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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Sou idiota ou sou burro?





Vejamos esse fenômeno na área política. Os políticos, sempre quando nada têm a dizer ou não querem falar a verdade, há muito estão fabricando uma ruma de nomes ‘lindos de morrer’, que ninguém entende. Alguns são mais atrevidos e chegam até a dizer que o holocausto e o mensalão nunca existiram. Eu não sei o que rola na cabeça desses políticos. Será que pensam que somos todos idiotas ou burros?

Lord Acton, um historiador britânico (1834-1902), que findou famoso pela frase "O poder tende a corromper - e o poder absoluto corrompe absolutamente", com certeza, está coberto de todas as razões presentes, passadas e até, futuras. No Brasil, pelo menos tenho testemunho disso.

sábado, 17 de março de 2012

Chantagem




Sabe que está me batendo um medo danado? Já passei por isso entre 1964-1968. E findei por sendo obrigado a deixar o Brasil, só porque falava algumas verdades e protestava contra uma situação, que o Brasil não merecia: a ditadura. Novamente, as coisas, no Brasil, não andam nada bem.

Estava até indo bem. O Lula foi eleito, mudou os rumos do país. Já somos uma das maiores economia do mundo, a sétima. Não deveríamos ter medo de nada. Só que, a corrupção e os políticos não deixam a gente crescer e resolver os nossos problemas sociais.

Aí vem a Dilma, mulher 'chefona' e que não gosta nada de corrupção. Só que, para governar, vai ter que compactuar com os corruptos no Congresso Nacional. E esses corruptos têm forças e mais forças; que o diga o ex-presidente Fernando Collor de Melo, de 'decaída' memória.

Anteriormente, para não ter problemas, o Lula escancarou os cofres públicos para os corruptos, conseguindo então aprovar tudo o que era necessário para o país crescer. Mas, será que essa é a solução? Só podemos 'ir pra frente' se os corruptos forem saciados nas suas ganâncias bilionárias?

Isso, me lembra os tempos da máfia nos Estados Unidos, como também a situação da população de favelas dominadas pelo tráfico de drogas: ou paga ou não pode viver. Isso é o absurdo dos absurdos.

E está pior ainda. Não tem como mudar, pois o povo manda tanto corrupto para o Congresso Nacional, que não tem jeito de derrubá-los. Eles não só fazem as leis para os proteger, como aprovam os juízes, que os deveriam julgar pelos crimes cometidos. Parece-me, que estamos reféns desses bandidos.

Para completar, agora estão chantageando a Dilma, que tenta a todo custo trancar e proteger os cofres públicos. Dessa forma, está valendo para a Dilma o famoso 'ou dá ou desce'. Se a Dilma não escancarar os cofres públicos à corrupção, eles não a deixam governar. Quem sabe, até vão derrubá-la …



Para completar, lá vem os militares. Novamente, os militares metendo a colher onde não devem: na política. Insubordinação crescente contra a autoridade da presidente da República. Pensei, que os militares tinham aprendido a lição. Não aprenderam. Tomara, que desta feita não venham a pagar caro, como pagaram os da Argentina, os do Chile e só para citar os exemplos da 'casa'. Na África e na Ásia, a coisa é diferente. Pessoalmente, sempre pensei, que os militares, em tempo de paz, deveriam estar na batalha contra a miséria e a injustiça social (até fizeram isso recentemente no Haiti). Pelos menos, prestariam um trabalho de grande valor para a Nação, ao invés de se prepararem para uma guerra que nunca chega e se chega não é guerra nossa.

Assim, além dos corruptos, temos agora os militares chantageando a Presidente. E, como não poderia deixar de ser, corruptos e militares se tornaram 'aliados' nessa estória. Uns se utilizam dos outros para aumentarem a pressão da chantagem.

Só penso agora na situação de os corruptos junto com os militares derrubarem a Dilma. Vai ficar coisa parecida com o que acontece agora na Síria e já aconteceu no Iraque, no Líbano, no Egito. Brasileiro lutando contra brasileiro à exaustão, até não terem mais forças. O resto do mundo 'negociando' a paz. Depois de anos, quando brasileiros das duas partes não tiverem mais forças, o país como 107ª economia do mundo, então vêm os Estados Unidos, China e a Rússia e dividem entre si as nossas riquezas naturais.

