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domingo, 8 de maio de 2011

Quem matou Osama bin Laden?

Fonte: Internet.

Essa pergunta não quer calar. Encontrar resposta seguindo o tal ‘caminho do dinheiro’ como aos tempos do escândalo Watergate envolvendo o ex-presidente Richard Nixon?

Não ponho fé nisso. Nessa questão, o dinheiro é o menos: Osama bin Laden sempre foi rico e não faltava quem, para cutucar secretamente os States, lhe oferecesse apoio financeiro e logístico.

Desta feita, seguir os caminhos da lógica política internacional, talvez nos ofereça melhor clareza na questão tão aventada nos últimos dias.

Iniciemos com o que há de sem lógica nessa estória: não é possível que sistemas de inteligência do porte da CIA e do FBI tenham necessitado de 10 longos anos para descobrir onde andava o Osama bin Laden. Isso é simplesmente um absurdo sem precedentes. Ademais, ele já vivia há quase oito anos no Paquistão, sem ser importunado.

Então, há de se concluir que na CIA, no mínimo, há muitíssimo tempo já se sabia onde estava o chefe da Al Qaeda. Mas, o que fazer com o bin Laden? Como se viu, capturá-lo não era o problema. Vislumbro que não havia interesse em por as mãos no bin Laden.


Prendê-lo e levá-lo aos tribunais nos Estados Unidos seria uma solução? Errado, pelo menos na visão do Governo de Washington. Isso seria uma catástrofe. O processo iria demorar no mínimo um ano e durante esse ano os norte-americanos viveriam um terror sem fim. Todo o mundo árabe estaria com olhos voltados para o que aconteceria nesse tribunal norte-americano. O temor a tentativas de libertá-lo ou a novos ataques seria constante, já que ele estaria em território norte-americano. Uma batata quente e tanto; ponha quente nisso.

Depois, vinha a condenação e a execução da pena. Outro tormento para ninguém por defeito. E os yankees iriam viver em situação constante de pânico como nunca dantes visto. A cada notícia, a cada detalhe sobre a execução, a expectativa de um ato de terror.

Não, não mesmo. Não seria uma boa solução capturar o bin Laden vivo e processá-lo. Isso, restou mais do que claro para Washington.

Então, qual seria a solução? 

Simplesmente, capturar e matar. A vingança estaria consumada e o povo vibraria. Aliás, o povo, em especial, os jovens, já viviam há mais de década sob o pavor ao fantasma da Al Qaeda

Se tomava um ônibus qualquer, se era um trem ou se era o avião tudo lembrava um ataque terrorista. Os cuidados com tudo e com todos era uma constante no cotidiano dos Estados Unidos; o jovem americano só conhece esse estado de constante terror. As questões éticas e legais iriam submergir ao poder livrar-se desse estado de horror e justificaria para o povo qualquer ato do Governo.

O grande problema da questão seria o momento certo para executar a única solução politicamente previsível e exigida pelo sentimento de vingança e de segurança do povo norte-americano, mas também de boa parte do globo terrestre.

A chamada ‘Primavera Árabe’ com a insurreição do povo da região árabe forneceu a Obama o momento certo para agir. Não, que essa ação não trouxesse uma onda de protestos e de risco de ataques terroristas, mas o atual momento traria para os norte-americanos o nível mais baixo de possíveis reações ao saciar-se em vingança pelo 11 de setembro.

E a chegada desse momento matou Osama bin Laden. Mas, não se pode dizer que o mundo agradece, pois vingança nunca foi o melhor remédio.

Acelino Pontes

domingo, 3 de abril de 2011

Para onde vai o seu dinheiro?

Fonte: Internet.

O que você paga de imposto, você nunca sabe. Se morasse noutro país, como por exemplo, na Alemanha, saberia. Lá, se o cidadão compra um bombom, vem na nota do caixa o quanto custa o bombom, o quanto você pagou de imposto e o total da compra. Assim, a pessoa está sempre tomando conhecimento da carga de impostos.

A cada ano, o Brasil arrecada mais de um trilhão de reais; o ano passado já foi 1,2 trilhões. Seria algo em torno de 2 bilhões de salários mínimo. É um montão de salários mínimo para ninguém por defeito. E tudo isso quem paga é você, pois rico não paga imposto.

De milhões, bilhões e trilhões já estamos fartos de ouvir. Mas, o que interessa é saber para onde vai o meu, o seu dinheiro.

