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domingo, 2 de novembro de 2014

O Nordeste separa ou não separa?




Teimosia é teimosia. Mas, preconceito é mais forte e ferrenho do que teimosia.

Não sei o por quê de tanto rancor contra o Nordeste. Mas, veja este vídeo:



Aqui, o Maurício Ricardo foi muito feliz em comparar a questão do 'Nordeste sai ou não sai' com a questão da separação matrimonial.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Lar Doce Lar



Casar constituir família e eu onde fico nisso tudo? Por que devo me casar? E as perguntas não ficam por aí, mas as respostas são parcas e não convencem. Está certo, que o amor aos e dos filhos é importante, mas não é tudo na vida, em especial, quando circunstâncias outras me 'empurraram' para o casamento.

Uns se casam por se dizerem apaixonados. Mas, o que é estar apaixonado? Já se diz até que se apaixonar é doença, e grave; pelo menos, já há filme afirmando isso. Outros dizem que casam porque a família ou a sociedade obriga, senão vão pensar que sejam gay. Ou ainda, que é assim que Deus determinou. Os mais abusados dizem que precisam de uma ‘doméstica’ ou precisam de alguém para lhe sustentar.

Certamente, cada um terá a sua desculpa, mas com certeza, a desculpa não servirá do nada, muito menos ainda para garantir um 'Lar doce Lar'. Isso é tão verdade, que até brinco com quem me anuncia seu casamento: - Bem, pelo visto, o casamento está marcado, mas quando será o divórcio?

A constituição de uma família é um passo sério e não pode se realizar dentro de um ambiente de impulsos. Pois, sem pais felizes, realizados e conscientes do que estão fazendo, a educação e o surgir dos filhos fica em frangalhos. Mas, não é o que vemos nos casamentos de hoje. Aos tempos dos gregos e dos romanos, casamento era tão somente um contrato social regrando o patrimônio, a situação social e a sucessão. Os prazeres, gregos e romanos buscavam em outras companhias.

Eu preciso saber porque devo casar e o quê almejo com o casamento. Pelo contrário, como vou saber se realizarei o meu intento, o meu desejo? Não posso tentar enganar a outrem, muito menos ainda a mim mesmo. Alguns entram numa aventura do enganar ou do deixar acontecer e depois findam profundamente decepcionados, pior ainda sozinhos, isolados no próprio casamento. Esse fica apagado, sem gosto; aquilo que dá prazer e alegria fica fora dele. 

Mas, será que não há casamento feliz, apenas tranquilo?

Não, sei! Por outro lado, pode-se e deve-se indagar: casamento precisa de amor? Tem gente que opta pelo sim. Mas, há muito casamento sem amor, só com tolerância e 'acordos'. Não devemos esquecer que o casamento não deixa de ser um simples contrato religioso ou cartorial, ou seja, eu faço um acordo com outra pessoa para vivermos juntos, com a possibilidade de formar uma comunidade chamada família. Há até casamento sem a obrigação de vida sexual ou íntima.

A expressão sexual no casamento parece-me ser o ponto chave (de grande tensão) na maioria dos casamentos. E muita gente casa não com alguém, mas com uma figura imaginária de filme ou de romances ou de qualquer um outro fruto do imaginário, desejando realizar um 'amor' idealizado na própria mente, que, em via de regra,  nunca consegue realizar. Se não consegue viver esse 'amor', então surge a infelicidade, a desilusão.

O sexo é carnal, animalesco. Ele não se deixa racionalizar ou enobrecer, muito menos ainda, se pode erguer a prática sexual a algo 'romântico' e fiel. Estamos tratando de um instinto movido por hormônios, que não sabem o que é fidelidade. Mas, se a fidelidade não está presente no casamento, o conjugue aguarda, pelo menos, uma assiduidade na vida sexual. Em contrário, vem a dúvida, pior ainda, o ciúme. Está iniciado o fim do casamento, pelo menos para um dos dois.

Só foram formuladas algumas pinceladas sobre o casamento. O assunto é por demais complexo e merece uma reflexão muito mais ampla. Assim, coloco a canção abaixo para lhe inspirar no realizar um questionamento pessoal sobre o assunto, na esperança de você postar a sua opinião como comentário.

Lar Doce Lar
Renato e Seus Blue Caps

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Quando eu lhe conheci
Você era boazinha
Só fazia o que eu queria
Era mesmo uma santinha

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Um ano depois, você
Veio a se transformar
Demorou mas conseguiu
Suas unhas me mostrar

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Não me deixava dormir
Nem mesmo ler meu jornal
Você dava esses tapinhas
Era muito natural

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Bem cedinho levantava
Correndo pra trabalhar
Quando o dia terminava
Não queria mais voltar

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Juro que se eu pudesse
Pôr alguém no seu lugar
Com uma fera eu casaria
Acho, iria melhorar

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar . . .”

Acelino Pontes

sábado, 9 de abril de 2011

Tragédia na Escola


Fonte: Internet.