E isso não é utopia, não. Todas as grandes economias do mundo, em especial Estados Unidos, Rússia e China estão extremamente preocupados e irritados com a força econômica do Brasil no mercado internacional. E isso já é motivo suficiente para fomentar uma 'briguinha' genocida entre os brasileiros.

Está na hora do povo ir às ruas lutar por 'pra frente Dilma', 'corruptos pra cadeia' e 'militares, combatam a miséria'. Só assim, esse País consegue domar seus problemas sociais e econômicos.

Acelino Pontes

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Aula de Economia


De autor desconhecido recebi o seguinte texto:
Veja só que matemática interessante:
Numa cidade, os habitantes, endividados, estão vivendo às custas de crédito.
Por sorte chega um gringo e entra no único hotel.
O gringo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
O açougueiro, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo.
O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para liquidar sua dívida.
O veterinário, com a nota de R$ 100,00 em mãos, vai até à zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde levava seus clientes; e como ultimamente não havia pago pelas acomodações, paga a conta de R$ 100,00.
Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de R$ 100,00 de volta, agradece e diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou um vintém, porém agora todos saldaram suas dívidas e começam a ver o futuro com confiança!

Moral da história: Quando o dinheiro circula, não há crise !!!
Essa lição de economia é muito interessante e nos mostra com clareza o que acontece. Não dá para não entender. Mas, na prática, vez dá certo, vez não dá certo. Vamos ver um exemplo em que deu certo.

Bolsa Família

Para muitos o bolsa família é um 'dar dinheiro para vagabundo'. Naturalmente, essa é sempre a visão da oposição, embora a ideia tenha nascido no Governo do PSDB e ampliada no Governo do PT.

E o que é na realidade?

Um país moderno, obrigatoriamente, terá que apresentar a menor diferença possível de renda entre os mais pobre e os mais ricos ou classificar, com grande poder aquisitivo, grandiosa parte de sua população na chamada 'classe média' . O Brasil não preenche nenhuma dessas alternativas.

O povo brasileiro ganha/fatura anualmente um volume de R$ 3,675 trilhões. Se tivéssemos igualdade total de renda, cada brasileiro receberia mensalmente R$ 1.536,49 como salário. Mas, isso não acontece, pois o brasileiro, segundo sua classe social (A-E) recebe mensalmente o que segue:


Só que, 50% dos brasileiros são da Classe C, porquanto recebem entre R$ 726,26 e 2.012,67. E outra grande parte (mais de 25%) recebe menos de um salário mínimo, enquanto que uma pequeníssima parte (1%) recebe uma fortuna por mês: de acima de 9 mil reais até 'o céu é o limite'. Tem um sem número de brasileiros, que ganham dezenas de milhões de reais por mes.

Por isso, o Bolsa Família, como programa de redução das desigualdades sociais e da pobreza, tenta reduzir a enorme desigualdade de renda presente no Brasil, atendendo aos mais pobres - cifrados em mais de 13 milhões de famílias - com ajuda mensal variando entre R$ 32 a R$ 306. Isso, já foi suficiente para elevar a renda familiar da Classe E para valores próximos ao Salário Mínimo.

E o que tem a ver com a história acima?

Ora, isso é 'um negócio da China'. Veja este exemplo: Se um pobre/miserável recebe R$ 100 de Bolsa Família, já dá para pagar a bodega ou a conta de luz ou comprar roupa. E, se são 13 milhões de famílias, então o poder de compra dessas pessoas seria de quase 1,3 bilhão de reais todos os meses, que seriam investidos em mercadorias e serviços, produzindo mais renda, mais empregos e, também, mais impostos.

Como a carga tributária no Brasil está a mais de 30%, isso significa que o Governo 'ganharia', no nosso exemplo, mensalmente bem mais que 390 milhões de reais diretamente só com o Bolsa Família. Bem, mas esses são os ganhos diretos, se contarmos os ganhos indiretos, teremos cifras de 2 a 10 vezes superior a esses valores.

E como funciona isso?

O dono da bodega, em vender mais, vai precisar de um ajudante e, principalmente, de comprar mais mercadorias junto ao distribuidor, bem como utilizar-se de mais serviços (como telefone, água, luz, transporte, plano de saúde, etc.). Com isso há mais empregos, mais compras, maior taxa de prestação de serviços e mais impostos. O distribuidor, por sua vez, vai também empregar mais pessoas e comprar mais mercadorias dos fornecedores/indústria e utilizar-se de mais serviços. Da mesma forma vão se comportar os fornecedores e as indústrias.

