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sábado, 17 de março de 2012

Chantagem




Sabe que está me batendo um medo danado? Já passei por isso entre 1964-1968. E findei por sendo obrigado a deixar o Brasil, só porque falava algumas verdades e protestava contra uma situação, que o Brasil não merecia: a ditadura. Novamente, as coisas, no Brasil, não andam nada bem.

Estava até indo bem. O Lula foi eleito, mudou os rumos do país. Já somos uma das maiores economia do mundo, a sétima. Não deveríamos ter medo de nada. Só que, a corrupção e os políticos não deixam a gente crescer e resolver os nossos problemas sociais.

Aí vem a Dilma, mulher 'chefona' e que não gosta nada de corrupção. Só que, para governar, vai ter que compactuar com os corruptos no Congresso Nacional. E esses corruptos têm forças e mais forças; que o diga o ex-presidente Fernando Collor de Melo, de 'decaída' memória.

Anteriormente, para não ter problemas, o Lula escancarou os cofres públicos para os corruptos, conseguindo então aprovar tudo o que era necessário para o país crescer. Mas, será que essa é a solução? Só podemos 'ir pra frente' se os corruptos forem saciados nas suas ganâncias bilionárias?

Isso, me lembra os tempos da máfia nos Estados Unidos, como também a situação da população de favelas dominadas pelo tráfico de drogas: ou paga ou não pode viver. Isso é o absurdo dos absurdos.

E está pior ainda. Não tem como mudar, pois o povo manda tanto corrupto para o Congresso Nacional, que não tem jeito de derrubá-los. Eles não só fazem as leis para os proteger, como aprovam os juízes, que os deveriam julgar pelos crimes cometidos. Parece-me, que estamos reféns desses bandidos.

Para completar, agora estão chantageando a Dilma, que tenta a todo custo trancar e proteger os cofres públicos. Dessa forma, está valendo para a Dilma o famoso 'ou dá ou desce'. Se a Dilma não escancarar os cofres públicos à corrupção, eles não a deixam governar. Quem sabe, até vão derrubá-la …



Para completar, lá vem os militares. Novamente, os militares metendo a colher onde não devem: na política. Insubordinação crescente contra a autoridade da presidente da República. Pensei, que os militares tinham aprendido a lição. Não aprenderam. Tomara, que desta feita não venham a pagar caro, como pagaram os da Argentina, os do Chile e só para citar os exemplos da 'casa'. Na África e na Ásia, a coisa é diferente. Pessoalmente, sempre pensei, que os militares, em tempo de paz, deveriam estar na batalha contra a miséria e a injustiça social (até fizeram isso recentemente no Haiti). Pelos menos, prestariam um trabalho de grande valor para a Nação, ao invés de se prepararem para uma guerra que nunca chega e se chega não é guerra nossa.

Assim, além dos corruptos, temos agora os militares chantageando a Presidente. E, como não poderia deixar de ser, corruptos e militares se tornaram 'aliados' nessa estória. Uns se utilizam dos outros para aumentarem a pressão da chantagem.

Só penso agora na situação de os corruptos junto com os militares derrubarem a Dilma. Vai ficar coisa parecida com o que acontece agora na Síria e já aconteceu no Iraque, no Líbano, no Egito. Brasileiro lutando contra brasileiro à exaustão, até não terem mais forças. O resto do mundo 'negociando' a paz. Depois de anos, quando brasileiros das duas partes não tiverem mais forças, o país como 107ª economia do mundo, então vêm os Estados Unidos, China e a Rússia e dividem entre si as nossas riquezas naturais.

E isso não é utopia, não. Todas as grandes economias do mundo, em especial Estados Unidos, Rússia e China estão extremamente preocupados e irritados com a força econômica do Brasil no mercado internacional. E isso já é motivo suficiente para fomentar uma 'briguinha' genocida entre os brasileiros.

Está na hora do povo ir às ruas lutar por 'pra frente Dilma', 'corruptos pra cadeia' e 'militares, combatam a miséria'. Só assim, esse País consegue domar seus problemas sociais e econômicos.

Acelino Pontes

domingo, 20 de março de 2011

Quem é Dilma?


Fonte: Internet.

