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segunda-feira, 16 de março de 2015

Nostalgia


 
Fonte: Internet.

Não sei porque tive que comprar um produto de consumo, que nunca me interessou. Um micro-ondas. De porta-em-porta e contando com a má vontade dos vendedores em esclarecer um consumidor faminto em informações que o ajudassem na decisão, terminei por encontrar o que achei a melhor escolha. Nessa peregrinação findei por aprender muito sobre micro-ondas e os diversos modelos e marcas.


No andar na busca pelo produto, findei por passar na famosa e querida Galeria Pedro Jorge. Primeiro, notei que estava totalmente coberta, porquanto um pouco escura, embora 10h da manhã.

Galeria Pedro Jorge. Fonte: Internet.
Tentei lembrar onde era mesmo que funcionava tudo. O DERUR no último andar, no debaixo a DIPES com as salas do CAB (Curso de Aprendizagem Bancária); embaixo a CARIN, a ASSES e não recordava mais. Fiquei matutando para descobrir a janela da sala da 1ª Fase (ou já era na 2.ª Fase?), de cuja a sala de aula, o enfant terrible da nossa turma me trancou e fiquei em pânico, prestes a pular lá de cima. Depois, as aulas chatíssimas da 2.ª para a 3.ª Fase, quando, já em clima de 'fim de feira', o CAB tendia a encerrar suas portas. A 6.ª Turma em clima de tornar-se funcionários do Banco do Nordeste e nós, da 7.ª, sozinhos num mundão de salas vazias lutando contra a falta de professor, que não queria vir ao centro da cidade dar uma única aula.

Fonte: Internet.
Vindo da Rua Gen. Sampaio, fui chegando à Sen. Pompeu e à entrada do prédio, que sempre utilizava. O elevador. Sim, o elevador, o meu terror de então, para quem sofre de claustrofobia. Foi aí que o enfant terrible da nossa turma infelizmente descobriu, que eu tinha medo de ficar trancado. Pois, diariamente subia pelas escadas, enquanto que todos os outros colegas subiam pelo elevador. E o dito enfant terrible só não sabia que também sofro de aerofobia, que foi o que me impediu de pular, quando trancado na sala de aula. As duas fobias ficaram lutando em mim. Quem prevaleceria? Então alguém abriu a porta e me salvou do pânico.

Depois do elevador, outro terror, bem vizinho à entrada. A antiga 'loja' do USIS. A entrada era toda de vidro e dentro reinava o ar-condicionado, ao tempo coisa raríssima, luxo puro. De repente a lembrança. A morte do secundarista Edson Luís no Calabouço (Rio de Janeiro), a sua missa de sétimo dia na Igreja do Carmo, a demonstração na Praça do Ferreira, enfrente ao USIS, fachada de vidro, pedradas, estilhaços, fotorrepórter, eu na confusão.


Depois, as consequências: chá das cinco com o chefe da DIPES, expulsão do Banco, 'bota fora' na Faculdade de Medicina, não sei o que fazer.


Pronto, estou na Sen. Pompeu e tome porta-em-porta procurando micro-ondas. Finalmente, encontrei. Tá no papo. E' ele e nenhum outro. Os safados dos vendedores só-pensante-na-comissão, que se danem.


Só que comprei na Rua Barão do Rio Branco, não longe do Cine Diogo. Vixemaria, o Cine Diogo. Quem diria? Bateu a saudade. Era mais barato do que o Cine São Luiz, porquanto o dinheirin rendia mais . . .

Galeria Pedro Jorge. Fonte: Internet.
Mas, com o peso do bicho, só um táxi me ajudaria. Dito e feito. Peguei um táxi. Daí, para casa. E fui. Desce a Rua Barão do Rio Branco e sobe a Senador Pompeu. As lembranças também sobem. Primeiro, a sede do Banco na 579. Raul Barbosa e seu assessor maior (ou seria dono dele?): Domingos (não recordo agora o cargo dele, mas servia de levar papel de um canto pro outro). Curso de datilografia com a Midauar e a briga com o Jorcênio por causa de um ventilador. O Thomaz e seus empréstimos na DICON e muito além dela. O grande Lucas nos Serviços Gerais. O DEPAD, a SECOM, a turma da DICON e muito mais em vivências na cantina lá no quintal do prédio.

Depois, vem o antigo prédio do CAB e da DITRE, onde ainda, como 7.ª Turma, tiramos uma casquinha, pois logo fomos transferidos para a Galeria Pedro Jorge com tudo novinho em folha. Também, passei novamente por ela, mas foi muito rápido e não deu tempo de renovar a memória, mesmo porque estava saciado pela passagem anterior.