Esse círculo é como uma bola de neve. No fim, todos ganham e crescem. O pobre recebe o dinheiro e faz compras provendo a circulação desse na economia do país, que retorna em dobro para o Governo em forma de impostos. Mas, não digam isso aos opositores do Bolsa Família, pois é bem possível quem mudem de opinião.

Acelino Pontes

domingo, 25 de setembro de 2011

Direito de Viver


No Brasil de hoje é bom para viver. O país está progredindo no setor socioeconômico e o futuro parece-nos maravilhoso. Teremos muita diversão ainda com a Copa 2014, as Olimpíadas, o Brasil na mídia internacional e muitas outras coisas boas rolando na vida e na história do brasileiro. E a natureza e seu povo são maravilha pura. Tudo na medida certa.

Mas, parece-me que não temos mais assegurado o direito de viver, como dita a Constituição Federal. E é o próprio Governo (através de Relatório do Ministério da Justiça), quem nos traz essa constatação. Veja o vídeo abaixo e tire suas conclusões:


Que coisa, hem? Será que não temos direito à vida? O que está acontecendo? Enquanto isso, os políticos e o judiciário só se preocupam em aumentar os seus respectivos salários. Já estão até matando juiz e ninguém dá a minima.

Alguém pode me dizer o que devemos fazer para parar com essa insanidade de homicídios a torto e a direito?

Alguns vão dizer: mas, a maioria é bandido ou viciado, que encontrou o merecido. Primeiro, ninguém pode pensar assim, pois qualquer resíduo de ética que ainda perdure em nossa alma, não nos permite assim pensar. Segundo, porque essa evolução é uma epidemia e um dia encontrará você ou a mim. Só quem sente a dor da perda de um ente querido poderá avaliar essa questão com larga propriedade.

Por outro lado, não podemos continuar aceitando essa situação, pois certamente findaremos por comprometer todo o nosso futuro. Aqui, vale lembrar o magnânimo ensinamento do filósofo francês Sartre:
 
O importante não é o que fizeram de nós, mas o que nós mesmos fazemos daquilo que fizeram de nós1.

Se deseja ler o Relatório do Ministério da Justiça em sua totalidade basta clicar em:


Acelino Pontes

1 Sartre, Jean-Paul: Saint Genet - Ator e Martir. Título original: Saint Genet, comédien et martyr (1952). Editora Vozes, 2002. 584 p.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Crise: e eu com isso?


Sou um cidadão comum. Me poupe com essa de crise econômica, com baixa nas bolsas de valores, com especulação, muito menos ainda com mercado financeiro. Nem sou rico e nem sou pobre; sou tão somente o Seu Zé Ninguém e não tenho dinheiro para essas coisas de ricos.

Pois, quem pensa assim está redondamente enganado. Todos, rico ou pobre, temos que nos preocupar com essas 'coisas de ricos', antes que elas venham acabar com a sua vida financeira e o seu sustento, que estão seriamente ameaçados pelas tais crises econômicas, que se repetem a cada ano.

Ações

Tudo começou com as tais 'ações', que são papéis negociáveis nas bolsas de valores e teve início na Suécia em 1288 e, ao longo dos séculos, foi tomando corpo. Mas, o que é mesmo essa tal 'ação'?

Entenderá melhor neste exemplo: vamos supor que você se decida a criar uma fábrica para a produção de mesas. Para isso, naturalmente, precisará de capital, pois terá custos com matéria-prima (em especial madeira), maquinário, pessoal especializado, instalações e outros. Ainda, terá que ter dinheiro vivo para sobreviver os meses em que ficar sem faturamento. Nesse projeto, suponhamos que investiria, inicialmente, um montante de R$ 100 mil.

Anos depois, você vai muito bem obrigado com a sua fábrica, embora fabricando somente umas 10 mil mesas por ano. Lucrando pouco, mas firme e forte. Só que alguém lhe dá a ideia de transformar o seu negócio num grande sucesso de produção de mesas, passando a produzir um milhão de mesas por ano. E que ainda tenha um político, que em muito possa ajudar. Você se apaixona pela ideia, só lhe falta o capital para elevar a produção de 10 mil para um milhão de mesas.

Ora, quando se precisa de dinheiro, o banco é o local certo a se procurar. Mas, quem produz 10 mil e repentinamente, quer produzir um milhão de mesas, o banco fica desconfiado e só empresta com garantias e juros altíssimos. Portanto, esqueça a ideia de empréstimo bancário, pois provavelmente não terá sucesso.

