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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Eleições: Lucro de 850% e quem paga é você.




Fonte: Internet.


Você já imaginou investir R$ 1.000,00 e receber, só de lucro, R$ 8.500,00? Ficando en­tão, com R$ 9.500,00 de patrimônio líquido, sem mover uma peninha de andorinha. É melhor do que ganhar na Mega Sena. Por isso, todo empreiteiro e banqueiro adoram inves­tir em candidatos no período eleitoral. Lucro certo e sem qualquer tipo de custo, a nível de centenas de bilhões de reais. E esse cál­culo 850% tem sólido fundamento científico, posto que foi fruto de uma pesquisa realizada, em 2011, pelo reno­mado The Kellogg Institute (Instituto Kellogg para estudos inter­nacionais) da Universidade de Notre Dame, no estado de Indiana/Estados Unidos.

sábado, 17 de março de 2012

Chantagem




Sabe que está me batendo um medo danado? Já passei por isso entre 1964-1968. E findei por sendo obrigado a deixar o Brasil, só porque falava algumas verdades e protestava contra uma situação, que o Brasil não merecia: a ditadura. Novamente, as coisas, no Brasil, não andam nada bem.

Estava até indo bem. O Lula foi eleito, mudou os rumos do país. Já somos uma das maiores economia do mundo, a sétima. Não deveríamos ter medo de nada. Só que, a corrupção e os políticos não deixam a gente crescer e resolver os nossos problemas sociais.

Aí vem a Dilma, mulher 'chefona' e que não gosta nada de corrupção. Só que, para governar, vai ter que compactuar com os corruptos no Congresso Nacional. E esses corruptos têm forças e mais forças; que o diga o ex-presidente Fernando Collor de Melo, de 'decaída' memória.

Anteriormente, para não ter problemas, o Lula escancarou os cofres públicos para os corruptos, conseguindo então aprovar tudo o que era necessário para o país crescer. Mas, será que essa é a solução? Só podemos 'ir pra frente' se os corruptos forem saciados nas suas ganâncias bilionárias?

Isso, me lembra os tempos da máfia nos Estados Unidos, como também a situação da população de favelas dominadas pelo tráfico de drogas: ou paga ou não pode viver. Isso é o absurdo dos absurdos.

E está pior ainda. Não tem como mudar, pois o povo manda tanto corrupto para o Congresso Nacional, que não tem jeito de derrubá-los. Eles não só fazem as leis para os proteger, como aprovam os juízes, que os deveriam julgar pelos crimes cometidos. Parece-me, que estamos reféns desses bandidos.

Para completar, agora estão chantageando a Dilma, que tenta a todo custo trancar e proteger os cofres públicos. Dessa forma, está valendo para a Dilma o famoso 'ou dá ou desce'. Se a Dilma não escancarar os cofres públicos à corrupção, eles não a deixam governar. Quem sabe, até vão derrubá-la …



Para completar, lá vem os militares. Novamente, os militares metendo a colher onde não devem: na política. Insubordinação crescente contra a autoridade da presidente da República. Pensei, que os militares tinham aprendido a lição. Não aprenderam. Tomara, que desta feita não venham a pagar caro, como pagaram os da Argentina, os do Chile e só para citar os exemplos da 'casa'. Na África e na Ásia, a coisa é diferente. Pessoalmente, sempre pensei, que os militares, em tempo de paz, deveriam estar na batalha contra a miséria e a injustiça social (até fizeram isso recentemente no Haiti). Pelos menos, prestariam um trabalho de grande valor para a Nação, ao invés de se prepararem para uma guerra que nunca chega e se chega não é guerra nossa.

Assim, além dos corruptos, temos agora os militares chantageando a Presidente. E, como não poderia deixar de ser, corruptos e militares se tornaram 'aliados' nessa estória. Uns se utilizam dos outros para aumentarem a pressão da chantagem.

Só penso agora na situação de os corruptos junto com os militares derrubarem a Dilma. Vai ficar coisa parecida com o que acontece agora na Síria e já aconteceu no Iraque, no Líbano, no Egito. Brasileiro lutando contra brasileiro à exaustão, até não terem mais forças. O resto do mundo 'negociando' a paz. Depois de anos, quando brasileiros das duas partes não tiverem mais forças, o país como 107ª economia do mundo, então vêm os Estados Unidos, China e a Rússia e dividem entre si as nossas riquezas naturais.

E isso não é utopia, não. Todas as grandes economias do mundo, em especial Estados Unidos, Rússia e China estão extremamente preocupados e irritados com a força econômica do Brasil no mercado internacional. E isso já é motivo suficiente para fomentar uma 'briguinha' genocida entre os brasileiros.

Está na hora do povo ir às ruas lutar por 'pra frente Dilma', 'corruptos pra cadeia' e 'militares, combatam a miséria'. Só assim, esse País consegue domar seus problemas sociais e econômicos.

Acelino Pontes

domingo, 6 de março de 2011

A Intriga


Fonte: Internet.


O método mais antigo e usado na política é a intriga. Infelizmente esta virose tem afetado em muito o relacionamento entre lideranças. Os dicionaristas definem a intriga como ação de mexerico, cilada ou de traição, mas popularmente conhecida como fofoca.