O CAB, um marco na minha vida, que teima em não findar.

Acelino Pontes

terça-feira, 17 de abril de 2012

Escorraçado sou!




Engraçado, no mundo há tanta coisa errada. E eu me irrito muito, mas não basta. Então, fico indignado, mas não basta. E fico ainda 'p' da vida, mas é como se de nada servisse.

E o mundo continua cheio de injustiças. Ontem mesmo, estive no meu banco escolar; era dia de revisão de prova. A professora perguntou se alguém tinha o quê reclamar da prova anteriormente aplicada. Alguns colegas foram lá na banca da professora, olharam suas respectivas provas; e ela ainda perguntando: Há algo a reclamar? - Não, não mesmo. Era a resposta desses poucos.


A revolta tomou conta de mim, mas silenciei. Fui o único a reclamar e o fiz por escrito em 7 laudas, com todos os fundamentos e justificações. A prova estava toda errada. Não tinha sido formulada uma questão, motivo pelo qual só se poderia conseguir no máximo a nota 9, porquanto cada estudante tinha direito a receber no mínimo mais um ponto na sua nota. Das outras questões formuladas só tinha duas corretamente formuladas, todas as outras eram passíveis de ser anuladas, porquanto mais pontos os estudantes poderiam receber. Mas, nenhum dos outros estudantes quiseram reclamar, mesmo sabendo que iriam ficar reprovados naquela disciplina. Que vergonha senti.

Quanta coisa errada neste mundo e ninguém quer reclamar. Que vergonha. Aqui me vem em lembrança estes escritos do grande Brecht:

"Louvor do Revolucionário
Quando a opressão aumenta
Muitos se desencorajam
Mas a coragem dele cresce.
Ele organiza a luta
Pelo tostão do salário, pela água do chá
E pelo poder no Estado.
Pergunta à propriedade:
Donde vens tu?
Pergunta às opiniões:
A quem aproveitais?

Onde quer que todos calem
Ali falará ele
E onde reina a opressão e se fala do Destino
Ele nomeará os nomes.

Onde se senta à mesa
Senta-se a insatisfação à mesa
A comida estraga-se
E reconhece-se que o quarto é acanhado.

Pra onde quer que o expulsem, para lá
Vai a revolta, e donde é escorraçado
Fica ainda lá o desassossego."

Bertold Brecht, in 'Lendas, Parábolas, Crónicas, Sátiras e outros Poemas' Tradução de Paulo Quintela

O autor desses maravilhosos versos está com toda a razão do mundo. Soerguer-se contra as injustiça do mundo nos leva quase ao ostracismos, como se isso fosse um vício terrível. Só muito depois da morte, é que se pensa em valorizar esses feitos.

Não temos lá o nosso Tiradentes? Quanto desdém sofreu em vida, durante a sua luta contra o despotismo da Coroa Portuguesa no Brasil? Foi até esquartejado para que o sonho de revolta e de libertação não perdurasse. E, ao tempo, todo mundo aceitou numa 'boa' o enforcamento e o esquartejamento.

Nada mudou, talvez só tenha piorado. Está todo mundo conformado e protegendo o meio palmo enfrente ao nariz, o resto que se dane … O resto? Resto coisa alguma, quem sempre se dana é quem não consegue reagir contra as injustiças desse mundo. Vá pensando, que se você não reagir, as coisas vão melhorar para você!


De minha parte, prefiro continuar escorraçado, até mesmo esquartejado, mas não deixarei de levantar o meu protesto, a minha indignação, onde necessário for.

Acelino Pontes

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vida após . . . .


  
Engraçado, quase todos nós temos dúvidas sobre a vida após a morte [será que ela existe?], mas nunca nos indagamos sobre 'vida após o nascimento' [e será que um feto já refletiu sobre a vida após o nascimento?]. Naturalmente, sabemos que há vida após o nascimento, mas um embrião ou um feto jamais poderá saber; só depois de nascer. Essa reflexão pude fazer após receber o seguinte texto:
No ventre de uma mulher grávida dois gêmeos dialogam:
- Você acredita em vida após o parto?
- Claro! Há de haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Afinal como seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a nossa boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Além disso, andar não faz sentido pois o cordão umbilical é muito curto.
- Sinto que há algo mais. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.


- Mas ninguém nunca voltou de lá. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita em mamãe? Se ela existe, onde ela está?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não existiríamos.

- Eu não acredito! Nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que ela não existe.