Mas, aí vem a 'ação' como num passo de mágica. Pois, para produzir o milhão de mesas se faz necessário um investimento ao nível de R$ 100 milhões e você só tem R$ 100 mil de patrimônio. Aí, você lança na bolsa de valores R$ 100 milhões em ações de sua fábrica. É a maneira mais barata de conseguir capital e relativamente rápido.

Patrimônio Virtual

Pois é, você tinha R$ 100 mil em patrimônio e agora, num passe de mágica, você passa a ter R$ 100 milhões e, naturalmente, mais os R$ 100 mil que tinha antes. Só que, apenas os R$ 100 mil iniciais são verdadeiros, o resto é virtual, ilusão.

Mas, não esqueçamos o político anteriormente citado. Bem, o tal político tem um 'Consultoria' daquelas que transforma o seu patrimônio à proporção de 20 vezes mais. E o tal político-consultor lhe garante uma compra não de 1 milhão, mas de 20 milhões de mesas, pois já tem um Ministério 'na mão', que vai comprar toda essa montanha de mesas.

Pronto, agora você só precisa de alguém que coloque essa 'contratação' milionária nas bolsas de valores. E suas ações pulam em 'valor de mercado' dos R$ 100 milhões para, no mínimo, R$ 2 bilhões, ou seja 20 vezes mais.

Recapitulando: você possuía um patrimônio real de R$ 100 mil, lançou R$ 100 milhões em ações de sua fábrica e agora essas últimas, com o tal boato e o tal político-consultor, passaram a valer R$ 2 bilhões. Parabens, você é um empresário de sucesso e já é o mais novo bilionário do pedaço. Simples e fácil; bastou uma ideia, um político-consultor, um boato, cara e coragem e ainda, as bolsas de valores.

Os Bancos

E se o bicho pegar? Acontecer algum acidente de percurso e você não conseguir a contratação de 20 milhões de mesas pelo dito Ministério? Então o prejuízo será grande, pois você só pode 'responder' por R$ 100 mil, que no 'mercado' estão valorizados em R$ 2 bilhões. Nesse caso, quem fica com o prejuízo de R$ 1,9 bilhões? Até há uns cem anos atrás, quem ficava com o prejuízo eram os bobos que acreditaram no boato, quero dizer, na estória, como aconteceu na quebra de 1929, em Nova York.

Mas, de um bom tempo para cá, os bancos começaram a 'entrar' no negócio de ações. Todavia, banco é alérgico a prejuízo, entretanto têm os governos 'na mão'. Portanto, quando o bicho pega, quem paga essa conta é você, o Seu Zé Ninguém, que nem é rico e nem é pobre, e que não tem dinheiro para brincar com essa coisa de rico.

E como isso pode acontecer? Isso é um absurdo! Reclamaria você acobertado de razão. A resposta é simples. Esses prejuízos são de porte bilionário e, como dito, os bancos não assumem qualquer tipo de prejuízo, para isso 'elegem' uma boa maioria nos parlamentos para aprovarem o famoso 'bolsa banqueiro'.

Dessa forma, quando a bolsa de valores ou o mercado financeiro (que é o conjunto de todo esse mundo virtual e de enganação financeira) entram em crise, os governos acodem com o 'bolsa banqueiro', que é, nada mais, nada menos do que você pagando o prejuízo através dos impostos recolhidos. E se o governo não 'ajudar', então eles ameaçam com colapso total, desemprego generalizado e falência de milhares de grandes empresas. Não tem governo que resista.

Crise Imobiliária

Lembra de 2007 e sua crise imobiliária? Um exemplo básico da especulação e do enriquecimento 'virtual', do 'crime legal'. Veja como aconteceu.

Os Estados Unidos não são amigos de políticas públicas no setor social. Por isso, lá muita gente não conseguia a casa própria.

Os bancos descobriram isso e lançaram no mercado um projeto 'social' para ajudar ao norte-americano pobre adquirir a sua casa própria. O programa consistia em oferecer financiamento para casa própria com prestações, vamos dizer, de uns R$ 50 por mês e com prazos para os bisnetos pagarem.

Veja, se você paga R$ 300 de aluguel, como não aceitaria uma oferta dessa? Pois assim também pensou a grande parte da população norte-americana. Até sem teto, sem terra e mendigo compraram casa nesse projeto 'social' dos bancos.