Hoje, vendo estampado nos jornais a foto de Dilma com Obama encontro-me com a dúvida: Quem é Dilma?

Confesso que aguardava um vestido mais ‘executivo’ nesse importante encontro entre os dois chefes-de-estado. Em especial, porque os papéis se inverteram: não foi ela a Washington, mas veio ele ao Brasil, por primeiro. Talvez, um vestido ‘executivo’ mostraria postura do igual para o igual.

Surpreendeu-me a feminilidade do vestido vermelho e do xale; charme europeu. Ah, esse vermelho! Não seria politicamente mais correto um azul ou até o verde da esperança? Mas, um amarelo ainda cairia bem, já que ele usava azul marinho.

Realmente, em volta de Dilma borbulham vários conflitos:

Presidente ou Presidenta?

A primeira questão está relacionada com o ‘e’ e com o ‘a’. Será que ela é Presidente ou é Presidenta? Ela tenta imprimir ao país o cargo de Presidenta. Não sei se vai pegar. Acho uma tentativa ingênua, não próxima da estatura de mulher que mostrou possuir.

A imprensa e o povo em geral parece-me preferirem ‘a Presidente’. Mas, pouco importa se com ‘e’ ou com ‘a’, não serão essas letras que produzirão a resposta colocada ao topo.

Executiva ou Mulher?

Com certeza, ao agir revela Dilma ser mais a executiva do que a fêmea. Em todos os cargos e funções porque passou demonstrou apego aos resultados e a pouco papo. E isso é bom para o Brasil, que mais não suporta tanta politicagem e papo-furado conduzindo a nação.

Na elaboração de omelete em recente programa de TV, ela demonstrou pouca afinidade com cozidos e assados. Primeiro, pelo vestido de executiva que usava; segundo pela escolha do ‘prato’, que é tipicamente de pessoas sem jeito para a panela e o fogão.



Extensão de Lula?

E onde fica o Lula nisso tudo? Todos aguardavam o poderoso ‘ex’ espreitando em tudo e em todas, até nos detalhes. Mas, o Lula simplesmente desapareceu de cena. Ela realmente comanda o continente Brasil; sozinha, nem mesmo marido de perto. [Ou será que êle está tão escondidinho no Palácio, que ninguém vê?]

Mas, bem pensando, alguém poderia imaginar o Lula no comando de alguma coisa que não seja de uma boa salada política ou de uma luta qualquer? Não me sai da mente a suposição de que ela esteve no comando do país durante todo o seu longo e rendoso tempo de Casa Civil. Ninguém me convence. Se houve sucesso, e houve, certamente não foi por culpa do Lula.

Durona ou caseira?

Com certeza não seria a Dilma uma figura caseira, mais dedicada aos chamados afazeres da mulher. Não encontro muito vestígio disso na sua marcante personalidade.

Mas também não vejo no seu agir uma posição de durona. Talvez, as pessoas estejam confundindo durona com incisiva. Certamente, ela é persuasiva e penetrante em tudo que faz. Não arreda o pé do seu objetivo. E isso está bem distante de ser durona. Não conhece meia-conversa e nem desvio, embora possa até desprender fala mansa.

Desajeitada?

Pode ser. Certeiro que não seria uma boa cantora de aché. Mas, não é para isso que se propõe. A sua sina é a solução executiva, administrativa e política. E isso ela demonstra a cada dia.

Lembram do conflito com os militares? Ela tinha sofrido tortura por ‘militares’ ao tempo da ditadura, mas isso não a impediu de manter uma postura imparcial e sem qualquer vestígio de magoa ao lidar com a área militar durante todo o tempo de Governo Lula.

E é sempre assim, onde há conflito, abandona ideologia e partido para buscar a melhor solução, mesmo com alto custo político. Naturalmente, essa boa intenção não a livra de falhas. Não gostei do valor do Salário Mínimo e nem do aumento de juros. Mas, é economista; não posso imaginar diferente.

E então?

Vislumbro não poder definir com a precisão necessária quem seria Dilma. 

E quem poderia? 

Só sei que ela é a primeira mulher presidente do Brasil. Isso já é bom. Vamos aguardar.

Acelino Pontes

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