- Bem, mas ás vezes quando estamos em silêncio, posso ouvi-la cantando, ou senti-la afagando nosso mundo. Eu penso que após o parto, a vida real nos espera; e, no momento, estamos nos preparando para ela. (Autor Desconhecido).

Você já imaginou se essa situação também se aplicaria às nossas dúvidas sobre vida após a morte? Se a sua resposta for afirmativa, certamente você encontrou uma 'prova' para que haja vida após a morte. E é até lógico, embora seja uma vida totalmente diferente da que possuímos. Seria, pelo texto, como a transformação de feto em recém-nascido.


Quisera fossem as 'provas' tão fáceis de conseguir como essa. Mas, a questão é bem mais complexa do que inicialmente pensamos. Vamos supor que essa 'prova' seja válida e que tenhamos vida após o nascimento (isso certamente temos) e, por conseqüência, vida após a morte.


Assim, a vida antes e após o nascimento se comporia de corpo (a parte sensível) e de espírito (a parte racional, inteligível). Já a vida após a morte poderia ter três opções de existência: uma vida tão somente espiritual (a alma que vai para o céu ou para o inferno), ou uma vida espiritual e material (por encarnação, por exemplo) ou uma vida como energia (pelo princípio de que nada se perde, tudo se transforma).

Essa última opção não deixa de ser interessante e bem racional. Do espírito não podemos dizer nada, mas do corpo, certamente, podemos dizer que se transformará em (pó e em) energia.

Em todo caso, qualquer que seja o fim último da nossa vida, é importante viver bem o hoje e o agora; o amanhã deixemos para o amanhã. Ou você tem outra opinião?

Acelino Pontes

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Lar Doce Lar



Casar constituir família e eu onde fico nisso tudo? Por que devo me casar? E as perguntas não ficam por aí, mas as respostas são parcas e não convencem. Está certo, que o amor aos e dos filhos é importante, mas não é tudo na vida, em especial, quando circunstâncias outras me 'empurraram' para o casamento.

Uns se casam por se dizerem apaixonados. Mas, o que é estar apaixonado? Já se diz até que se apaixonar é doença, e grave; pelo menos, já há filme afirmando isso. Outros dizem que casam porque a família ou a sociedade obriga, senão vão pensar que sejam gay. Ou ainda, que é assim que Deus determinou. Os mais abusados dizem que precisam de uma ‘doméstica’ ou precisam de alguém para lhe sustentar.

Certamente, cada um terá a sua desculpa, mas com certeza, a desculpa não servirá do nada, muito menos ainda para garantir um 'Lar doce Lar'. Isso é tão verdade, que até brinco com quem me anuncia seu casamento: - Bem, pelo visto, o casamento está marcado, mas quando será o divórcio?

A constituição de uma família é um passo sério e não pode se realizar dentro de um ambiente de impulsos. Pois, sem pais felizes, realizados e conscientes do que estão fazendo, a educação e o surgir dos filhos fica em frangalhos. Mas, não é o que vemos nos casamentos de hoje. Aos tempos dos gregos e dos romanos, casamento era tão somente um contrato social regrando o patrimônio, a situação social e a sucessão. Os prazeres, gregos e romanos buscavam em outras companhias.

Eu preciso saber porque devo casar e o quê almejo com o casamento. Pelo contrário, como vou saber se realizarei o meu intento, o meu desejo? Não posso tentar enganar a outrem, muito menos ainda a mim mesmo. Alguns entram numa aventura do enganar ou do deixar acontecer e depois findam profundamente decepcionados, pior ainda sozinhos, isolados no próprio casamento. Esse fica apagado, sem gosto; aquilo que dá prazer e alegria fica fora dele. 

Mas, será que não há casamento feliz, apenas tranquilo?

Não, sei! Por outro lado, pode-se e deve-se indagar: casamento precisa de amor? Tem gente que opta pelo sim. Mas, há muito casamento sem amor, só com tolerância e 'acordos'. Não devemos esquecer que o casamento não deixa de ser um simples contrato religioso ou cartorial, ou seja, eu faço um acordo com outra pessoa para vivermos juntos, com a possibilidade de formar uma comunidade chamada família. Há até casamento sem a obrigação de vida sexual ou íntima.

A expressão sexual no casamento parece-me ser o ponto chave (de grande tensão) na maioria dos casamentos. E muita gente casa não com alguém, mas com uma figura imaginária de filme ou de romances ou de qualquer um outro fruto do imaginário, desejando realizar um 'amor' idealizado na própria mente, que, em via de regra,  nunca consegue realizar. Se não consegue viver esse 'amor', então surge a infelicidade, a desilusão.

