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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Antes que seja tarde demais!



Quando me entendi por gente, gostei de viver. Comecei a sonhar: seria no futuro isso, aquilo e mais aquilo outro. Mas, fazer algo diferente, nada. E nem poderia, então deixava ‘a vida me levar’.

Percorri a adolescência cheio de esperanças e, muito mais ainda, inflado de sonhos por demais apaixonantes. Porém, fiz um pouco de algo diferente; porquanto me diferenciei um tanto do comum e do óbvio.

Jovem adulto, fui atrevido com a vida e a desafiei, findei obrigado a largar tudo o que tinha construído e formado a duras custas para me aventurar por terras estranhas. Fui realmente diferente e me distanciei com grandes proporções do vulgar, mais ainda, do normalíssimo.

Mais maduro e sem receio do terrível castigo dos anos de chumbo, retornei à pátria-mãe para me deliciar com o viver, com o que não tinha vivido antes. E aí?
Não sei. O tempo passou rápido demais, ainda teve a interrupção sofrida pelo trágico político de 1968-1980. Em meio a tudo isso, não tive tempo de rastrear quem sou eu. A minha essência ainda não se configurou ou se formatou com nitidez. E ainda não sei se realmente realizei o meu ideário, os sonhos curtidos com muita paixão e precisão, as minhas vontades e amores. Nem sei mesmo se sei o que realmente quero de mim e da vida.

Querer de mim? Que coisa, hem? Será que posso ou devo querer algo de mim? 

Pôxa, talvez nem saiba quem eu sou. Isso é grave? Preciso pelo menos saber “quem sou eu?” ou “o que sou eu?”, para poder decidir o que fazer de mim ou da minha vida. Estou com a leve impressão que nada fiz de mim e nem da minha vida. Será que, como antes, estou deixando ‘a vida me levar’?

E você? Você sabe quem é você e o que está fazendo da sua vida?

Acho que precisamos urgentemente, ao menos, nos encontrar nesse inabitado. Não podemos passar a vida sem, no mínimo, saber ‘quem sou eu?’. Faça isso, antes que a vida passe, sem que tenha se encontrado e habitado a sua vida.

Escolhi este vídeo abaixo para lhe confrontar com a - ou com uma - realidade. Talvez, ele lhe ajude a encontrar você e lhe possibilite a sua realização, mesmo que seja, só a realização do ‘deixa a vida me levar’.



Acelino Pontes

domingo, 6 de março de 2011

Envelhecer & Arco-Íris


Hoje, recebo o 'Deutsches Ärzteblatt', órgão oficial dos médicos alemães que me chega numa freqüência semanal. Dois títulos me chamaram a atenção: ‘Nobelpreis für Medizin’ (Prêmio Nobel de Medicina) e ‘Studie: Kindern gleichgeschlecht­licher Eltern geht es gut’ (Estudo: Filhos de pais do mesmo sexo vão bem). Vou logo aos finalmentes e me empenho em ler o conteúdo.

Do primeiro, na realidade se trata do envelhecer e do câncer, situações diversas que pensava antes estarem muito distantes uma da outra, já que o câncer vive de células novas e o envelhecer, de células velhas. Ledo engano: as duas estão muito ligadas entre si, possuem um denominador comum. Por isso, que 3 cientistas ganharam o Prêmio Nobel de Medicina 2009. São eles Elisabeth Blackburn (61, Austrália), Carol W. Greider (48, USA) e Jack W. Szostak (57, Inglaterra). Todos especialistas em cromossomos.

Só para lembrar: os cromossomos são corpúsculos (geralmente em forma de ‘X’) partícipes do núcleo da célula como detentor das informações sobre toda a arquitetura e funcionamento do corpo, através do DNA e gens.

Tinha aprendido que o envelhecimento estava relacionado com acúmulo de ‘lixo’ metabólico no interior das células. Mas, o trabalho desses cientistas me deu nova lição. Envelhecimento está intimamente ligado aos cromossomos. Eles descobriram que as pontas terminais dos cromossomos (telomeres) têm a capacidade de regular a divisão celular, mas, infelizmente, se compõem de apenas 15.000 moléculas-base de DNA e a cada divisão celular perdem de 25 a 200 dessas bases até perderem todas as 15.000 iniciais. Assim, com o passar do tempo, perdem a capacidade de induzir a divisão celular que, em não acontecendo, geram o envelhecimento.

Já no caso do câncer, a situação se inverte e esses telomeres permanecem hiperativos e produzem incessantemente a divisão celular, sem perder suas estruturas. Daí, o tumor não para de crescer. Coisas da natureza!

Facit: O telomere é o denominador comum entre envelhecimento e câncer. Quando o domarmos, não envelheceremos e nem morreremos de câncer. 

Já o segundo artigo traz uma informação curiosa que se liga ao ‘arco-íris’. Trata-se de um estudo financiado pela Secretaria de Saúde do Estado alemão da Baviera. Na Alemanha, há uma população estimada em 7.000 crianças vivendo com pais do mesmo sexo. Durante dois anos o estudo avaliou a situação de 852 crianças que vivem com (1.059) pais homossexuais.

A expectativa geral induzia que o dito estudo indicaria um enorme volume de transtornos de todo tipo em desfavor dessas crianças em relação a crianças com pais ‘normais’.

E qual foi o resultado? Pamem!

As crianças avaliadas pelo estudo não apresentaram qualquer diferença comportamental ‘negativa’ em relação às crianças que vivem com pais heterossexuais. E se apresentavam qualquer diferença, sempre em favor dessas crianças ditas de família ‘arco-íris’. Essas crianças apresentaram altos índices de tolerância e de auto-estima.

Facit: O preconceito é um péssimo termômetro.

Acelino Pontes

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