Primeiro, precisamos saber que todo o dinheiro do Brasil é regrado pelo Orçamento da União. Este ano está previsto arrecadar mais de 2 trilhões de reais. Desse total, boa parte vai para pagar juros (bancos) e para a manutenção do Estado (pessoal, despesas administrativas, etc.). As cotas perigosas são as de investimento, como, por exemplo, as do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Nos investimentos, o dinheiro vai quase todo para o ralo, quero dizer para o bolso de empreiteiras e de políticos. E esse ano está previsto para os programas do Governo quase 2 trilhões de reais. Por isso, político adora propostas de investimento, pois podem abocanhar no mínimo 50% desse valor. E você é quem paga, naturalmente sem protestar.

O que acontece?

Desse valor (repito, 2 trilhões de reais ) os políticos e empreiteiros tiram bem mais do que 50-60% (mais de um trilhão de reais), mesmo sem o valor orçamentário aumentar. Mas, como tiram quase tudo, só resta muito pouco para construir. Daí os programas não saírem do papel ou pouquíssimas obras serem construidas.

Para entender melhor, vamos a um exemplo. Vamos supor que o Governo vai construir uma ponte na cidade Estaéminha. A ponte custa 100 mil. Então é preciso fazer uma tomada de preços (=licitação) para saber quem constrói a ponte pelo menor preço (me engana que eu gosto). Assim, determina a lei.

Por incrível que pareça, em todos os municípios e estados brasileiros há sempre um ‘dono do pedaço’ para construções de pontes. Ou é um deputado, ou é um prefeito, ou é um grupo deles. Esse ‘dono do pedaço’ na cidade Estaéminha, em regra, cuida da liberação da verba e também, por debaixo dos panos, cuida da tomada de preços/licitação. E a licitação sai do jeito que ele quer e bem ao gosto dos seus ‘amigos’.

Saindo a licitação, os ‘amigos’ do ‘dono do pedaço’ enviam as suas propostas: uma empresa laranja faz uma proposta de construir a ponte por 500 mil reais; uma outra laranja coloca 499 mil reais como proposta; já a empresa dos ‘amigos’ coloca uma proposta de 498 mil reais. Eu dou um doce se você adivinhar quem vai ganhar essa licitação.

Ora, se a ponte custa normalmente 100 mil reais e a empresa com menor custo é a dos ‘amigos’, que propôs 498 reais para construir a ponte, então há um lucro de 398 mil reais.  Esse lucro vai para o ‘dono do pedaço’ e outros políticos, o que eles chamam de ‘financiamento de campanha’. E tem mais, na realidade a construtora nunca gasta os 100 mil reais, pois sempre se utiliza de material de baixíssima qualidade para diminuir consideravelmente os custos.

E você pensa que parou por aí? Ledo engano. Há sempre um ‘probleminha’ que faz a obra parar. E quando retoma a construção, vem novo projeto, novos custos e o que inicialmente custaria 498 mil reais passa para 600 mil e pode até chegar a 1 milhão ou mais. Quem diria, uma obra de 100 mil finda custando mais de 1 milhão aos cofres públicos? Só no Brasil! Você não fiscaliza . . .

Por isso, quando você avistar uma obra parada, pense: o ‘dono do pedaço’ e seus ‘amigos’ estão captando recursos para o ‘financiamento de campanha’, quero dizer, para suas contas em paraísos fiscais.

E como só tem 2 trilhões para gastar com obras, você já pode imaginar quantas obras poderão ser construídas com esse dinheirão todo, pois cada obra custa ao governo de 20 a 30 vezes mais do que custaria se você fosse construir ou se você fiscalizasse as obras no seu município. Há obras que ficam impagáveis. São justamente aquelas obras que há mais de 10 anos estão paradas e que já enriqueceu vários ‘donos do pedaço’ e suas respectivas famílias.

Tem solução para isso?

Tem, e várias soluções. Nas próximas eleições, pense nos candidatos que estão gastando os tubos de dinheiro (tudo fruto do ‘financiamento de campanha’) e não vote neles. Depois, se encontrar uma obra parada, procure o Ministério Público, mas antes fotografe tudo o que você encontrar de estranho. Comece a fiscalizar todas as obras públicas do seu município, principalmente as paradas.

E não esqueça, procure encontrar quem é o ‘dono do pedaço’ e os seus ‘amigos’ no seu município. Geralmente, há um para cada setor: construção de pontes, terceirização, educação, saúde, etc. Isso já é um grande avanço. Assim, pelo menos se sabe quem ganha em você não ter o que deveria.

Se você não conseguir para de vez com essa vergonha, pelo menos vai dificultar e muito o 'trabalho' deles.

Acelino Pontes

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