O sexo é carnal, animalesco. Ele não se deixa racionalizar ou enobrecer, muito menos ainda, se pode erguer a prática sexual a algo 'romântico' e fiel. Estamos tratando de um instinto movido por hormônios, que não sabem o que é fidelidade. Mas, se a fidelidade não está presente no casamento, o conjugue aguarda, pelo menos, uma assiduidade na vida sexual. Em contrário, vem a dúvida, pior ainda, o ciúme. Está iniciado o fim do casamento, pelo menos para um dos dois.

Só foram formuladas algumas pinceladas sobre o casamento. O assunto é por demais complexo e merece uma reflexão muito mais ampla. Assim, coloco a canção abaixo para lhe inspirar no realizar um questionamento pessoal sobre o assunto, na esperança de você postar a sua opinião como comentário.

Lar Doce Lar
Renato e Seus Blue Caps

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Quando eu lhe conheci
Você era boazinha
Só fazia o que eu queria
Era mesmo uma santinha

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Um ano depois, você
Veio a se transformar
Demorou mas conseguiu
Suas unhas me mostrar

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Não me deixava dormir
Nem mesmo ler meu jornal
Você dava esses tapinhas
Era muito natural

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Bem cedinho levantava
Correndo pra trabalhar
Quando o dia terminava
Não queria mais voltar

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Juro que se eu pudesse
Pôr alguém no seu lugar
Com uma fera eu casaria
Acho, iria melhorar

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar . . .”

Acelino Pontes

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Antes que seja tarde demais!



Quando me entendi por gente, gostei de viver. Comecei a sonhar: seria no futuro isso, aquilo e mais aquilo outro. Mas, fazer algo diferente, nada. E nem poderia, então deixava ‘a vida me levar’.

Percorri a adolescência cheio de esperanças e, muito mais ainda, inflado de sonhos por demais apaixonantes. Porém, fiz um pouco de algo diferente; porquanto me diferenciei um tanto do comum e do óbvio.

Jovem adulto, fui atrevido com a vida e a desafiei, findei obrigado a largar tudo o que tinha construído e formado a duras custas para me aventurar por terras estranhas. Fui realmente diferente e me distanciei com grandes proporções do vulgar, mais ainda, do normalíssimo.

Mais maduro e sem receio do terrível castigo dos anos de chumbo, retornei à pátria-mãe para me deliciar com o viver, com o que não tinha vivido antes. E aí?
Não sei. O tempo passou rápido demais, ainda teve a interrupção sofrida pelo trágico político de 1968-1980. Em meio a tudo isso, não tive tempo de rastrear quem sou eu. A minha essência ainda não se configurou ou se formatou com nitidez. E ainda não sei se realmente realizei o meu ideário, os sonhos curtidos com muita paixão e precisão, as minhas vontades e amores. Nem sei mesmo se sei o que realmente quero de mim e da vida.

Querer de mim? Que coisa, hem? Será que posso ou devo querer algo de mim? 

Pôxa, talvez nem saiba quem eu sou. Isso é grave? Preciso pelo menos saber “quem sou eu?” ou “o que sou eu?”, para poder decidir o que fazer de mim ou da minha vida. Estou com a leve impressão que nada fiz de mim e nem da minha vida. Será que, como antes, estou deixando ‘a vida me levar’?

E você? Você sabe quem é você e o que está fazendo da sua vida?

Acho que precisamos urgentemente, ao menos, nos encontrar nesse inabitado. Não podemos passar a vida sem, no mínimo, saber ‘quem sou eu?’. Faça isso, antes que a vida passe, sem que tenha se encontrado e habitado a sua vida.

Escolhi este vídeo abaixo para lhe confrontar com a - ou com uma - realidade. Talvez, ele lhe ajude a encontrar você e lhe possibilite a sua realização, mesmo que seja, só a realização do ‘deixa a vida me levar’.



Acelino Pontes

domingo, 24 de abril de 2011

O Homem


Fonte: Intermet.

Muito se fala sobre o Cristo. São bilhões de seguidores e milhões de instituições religiosas que se preocupam com a figura e a palavra de Cristo. Não raro, com uma visão ou revelação diferente colidindo frontalmente com a história contada e vivida nos evangelhos. Pena que ele próprio nada escreveu.

Estranha a impressão que daí resulta: muito pouco desses seguidores logrou captar a real figura de Cristo, muito menos ainda entendeu a sua mensagem. E essa impressão se fortalece quando se lê ou se ouve a letra dessa canção com uma boa dose de espírito crítico:



O Homem

Um certo dia um homem esteve aqui
Tinha o olhar mais belo que já existiu
Tinha no cantar uma oração.
E no falar a mais linda canção que já se ouviu.