Quem me diz o ‘porquê’ dessa tragédia na escola do Rio? É! Pergunta para lá de difícil. Mas, não vai faltar gente para responder e mais responder. Oferecem cada resposta bonita, que dá gosto de ouvir. E a solução? Essa está mais distante do que a Terra do planeta Júpiter.

Se eu refletir bem, visitar uma escola de hoje, comparar com a escola de ontem, posso não encontrar um ‘porquê’, mas certamente vou encontrar uma série de diferenças monstruosas entre o hoje e o ontem.

Primeiro, a escola era escola. Lugar onde eu aprendia, nem que fosse uma boa postura. Hoje, a escola é somente uma fábrica para produzir concludentes de cursos de nome esquisitos que os políticos sempre mudam; talvez na esperança de dar solução para os graves problemas da educação. Vez é exame de admissão, ginasial, científico, vez é ensino infantil, fundamental, do primeiro grau, do segundo grau. E, com essa tragédia, não vai tardar por mudarem nomes e nomenclaturas, com se isso solucionasse o grave problema. Em todo caso, hoje, escola não tem sabor e nem cores de escola.

Segundo, o tamanho. A escola de ontem era pequena do tamanho do alcance da minha restrita vista de gente pequena. Oferecia uma dimensão para mim e meu tamanho. Hoje, ela é enorme para caber tudo e todos.

Terceiro, eu ia para a escola porque queria estudar e todos que lá estavam também queriam estudar. Hoje, é um dever, obrigação. Vai para a escola todo mundo, queira ou não queira. A escola virou prisão de criança e adolescente. Se estou motivado vou, se não estou, sou obrigado a ir; até tem dinheiro para os pais obrigarem seus filhos a estarem na escola.

Quarto, eu aprendia e ficava orgulhoso do saber que acumulava durante os meses e anos. Tudo era ligado a decoreba, mas aprendia e muito. Estava sempre feliz por saber e mostrar o meu saber. Hoje, não se aprende, simplesmente se passa de ‘ano’.

Quinto, o professor era respeitado e ensinava com afinco. Se bom ou ruim na didática, conseguia angariar a confiança e o respeito dos seus pupilos. Hoje, o professor só fala de motivação e salário. E onde fica a vocação? Não sabe mais o que seja vocação. O professor tem apenas uma relação de emprego e não um compromisso com o magistério, com a mais nobre das profissões, com o repassar saber e experiência, com o ofício de mestre. Posso até dizer que antes surgia uma relação de amor mútuo entre mestre e alunos. Hoje, não raro reina o ódio nesse ambiente.


Sexto, o currículo era direcionado ao tempo disponível para o aprendizado. Daí se escolhia um pouco de cada disciplina, mas que não sobrecarregasse o aluno e nem o mestre. Hoje, é direcionado ao volume de conhecimento universal da humanidade e se entope o currículo com mil e uma coisas, geralmente desnecessárias ou sem qualquer relação com a realidade do aluno e seu meio. Se tá na Globo, tem que tá na escola. E tome conteúdo em sala de aula.

Sétimo, se via uma enorme camaradagem entre os alunos. Existia orgulho de ser membro de sua escola e todos estavam unidos. Com que honra e prazer vestia o uniforme da minha escola. Hoje, há gangs e mais gangs na mesma escola. E todos os conflitos externos são repassados para o ambiente escolar. Isso sem falar no tal mobbing (assédio psicológico) ou bullying (agressão social) que fabricam verdadeiras feras altamente selvagens ou malucos produtores de tragédias.

Oitavo, a gente nos fins de semana estava no cinema. Lá se via que o bem sempre vencia o mal. E os heróis eram os nossos modelos de comportamento. Hoje, a alunada mal sai da aula estão ante a tv para assistir os programas policiais, onde se ensina a cometer crimes e se valoriza fazer o mal. São as paradas que moldam comportamento.

Nono, pai era sempre pai; mãe nunca deixava de ser mãe. Hoje, ninguém sabe quem é pai ou é mãe. Há separações, divórcios; quando não, pai, mãe, filho ou irmão matando uns aos outros. A família fracassou, só restou uma instituição social ou jurídica.

Décimo, escola era uma instituição social, um bem da comunidade. Hoje, a escola é um setor econômico que vai pra lá de bem obrigado, produzindo fortunas, para os donos, naturalmente. E se o aluno é pobre, sua escola é um lixo social.

São dez diferenças, mas certamente você conhece bem mais do que essas. Indiscutivelmente, a causa dessa tragédia está no indivíduo, no maluco. Mas, não esqueça que a escola atual está produzindo, a cada dia, mais e mais malucos. E esses malucos não se dão a  conhecer; estão aí invisíveis em cada lugar, assistindo e vendo o que ocorreu em Realengo. Cismando para depois ‘fazer melhor’.

Em todo caso, urgentemente temos que tomar uma atitude. Educação tem que voltar a ser educação e não fabrica para produzir concludentes do não sei o quê, quando não, para produzir malucos.


Acelino Pontes

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