheiro vai quase todo para o ralo, quero dizer para o bolso de empreiteiras e de políticos. E esse ano está previsto para os programas do Governo quase 2 trilhões de reais. Por isso, político adora propostas de investimento, pois podem abocanhar no mínimo 50% desse valor. E você é quem paga, naturalmente sem protestar.

O que acontece?

Desse valor (repito, 2 trilhões de reais ) os políticos e empreiteiros tiram bem mais do que 50-60% (mais de um trilhão de reais), mesmo sem o valor orçamentário aumentar. Mas, como tiram quase tudo, só resta muito pouco para construir. Daí os programas não saírem do papel ou pouquíssimas obras serem construidas.

Para entender melhor, vamos a um exemplo. Vamos supor que o Governo vai construir uma ponte na cidade Estaéminha. A ponte custa 100 mil. Então é preciso fazer uma tomada de preços (=licitação) para saber quem constrói a ponte pelo menor preço (me engana que eu gosto). Assim, determina a lei.

Por incrível que pareça, em todos os municípios e estados brasileiros há sempre um ‘dono do pedaço’ para construções de pontes. Ou é um deputado, ou é um prefeito, ou é um grupo deles. Esse ‘dono do pedaço’ na cidade Estaéminha, em regra, cuida da liberação da verba e também, por debaixo dos panos, cuida da tomada de preços/licitação. E a licitação sai do jeito que ele quer e bem ao gosto dos seus ‘amigos’.

Saindo a licitação, os ‘amigos’ do ‘dono do pedaço’ enviam as suas propostas: uma empresa laranja faz uma proposta de construir a ponte por 500 mil reais; uma outra laranja coloca 499 mil reais como proposta; já a empresa dos ‘amigos’ coloca uma proposta de 498 mil reais. Eu dou um doce se você adivinhar quem vai ganhar essa licitação.

Ora, se a ponte custa normalmente 100 mil reais e a empresa com menor custo é a dos ‘amigos’, que propôs 498 reais para construir a ponte, então há um lucro de 398 mil reais.  Esse lucro vai para o ‘dono do pedaço’ e outros políticos, o que eles chamam de ‘financiamento de campanha’. E tem mais, na realidade a construtora nunca gasta os 100 mil reais, pois sempre se utiliza de material de baixíssima qualidade para diminuir consideravelmente os custos.

E você pensa que parou por aí? Ledo engano. Há sempre um ‘probleminha’ que faz a obra parar. E quando retoma a construção, vem novo projeto, novos custos e o que inicialmente custaria 498 mil reais passa para 600 mil e pode até chegar a 1 milhão ou mais. Quem diria, uma obra de 100 mil finda custando mais de 1 milhão aos cofres públicos? Só no Brasil! Você não fiscaliza . . .

Por isso, quando você avistar uma obra parada, pense: o ‘dono do pedaço’ e seus ‘amigos’ estão captando recursos para o ‘financiamento de campanha’, quero dizer, para suas contas em paraísos fiscais.

E como só tem 2 trilhões para gastar com obras, você já pode imaginar quantas obras poderão ser construídas com esse dinheirão todo, pois cada obra custa ao governo de 20 a 30 vezes mais do que custaria se você fosse construir ou se você fiscalizasse as obras no seu município. Há obras que ficam impagáveis. São justamente aquelas obras que há mais de 10 anos estão paradas e que já enriqueceu vários ‘donos do pedaço’ e suas respectivas famílias.

Tem solução para isso?

Tem, e várias soluções. Nas próximas eleições, pense nos candidatos que estão gastando os tubos de dinheiro (tudo fruto do ‘financiamento de campanha’) e não vote neles. Depois, se encontrar uma obra parada, procure o Ministério Público, mas antes fotografe tudo o que você encontrar de estranho. Comece a fiscalizar todas as obras públicas do seu município, principalmente as paradas.

E não esqueça, procure encontrar quem é o ‘dono do pedaço’ e os seus ‘amigos’ no seu município. Geralmente, há um para cada setor: construção de pontes, terceirização, educação, saúde, etc. Isso já é um grande avanço. Assim, pelo menos se sabe quem ganha em você não ter o que deveria.

Se você não conseguir para de vez com essa vergonha, pelo menos vai dificultar e muito o 'trabalho' deles.

Acelino Pontes

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