Sua voz falava só de amor
Todo gesto seu era de amor
E paz, Ele trazia no coração.

Ele pelos campos caminhou
Subiu as montanhas e falou do amor maior.
Fez a luz brilhar na escuridão
O sol nascer em cada coração que compreendeu

Que além da vida que se tem
Existe uma outra vida além e assim...
O renascer, morrer não é o fim.

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Eu sei que Ele um dia vai voltar
E nos mesmos campos procurar o que plantou.
E colher o que de bom nasceu
Chorar pela semente que morreu sem florescer.

Mas ainda há tempo de plantar
Fazer dentro de si a flor do bem crescer
Pra Lhe entregar
Quando Ele aqui chegar

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Letra: Emmanuel (psicografado por Chico Xavier)
Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos

Resta a dúvida: Quem consegue melhor compreender a mensagem desse Homem?  Seus seguidores ou os compositores dessa canção? Contudo, certamente se tem a segurança de que, se Ele foi o que a letra pretende revelar e em seus bilhões de seguidores assim praticando e seguindo seus caminhos, tudo isso nos levaria ao bem viver tão almejado por todos nós.

Acelino Pontes

quinta-feira, 10 de março de 2011

O dia dos Mil Mortos


O Ceará sempre sofreu com as secas. Seca não, péssima administração da água. Ao fim do Século 19, nos anos de 1877, 1878 e 1879, tivemos o pior período de estiagem, a fatídica Seca dos Três Setes. Logo no momento em que Fortaleza era uma só festa; se descobrira, ante a grande riqueza pela fartura do algodão, como ‘Paris dos Trópicos’. Ganhara design novo, topografia em xadrez, febre consumerista por produtos franceses, lojas regadas a ‘Au Phare de La Bastille’, ‘Paris des Dames’; brilhava com a ‘Confeitaria Maison’, melhor ainda, com a ‘Casa Louvre’, esbanjo de luxo e de preciosidades.

Do luxo à peste. Com a seca, o volume de 110 mil retirantes invadiu a capital cearense, contrastando com apenas 20 mil fortalezenses. Miséria e fome cresciam em ritmo galopante. Não tardou que, do vizinho Rio Grande do Norte, a importação da varíola ocorresse e transformasse Fortaleza num palco da morte.

O autor Lira Neto descreve esses tempos dramáticos com uma beleza literária impar em seu livro O Poder e a Peste – A vida de Rodolfo Teófilo. Vejamos alguns tópicos dessa linda obra, embora recheada de detalhes macabros:

 "Não havia quem os convencesse do contrário. Nem que o diabo tocasse rabeca . . . . [Os retirantes] não iam deixar ninguém lhes espetar no braço, assim sem mais nem menos, uma mentira de remédio [vacina], que diziam ser preparado com o próprio veneno da Peste . . . . Não adiantava chamar a polícia, escorraça-los em praça pública, ameaça-los de prisão. Nada, nem ninguém, os dobraria."
"Desgraça só quer mesmo princípio. De fato, a Peste não demorou muito a mostrar toda a força que tinha."
"Do balcão da farmácia . . .  Rodolfo observava aqueles cortejos com horror e reprovação. Os cadáveres dos variolosos, decompostos pelas feridas da doença, eram conduzidos a céu aberto. Muitos corpos, em que a varíola havia separado a carne dos ossos, eram socados em sacos de estopa, que depois se amarravam a um pau para facilitar o transporte."
"Os defuntos mais inteiros, aqueles que podiam ser transportados amarrando-lhes mãos e pés a uma vara, iam cobertos por ligeiros trapos, que mal lhe escondiam as vergonhas."
"Foi no dia 10 de dezembro [de 1878], quinzena antes do Natal. Aquele seria o dia do cão. Ninguém nunca mais poderia esquecer. O dia inteiro, não houve único minuto em que não chegasse pelo menos um defunto para ser enterrado na Lagoa Funda. Os carregadores precisavam fazer filas para despejar os corpos."
"A confusão era total. Enquanto aguardavam a vez, bêbados de não se aguentar em pé, os carregadores deitavam no chão os cadáveres, que já começavam a apodrecer. No final da tarde, os registros oficiais indicavam que o cemitério recebera, só naquele dia, nada menos de 1.004 cadáveres. Nunca se tinha visto, em tempo algum, morrer tanta gente junta. Talvez Deus tivesse fechado de vez os olhos para aquela gente. Ou então era o Dia do Juízo Final. O Dia dos Mil Mortos."
E o drama dantesco não parou por aí. No cemitério os corpos eram simplesmente amontoados. Ao fim desse lúgubre dia, se conta que restaram 238 cadáveres insepultos. E não mais restava uma só fio de forças entres os ébrios coveiros. Mas, o pior dos piores, aconteceria quando retomassem ao trabalho:

Na manhãzinha seguinte, quando voltaram para completar a tarefa, os coveiros avistaram de longe a nuvem negra sobre a Lagoa Funda. Centenas de urubus rodopiavam e davam rasantes no céu. À distância, também podia se ouvir o latido de cães furiosos, um rosnado dos infernos, vindo lá das bandas do cemitério.”
Quando se achegaram, deram de cara com a cena que os deixou estatelados. Um espetáculo que conseguiu tirar o prumo até mesmo homens embrutecidos, acostumados a meter as mãos nuas em pilhas de cadáveres bexiguentos. Não era mesmo coisa bonita de se ver. Algo de impressionar, borrar as calças de qualquer valentão: um bando de cães arreganhavam os dentes, disputando entre si – e com o urubus – pedaços de carniça humana.”
Àquela hora da manhã, ainda de jejum, os coveiros tiveram que se encharcar de toda cachaça que encontraram pela frente. Depois de enfiar litros de pinga goela abaixo, foram se engalfinhar com os animais, afugentando-os com pauladas e pedradas. Poucas horas depois, o que tinha sobrado daquela carnificina – fosse gente, fosse bicho – era atirado a uma vala comum, recém-aberta.”
Somente entre setembro e dezembro de 1878, a crônica informa que a peste fez 24.849 vítimas em Fortaleza. E lembre-se. A capital cearense de antes da Seca dos Três Setes possuía apenas 20 mil residentes.
Acelino Pontes




Livro:
Lira Neto: O Poder e a Peste - A vida de Rodolfo Teófilo. 2ª Edição. Fortaleza: Edições Fundação Demócrito Rocha, 2001

terça-feira, 8 de março de 2011

O filho que rolava de dor no pátio da Catedral


Fonte: Internet.


Ontem, decidi-me a dormir. Há quase um mês não durmo suficientemente por uma profunda crise existencial. Mas ontem, eu decidi que iria dormir deste dormir, como na adolescência, até não mais querer. Assim decidido, assim feito, com ajuda de medicamentos. Acordei por volta das 10h. Coisa inédita, para quem acorda já às 4 da matina, independentemente de quando foi dormir. 

A crise existencial é causada pelo fato de ter sido a vida inteira um guerreiro, que sempre ganhou o seu sustento com suor e com muito esforço. Hoje, sou portador de Hipertensão Pulmonar, não posso mais suar e nem fazer esforço; se tentar há um fim só: desmaio e perda da consciência. Sinto-me como um 'mariquinha', que não suporta o esforço e melindrado é. Eu, o guerreiro de sempre, acostumado às lutas mais viris. Isso me derruba ao extremo. 

Ora, acordei, li alguns jornais pela net, depois li e respondi alguns mails, almocei e, por volta das 14h, fui à Biblioteca Pública em busca de fundamentos para exigir direitos de cidadão, pois tinha realizado anteriormente algumas pesquisas e precisava documentar a pesquisa. Só que, dois funcionários da Biblioteca intentaram a prática de peculato. Exigiram dinheiro (e muito dinheiro, para me repassar a ensejada documentação eletrônica). Fiquei indignado com essa prática; parece que de muito tempo exercitada por um casal funcionário da Biblioteca Pública. Daí, procurei a Diretora da Biblioteca que me prometeu, amanhã, 'tentar' solucionar o problema, já caso de polícia. Tive que me conformar em, se a saúde permitir, retornar amanhã.

Saí, interiormente revoltado, indignado, andei sem destino. Repentinamente me encontrei na rua da Catedral (que fica próxima à BP) e lá estava, em volta de um automotor tipo Toyota muita gente, SAMU. Dentro do automotor uma senhora de uns 45 anos, sem vida, morta. Perguntei a uma paramédica o motivo: - parada cardíaca. Mas, o pátio da Catedral logo me chamou a atenção pelo furor de clamores histéricos. Um jovem de uns 17 anos enlouquecido rolando no chão, aos gritos. O filho, novel órfão, inconformado, teimava em não aceitar o óbvio: a mãe estava viva e morrera, sem um motivo lógico, pelo menos para ele. Era dor imensa e não se tinha com fazer parar a dor ou o rolar enlouquecido no chão.

Dolorosamente - para os familiares da vítima - o pessoal do SAMU se afastava, para que encostasse o carro do Instituto Médico Legal. 