Quando o bicho pegou, os 'ingênuos' dos bancos procuraram o governo em busca do 'bolsa-banqueiro'. O valor total do prejuízo foi pequeno, somente 700 bilhões de dólares. Entende agora, porque os States ultimamente estão com problema de caixa? Mas, quem pagou? Naturalmente, o contribuinte nos Estados Unidos, em alguns casos, o de vários países da Europa.

Crise do Euro

A Europa não quer aquietar-se. Problemão. Outra vez os bancos estão de pires na mão. Então, o que aconteceu?

Depois da 'guerra fria' os países europeus se uniram na chamada União Européia, formando um bloco econômico com moeda única: o Euro. Só que, dos 27 Estados membros, somente a Alemanha, França e Itália são economicamente significantes. Os 24 restantes sempre estiveram em crises.

Quando um país está em crise, não só há deficit econômico, muito mais ainda, também social. Se um governo não recebe em impostos quantidade suficiente para os gastos (em especial, os sociais), então resolve o problema emitindo moeda sem lastro ou, pior ainda, 'pedindo dinheiro emprestado' através de emissão de 'papéis' de dívida (isso seria caso idêntico à nossa estória acima, a título de 'ações'). Esses 'papéis' são comprados pelos bancos a preço de banana. Está instaurado o caos: os governos emitem/vendem 10 bilhões de euros em 'papeis' e recebem tão somente 1 bilhão de euros (em dinheiro vivo) nesse tipo de 'negócio', mas vão pagar 10 bilhões de euros + juros, correção, etc. Com isso, o lucro dos bancos fica acima de 9 bilhões de euros, sem contar os juros e a correção. Negócio, pra lá de, da China. Nesse tipo de negociata, dá pra ter país com saúde financeira?

Foi o que aconteceu com a Grécia, Espanha, Portugal e outros países da região. O preocupante é a Itália que está envolta com dívidas quase impagáveis, mas tem uma economia bastante forte e, se falir, leva o resta da Europa junto.

E agora? A dívida total desses países europeus é impagável. Os bancos estão cobrando e ameaçando. Só a Alemanha e a França têm dinheiro para negociar um valor pagável, mas suas respectivas populações não querem nem saber disso. Quem concordaria em pagar dívida dos outros, que não souberam administrar suas finanças, gastando o que não tinham? Mas, a pressão é grande, pelo contrário o euro cai. Até agora estão resistindo, mas o certo é que não haverá 'bolsa banqueiro'.

Fim do enriquecimento 'virtual'

Acredito que você pense comigo: isso tudo não mais pode acontecer. A vida econômica mundial jamais deveria se sustentar em 'bolsas de valores', ou seja em especulação, boatos e intrigas. As atividades das 'bolsas de valores' e do mercado financeiro, já há muito, estão além da fronteira do crime organizado. São verdadeiros crimes 'legais'.

As transações são tão obscuras e antiéticas que os especulantes chegam até a pedir 'emprestado' a um banco ações com boa posição na cotação da bolsa (vamos supor R$ 100 por ação) com a finalidade de 'venderem' essas ações no mercado. Depois colocam um boato qualquer de que a empresa em questão está em dificuldades enormes. As ações naturalmente caem logo (vamos supor para somente R$ 10) em valor/cotação . Daí,  o especulante compra as ditas ações (agora bem baratinhas como broa) no valor de apenas R$ 10 e simplesmente devolvem as mesmas ações ao banco emprestador, faturando líquido 90% sobre o valor incial, pois a relação dele com o banco foi tão somente 'pedir emprestado as ações', para depois devolvê-las, sem qualquer custo ou ônus. Quem já se viu pedir um bem emprestado, vender e, quanto o preço baixar muito, vou lá e compro de volta, só que, agora, por preço infinitamente menor do que vendi antes, para então devolver ao legítimo dono?

A especulação não deve gerar direito a ganho, pois é um jogo de azar. Quem não tem sorte no jogo que arque com o próprio prejuízo.

Urge que a economia mundial encontre um novo caminho e ambiente de expansão, norteada e baseada na realidade econômica dos parceiros e na produção. Deixemos o jogo de azar para os cassinos e loterias. Noutro caso, a especulação deve ser onerada com impostos altíssimos, na mesma proporção dos jogos de azar e/ou loterias. 

Aí, todo Seu Zé Ninguém vai conseguir dormir tranquilo, sem medo de acordar vítima de 'assalto' ao seu pequeno e pobre patrimônio.

Acelino Pontes

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