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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Gordo com 45 anos, demente com 75

Fonte: Internet.
Segundo pesquisa realizada no Instituto Karolinska em Estocolmo (1), quem na meia-idade apresenta peso corporal elevado, com o avanço da idade tem muita possibilidade de adquirir demência. Nos gordos esse risco se eleva pelo fator 4.

Calculam os pesquisadores suecos: quem é gordo já aos 45 anos, corre severo risco de aos 75 anos adquirir um estado de demência.

Entretanto, os cientistas nórdicos conseguiram determinar que o risco de incidência do quadro de demência depende do período em que a pessoa esteve com peso corporal acima do normal.

O estudo de Estocolmo incluiu 8.500 gêmeos com idade superior a 65 anos e com uma idade média de 75 anos, Desses, 350 já apresentavam demência; de 114 gêmeos do estudo se tinha suspeita. Os gêmeos com o quadro de demência apresentaram aos 45 anos peso corporal bem acima do normal.

Uma questão importante nessa pesquisa: tanto o elevado peso corporal como fatores sócio-econômicos influenciam o risco de demência.

De tudo isso, se toma que manter um peso corporal próximo ao normal é uma boa e saudável atitude. O problema é manter esse propósito, já que a cada ano depois dos 40 menos se exercita e mais se come.

Em todo caso, o recado está dado. Siga quem [ainda] tiver juízo.

terça-feira, 8 de março de 2011

Uretra de tubo de ensaio

Fonte: Internet.



Pela primeira vez na história, cientistas norte-americanos do Institute for Regenerative Medicine, da Wake Forest University Baptist Medical Center conseguem reconstruir a uretra de 5 jovens com tecido humano desenvolvido em laboratório. 

Em tempo recorde, os cientistas conseguiram desenvolver os tecidos da uretra a partir de células dos próprios pacientes. A reconstrução cirúrgica convencional resultaria em cicatrizes que comprometeriam a função do órgão.

Os jovens pacientes vieram do México e tinham entre 10 e 14 anos de idade. Todos vítimas de acidentes automobilísticos (3) ou outros traumatismos da região pélvica (2) que atingiram severamente a uretra.

As células iniciais foram obtidas da bexiga de cada paciente. Dessas foram isoladas todas as células e tecidos necessários para a reconstrução da uretra. Após 3 a 6 semanas já se tinha produzido material orgânico em quantidade suficiente para o complicado trabalho cirúrgico de reconstrução. 

As cirurgias foram realizadas entre março de 2004 e julho de 2007. Na avaliação final, após mais de 5 anos, os médicos constataram que em nenhum dos jovens pacientes ocorreu a formação de qualquer tipo de cicatriz no canal uretral, embora o controle demonstrasse, já após 3 meses de realizados os transplantes, que cada um dos pacientes apresentava uma uretra totalmente normal e sem sinais da cirurgia.

Facit: em breve nada de sequelas por traumas, no laboratório se desenvolverá a reconstrução dos órgãos afetados.


Notícia boa. Mas quando começarem a construir o homem inteiro?

Acelino Pontes


Fonte: Wake Forest University Baptist Medical Center

Cirurgia no antigo Tibet

Ilustração de 83 instrumentos cirúrgicos do Século 17.
                                  Foto: Holm Triesch.

A milenar medicina tibetana é conhecida pela terapia com ervas medicinais, bem como pelo diagnóstico de pulso e de urina.

Mas, a cirurgia era o último recurso utilizado. E nada de esterilização, o que naturalmente resultava em infecções.

Vale aqui refletir: eles faziam cirurgia sem esterilização, tinham infecções; hoje temos esterilização e todo um sistema para evitar bactérias nas salas de cirurgia, temos infecções.

Facit: não se pode evitar infecções nas cirurgias ou o foco do combate às infecções não é a esterilização?

Acelino Pontes

domingo, 6 de março de 2011

Envelhecer & Arco-Íris


Hoje, recebo o 'Deutsches Ärzteblatt', órgão oficial dos médicos alemães que me chega numa freqüência semanal. Dois títulos me chamaram a atenção: ‘Nobelpreis für Medizin’ (Prêmio Nobel de Medicina) e ‘Studie: Kindern gleichgeschlecht­licher Eltern geht es gut’ (Estudo: Filhos de pais do mesmo sexo vão bem). Vou logo aos finalmentes e me empenho em ler o conteúdo.

Do primeiro, na realidade se trata do envelhecer e do câncer, situações diversas que pensava antes estarem muito distantes uma da outra, já que o câncer vive de células novas e o envelhecer, de células velhas. Ledo engano: as duas estão muito ligadas entre si, possuem um denominador comum. Por isso, que 3 cientistas ganharam o Prêmio Nobel de Medicina 2009. São eles Elisabeth Blackburn (61, Austrália), Carol W. Greider (48, USA) e Jack W. Szostak (57, Inglaterra). Todos especialistas em cromossomos.

Só para lembrar: os cromossomos são corpúsculos (geralmente em forma de ‘X’) partícipes do núcleo da célula como detentor das informações sobre toda a arquitetura e funcionamento do corpo, através do DNA e gens.

Tinha aprendido que o envelhecimento estava relacionado com acúmulo de ‘lixo’ metabólico no interior das células. Mas, o trabalho desses cientistas me deu nova lição. Envelhecimento está intimamente ligado aos cromossomos. Eles descobriram que as pontas terminais dos cromossomos (telomeres) têm a capacidade de regular a divisão celular, mas, infelizmente, se compõem de apenas 15.000 moléculas-base de DNA e a cada divisão celular perdem de 25 a 200 dessas bases até perderem todas as 15.000 iniciais. Assim, com o passar do tempo, perdem a capacidade de induzir a divisão celular que, em não acontecendo, geram o envelhecimento.

Já no caso do câncer, a situação se inverte e esses telomeres permanecem hiperativos e produzem incessantemente a divisão celular, sem perder suas estruturas. Daí, o tumor não para de crescer. Coisas da natureza!

Facit: O telomere é o denominador comum entre envelhecimento e câncer. Quando o domarmos, não envelheceremos e nem morreremos de câncer. 

Já o segundo artigo traz uma informação curiosa que se liga ao ‘arco-íris’. Trata-se de um estudo financiado pela Secretaria de Saúde do Estado alemão da Baviera. Na Alemanha, há uma população estimada em 7.000 crianças vivendo com pais do mesmo sexo. Durante dois anos o estudo avaliou a situação de 852 crianças que vivem com (1.059) pais homossexuais.

A expectativa geral induzia que o dito estudo indicaria um enorme volume de transtornos de todo tipo em desfavor dessas crianças em relação a crianças com pais ‘normais’.

E qual foi o resultado? Pamem!

As crianças avaliadas pelo estudo não apresentaram qualquer diferença comportamental ‘negativa’ em relação às crianças que vivem com pais heterossexuais. E se apresentavam qualquer diferença, sempre em favor dessas crianças ditas de família ‘arco-íris’. Essas crianças apresentaram altos índices de tolerância e de auto-estima.

Facit: O preconceito é um péssimo termômetro.

Acelino Pontes

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