E o que eu estava ali fazendo? Não poderia ajudar. A mulher já estava morta. Toda a tecnologia moderna foi aplicada e não se conseguiu reverter o quadro. Entretanto, a dor e a revolta do filho me tocava. Será? Será que não foi muito mais o fato de eu só ter mais uns 8 a 10 anos de vida, ser um condenado à morte? 

Decididamente, as circunstâncias me tocaram sim. Milhões de pensamentos rolaram. Essa mãe deveria ter sido uma mãe maravilhosa, pelo menos para o filho que rolava no chão do pátio da Catedral em desespero total, aos gritos, extremamente revoltado, possesso e sem qualquer indicativo de aceitar a realidade: a morte da mãe. 

E como talvez a maioria ali pensei: coitada da senhora, tão jovem e morta; por nada. Tinha ido ao centro, talvez fazer compras ou por outro motivo qualquer. De repente, sentiu um mal-estar e morre. 

Nunca gostei de ser plateia do sofrimento alheio. Apressei-me em abandonar o local tão fúnebre. Dirigi-me à Secretaria de Saúde do Município, onde tenho requerimento para, por força de liminar, me conceda um aparelho necessário à aplicação de um medicamento.

Mas, no caminho pensei no que tinha antes formulado no meu matutar: 'coitada da senhora'. Pôxa, será que não é o contrário? Coitado de mim? Eu tenho de lutar contra peculato, tenho de ir à justiça para pleitear meus direitos naturais, tenho que peticionar pelo que naturalmente deveria me ser oferecido de imediato, mas sou impedido por uma funcionária incompetente e despótica, que está pouco se lixando se eu morro ou deixo de morrer? Aquela senhora, certamente já está em bom lugar, sem preocupações.

E o pior é que, lá na Secretaria, constatei justamente isso. Mesmo, de posse de uma liminar da Justiça Federal, que me assegura todo e qualquer tipo de tratamento, independentemente de custo, uma funcionária pública qualquer simplesmente a pode revogar sem consequências. A lei prevê e a Justiça reconhece o direito. Mas, o que adianta isso, pois a administração não cumpre e a impunidade prevalece? 

Me perdoem por este desabafo! Talvez seja uma profunda indignação de um guerreiro ferido de morte.
Acelino Pontes
Fortaleza, 10/01/2008

domingo, 6 de março de 2011

Mataram a Piscininha

De há muito não passava pela Praia de Iracema. Ontem foi o dia de revê-la. Que tristeza, que saudades. Doeu fundo no peito ver quão desolada e abandonada está a Praia de Iracema. Tudo quebrado, casa de fantasmas.

E o grande Estoril? Nem perguntem. Tempos gloriosos viveu o Estoril. Local maior da boemia, das noites, dos papos intermináveis, do bem viver a noite. Era a vida da Praia de Iracema, o suspiro dos que, em Fortaleza, pensavam. Pouco restou, nem mesmo janelas e portas. Tudo ao relento do nada.

Mas, o que mais doeu, foi passar por onde antes existia a Piscininha. Os olhos ficaram molhados, muito molhados. As recordações borbulhavam na cabeça. Filmes e mais filmes vinham à mente, todos gerando profunda saudade dos tempos de menino barrigudo, de calças curtas e de algumas peraltices.

Nunca fui menino de viver na rua. A minha maior aventura foi, nesse tempo, ir tomar banho e brincar na Piscininha. E era uma aventura e tanto. Todo dia, depois da escola matinal, almoço e correria por mais de quilômetro para me jogar na Piscininha. Menino besta, de idade pequena mas, a Piscinhinha era a festa maior, em tudo brotava alegria e prazer.

Não era feroz como a praia que amedrontava até aos nadadores, muito mais ainda a quem nunca tinha aprendido a nadar. Tinha pedras que serviam de trampolim para pular na água, que às vezes me chegava ao ombro, de tão pequeno que era. Tinha o ir e vir da água em suas beiradas, que lembrava as ondas da praia, de vez até chegavam a formar ondas. Era muito gostoso ficar sentado na 'praia' da Piscininha, deixar as pequenas ondas bater nas costas e ir-se novamente. Naturalmente, que na praia as ondas eram mais emocionantes, mas metiam medo a quem não sabia nadar.

Todo dia estava eu lá na Piscinha. Muita emoção e alegria. Lá eu esquecia tudo de ruim, só pensava no prazer que tinha em brincar na Piscininha. Eu ganhava uma tranqüilidade enorme. E isso me fortalecia e me enchia de forças para encarar as dificuldades, porque no outro dia eu sabia que a Piscininha iria me contentar novamente.