A anatomia da intriga revela três elementos básicos: o intrigante, o intriguista e o intrigado. O Intrigante é geralmente pessoa de nível intelectual extremamente baixo, descontente com seus próprios feitos e realizações e que, por sentimento de inveja e de até ódio, procura prejudicar àqueles que têm a coragem de produzir e realizar em benefício da comunidade. O intriguista (veículo de divulgação e propagador) tem como característica principal uma frágil personalidade, permitindo facilmente sua manipulação pelo intrigante; outra premissa é a sua marcante incapacidade ou impossibilidade de avaliar a verossimidade das informações recebidas. O intriguista e intrigante jamais procuram a verdade dos fatos. O intrigado tem obrigatoriamente como qualidades natas a inteligência e o impulso de realizar, construir e criar, qualidades estas, que incomodam.

Na sua formação, a intriga requer uma estória com fatos contrários ao ideal e, principalmente, à realidade (ex.: o padre visita regularmente uma amante). No segundo momento requer, que ao ser repassada a estória, o intriguista esteja intelectualmente incapacitado, fisica- ou ideologicamente impossibilitado de captar a verdade nos fatos. No exemplo apresentado, dificilmente os paroquianos indagar-se-iam com o pároco sobre um seu possível relacionamento amoroso. É importante ressaltar, que a malha da intriga, jamais repassa a estória a alguém do conhecimento ou da amizade do intrigado, sob pena de a intriga ser esclarecida e perder assim seu efeito social, econômico e político. Há quem discuta também o efeito da intriga sobre o poder, mas existe: se ela não intenta em ganho de poder para o intrigante, implica em perda de poder para o intrigado.

Existe um comprometimento decisivo do intriguista na propagação da intriga. Ele desconfia da falsidade da estória e evita repassá-la para os íntimos do intrigado; no íntimo, deseja que ela prospere como se isto apagasse seus infortúnios pessoais. Portanto, consciente ou não, há sempre uma co-responsabilidade por parte dos intriguistas, até porque não possuem a habilidade nem mesmo de criar as suas próprias estórias e tentam embebedar-se dos efeitos da astúcia da obra alheia.

A intriga é, em essência, uma mentira estruturada. Kant definiu-a “como uma declaração intencionalmente não verdadeira feita a outro homem“ e que “prejudica sempre uma outra pessoa, mesmo quando não um outro homem determinado e sim a humanidade em geral, ao inutilizar a fonte do direito.”

Kant[1] é muito feliz ao expor as máximas sofísticas da mentira estruturada, embora que, os seus autores “sem dúvida não as exprimam em voz alta”:

1.     “Fac et excusa. Apodera-te da ocasião favorável para te apossares de teu próprio poder. A justificação será exposta com muito mais facilidade e elegância, depois do fato” consumado, quando se tem tempo suficiente para dissimular a violenta posse da situação. Além do que, o se antecipar pela violência é bem mais fácil e sem necessidade de refletir ou de procurar motivos válidos e convincentes, tampouco se precisa vencer objeções dos que defendem o Direito. “Esta própria ousadia dá uma certa aparência de convicção interior à legitimidade do fato, e o deus bonus eventus é em seguida o melhor advogado.”
2.     “Si fecisti, nega. Os delitos que tu mesmo cometeste, por exemplo, os que levaram teu povo ao desespero e à revolta, nega-os, declarando não teres a culpa deles; afirma, ao contrário, que a culpa é do humor desobediente dos súditos, ou também, se te apoderas de um povo vizinho, a culpa é da natureza do homem, que, quando não se antecipa ao outro em violência, pode contar seguramente que este segundo se antecipará e se apoderará dele.”
3.     “Divide et impera. Isto é: se existem em teu povo certos chefes privilegiados, que unicamente te escolheram como seu chefe supremo (primus inter pares), desune-os um depois do outro e introduz a discórdia entre eles e teu povo; fica então ao lado do último, sob o pretexto mentiroso de maior liberdade, e assim tudo dependerá de tua vontade absoluta.”

E a conclusão de Kant em 1781: “Estas máximas políticas não enganarão a ninguém, pois são todas já universalmente conhecidas.” Mas a realidade é outra: estas máximas foram ao longo dos tempos estruturando a intriga, que também vem dizimando não só o Estado, como também a sociedade emergente, pela fragilidade da sua estrutura funcional.

A violência mais brutal na intriga é quando da revelação pública de seu enredo, por sequer envergonhar os intrigantes e intriguistas, mas tão somente o seu insucesso. E o maior absurdo é, como relata Kant, que “lhes resta sempre a honra política, sobre a qual podem contar com segurança, isto é, a honra do aumento de seu poderio, seja qual for o meio pelo qual o tenham conquistado.”

Enquanto o cidadão estiver em busca da verdade (por mais enveredada que estiver) estará sempre imune à intriga, mas enquanto colher as informações sob emoção, estará passível a ser manipulado como agente ativo da mentira estruturada, da intriga.

Acelino Pontes


[1]  Weischedel, Wilhelm: Immanuel Kant, Werke in sechs Bänder, Wissenschaftliche Buchgesellschaft, Darmstadt, 1956-1964

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