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| Fonte: Internet. |
Em Paris, reunem-se representantes dos EEUU, da Europa, da ONU e da Liga Árabe (até tu, Brutus?). Estão planejando a forma e as regras de como fazer parar o ditador líbio Muammar Gaddafi. O mais engraçado é que a ONU ‘deu luz verde’. Pensei que a ONU era para promover a paz e não para ‘dar luz verde’ para ataque bélico. Que coisa, hem? Até já me disseram para parar de pensar, mas ainda teimo em pensar . . .
. . . habemus papam, que papa que nada, habemus bellum, temos guerra.
Oficialmente, o encontro tem por finalidade executar a resolução da ONU em proteção do Povo Líbio. Mas, na realidade, é para decidir sobre ataques aéreos contra as tropas de Gaddafi. A França já está sobrevoando a região com seus poderosos aviões de caça; os norte-americanos posicionaram seus navios de guerra. As ofensivas contra Gaddafi já começaram; habemus papam, que papa que nada, habemus bellum, temos guerra.
Só se espera que os ataques aéreos das forças militares de Gaddafi contra o centro de resistência Bengasi cessem. Enquanto isso, mais gente morre em nome da política. Ou é em nome da fé? - Olhe, que tem um ‘livro verde’ na estória!
E o tal ‘livro verde’? É uma ‘carta política’ ou é uma espécie de ‘bíblia’?
– Isso, só Deus sabe. Portanto não dá para decifrar. Só sabemos que há um ‘livro verde’ na estória; se vê na tv mulheres e até crianças com um ‘livro verde’ em punho.
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Como se matava antigamente ‘em nome da fé’! Hoje, ainda se mata em nome da fé e da ideologia; por uma crença ou por uma opinião. Que sentido se pode encontrar em matar ou morrer por uma opinião ou por uma crença? Isso é uma coisa tão minha que não deveria interessar a ninguém.
Será que é?
- É sim, a fé e a opinião são minhas e ninguém me toma.
- Não! O que estou questionando é: ‘matar ou morrer por uma opinião ou por uma crença’.
Peraí, agora me tomo de dúvidas. Pensando bem, a coisa não é mais questão de fé, muito menos ainda de ideologia. A Rússia de hoje é mais selvagem no seu capitalismo do que os Estados Unidos; portanto não há mais aquela de ‘capitalista’ ou de ‘comunista’. É, realmente, não há nem fé e nem ideologia em jogo. É o povão escravizado por mais de 30 anos por ditaduras sanguinárias que está mostrando reação, dizendo não à ditadura.
Mas, por que a ONU e os grandões estão nesta de ‘proteger’ o povão da Líbia? Já se passaram mais de 30 anos ou até 40 anos que essa situação reina e ninguém mexeu uma palha para ‘proteger’ o Povo Líbio. Complicado, né?
- Não, não é nada complicado. Não é por lá que passa ou vem um mundo de petróleo e gás natural para suprir os grandões com energia?
Pronto, está tudo claro. O meu ‘mundo’ volta ao normal: os grandões não estão defendendo o bravo Povo da Líbia, mas estão defendendo, como sempre, seus próprios interesses, ‘suas’ fontes de energia, que por acaso estão na Líbia e no norte da África. O Povo da Líbia vai continuar indefeso, mas terá um governo ‘politicamente correto’.
Pelo menos, nesse caso da Líbia e dos outros países do norte da África se trata de levantes do povão oprimido e não de iniciativa de algum ‘serviço secreto’ ou grupos escusos defendendo interesses pra lá de ocultos.
Peraí, será que estou errado?
Se tiver, por favor, me avise. Detesto errar e ninguém me avisar.
Acelino Pontes