Mas, um dia foram enredar lá em casa. Descobriram onde eu ficava todas as tardes: a mais de quilômetro de casa, na Piscininha. Uma pisa de 'fio elétrico' que me deixou os couros a arder por quase uma semana e a proibição, sob pena de mais uma sova com o maldito fio, caso voltasse à Piscininha. Por que? Não havia nada demais, era só brincar na água e a Piscininha nunca encheu mais do que alcançar o meu pescoço. Nunca entendi o por quê.

Me tiraram o único brinquedo que tinha. Mas, nunca me esqueci da Piscininha. Assim que aprumei a espinha, voltava lá com muita frequência e ficava horas sentado, vendo o ir e vir da água, lembrando os tempos bons. Também, cismando e na esperança de que, como outrora, a Piscininha me enchesse de forças para encarar as dificuldades do hoje.

Agora, ela se foi e, como a minha infância, não voltará. Está tudo debaixo de sete palmos.

Acelino Pontes

Nota: A Piscininha era um reduto da Praia de Iracema (em Fortaleza), que foi tomada por quebra-mar de pedras, que deixava vazar parte da água do mar (na maré alta) e formava uma pequena lagoinha que a população chamava de Piscininha.

Envelhecer & Arco-Íris


Hoje, recebo o 'Deutsches Ärzteblatt', órgão oficial dos médicos alemães que me chega numa freqüência semanal. Dois títulos me chamaram a atenção: ‘Nobelpreis für Medizin’ (Prêmio Nobel de Medicina) e ‘Studie: Kindern gleichgeschlecht­licher Eltern geht es gut’ (Estudo: Filhos de pais do mesmo sexo vão bem). Vou logo aos finalmentes e me empenho em ler o conteúdo.

Do primeiro, na realidade se trata do envelhecer e do câncer, situações diversas que pensava antes estarem muito distantes uma da outra, já que o câncer vive de células novas e o envelhecer, de células velhas. Ledo engano: as duas estão muito ligadas entre si, possuem um denominador comum. Por isso, que 3 cientistas ganharam o Prêmio Nobel de Medicina 2009. São eles Elisabeth Blackburn (61, Austrália), Carol W. Greider (48, USA) e Jack W. Szostak (57, Inglaterra). Todos especialistas em cromossomos.

Só para lembrar: os cromossomos são corpúsculos (geralmente em forma de ‘X’) partícipes do núcleo da célula como detentor das informações sobre toda a arquitetura e funcionamento do corpo, através do DNA e gens.

Tinha aprendido que o envelhecimento estava relacionado com acúmulo de ‘lixo’ metabólico no interior das células. Mas, o trabalho desses cientistas me deu nova lição. Envelhecimento está intimamente ligado aos cromossomos. Eles descobriram que as pontas terminais dos cromossomos (telomeres) têm a capacidade de regular a divisão celular, mas, infelizmente, se compõem de apenas 15.000 moléculas-base de DNA e a cada divisão celular perdem de 25 a 200 dessas bases até perderem todas as 15.000 iniciais. Assim, com o passar do tempo, perdem a capacidade de induzir a divisão celular que, em não acontecendo, geram o envelhecimento.

Já no caso do câncer, a situação se inverte e esses telomeres permanecem hiperativos e produzem incessantemente a divisão celular, sem perder suas estruturas. Daí, o tumor não para de crescer. Coisas da natureza!

Facit: O telomere é o denominador comum entre envelhecimento e câncer. Quando o domarmos, não envelheceremos e nem morreremos de câncer. 

Já o segundo artigo traz uma informação curiosa que se liga ao ‘arco-íris’. Trata-se de um estudo financiado pela Secretaria de Saúde do Estado alemão da Baviera. Na Alemanha, há uma população estimada em 7.000 crianças vivendo com pais do mesmo sexo. Durante dois anos o estudo avaliou a situação de 852 crianças que vivem com (1.059) pais homossexuais.

A expectativa geral induzia que o dito estudo indicaria um enorme volume de transtornos de todo tipo em desfavor dessas crianças em relação a crianças com pais ‘normais’.

E qual foi o resultado? Pamem!

As crianças avaliadas pelo estudo não apresentaram qualquer diferença comportamental ‘negativa’ em relação às crianças que vivem com pais heterossexuais. E se apresentavam qualquer diferença, sempre em favor dessas crianças ditas de família ‘arco-íris’. Essas crianças apresentaram altos índices de tolerância e de auto-estima.

Facit: O preconceito é um péssimo termômetro.

Acelino Pontes

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