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domingo, 24 de abril de 2011

O Homem


Fonte: Intermet.

Muito se fala sobre o Cristo. São bilhões de seguidores e milhões de instituições religiosas que se preocupam com a figura e a palavra de Cristo. Não raro, com uma visão ou revelação diferente colidindo frontalmente com a história contada e vivida nos evangelhos. Pena que ele próprio nada escreveu.

Estranha a impressão que daí resulta: muito pouco desses seguidores logrou captar a real figura de Cristo, muito menos ainda entendeu a sua mensagem. E essa impressão se fortalece quando se lê ou se ouve a letra dessa canção com uma boa dose de espírito crítico:



O Homem

Um certo dia um homem esteve aqui
Tinha o olhar mais belo que já existiu
Tinha no cantar uma oração.
E no falar a mais linda canção que já se ouviu.

Sua voz falava só de amor
Todo gesto seu era de amor
E paz, Ele trazia no coração.

Ele pelos campos caminhou
Subiu as montanhas e falou do amor maior.
Fez a luz brilhar na escuridão
O sol nascer em cada coração que compreendeu

Que além da vida que se tem
Existe uma outra vida além e assim...
O renascer, morrer não é o fim.

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Eu sei que Ele um dia vai voltar
E nos mesmos campos procurar o que plantou.
E colher o que de bom nasceu
Chorar pela semente que morreu sem florescer.

Mas ainda há tempo de plantar
Fazer dentro de si a flor do bem crescer
Pra Lhe entregar
Quando Ele aqui chegar

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Tudo que aqui Ele deixou
Não passou e vai sempre existir
Flores nos lugares que pisou
E o caminho certo pra seguir

Letra: Emmanuel (psicografado por Chico Xavier)
Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos

Resta a dúvida: Quem consegue melhor compreender a mensagem desse Homem?  Seus seguidores ou os compositores dessa canção? Contudo, certamente se tem a segurança de que, se Ele foi o que a letra pretende revelar e em seus bilhões de seguidores assim praticando e seguindo seus caminhos, tudo isso nos levaria ao bem viver tão almejado por todos nós.

Acelino Pontes

sábado, 9 de abril de 2011

Tragédia na Escola


Fonte: Internet.

Quem me diz o ‘porquê’ dessa tragédia na escola do Rio? É! Pergunta para lá de difícil. Mas, não vai faltar gente para responder e mais responder. Oferecem cada resposta bonita, que dá gosto de ouvir. E a solução? Essa está mais distante do que a Terra do planeta Júpiter.

Se eu refletir bem, visitar uma escola de hoje, comparar com a escola de ontem, posso não encontrar um ‘porquê’, mas certamente vou encontrar uma série de diferenças monstruosas entre o hoje e o ontem.

Primeiro, a escola era escola. Lugar onde eu aprendia, nem que fosse uma boa postura. Hoje, a escola é somente uma fábrica para produzir concludentes de cursos de nome esquisitos que os políticos sempre mudam; talvez na esperança de dar solução para os graves problemas da educação. Vez é exame de admissão, ginasial, científico, vez é ensino infantil, fundamental, do primeiro grau, do segundo grau. E, com essa tragédia, não vai tardar por mudarem nomes e nomenclaturas, com se isso solucionasse o grave problema. Em todo caso, hoje, escola não tem sabor e nem cores de escola.

Segundo, o tamanho. A escola de ontem era pequena do tamanho do alcance da minha restrita vista de gente pequena. Oferecia uma dimensão para mim e meu tamanho. Hoje, ela é enorme para caber tudo e todos.

Terceiro, eu ia para a escola porque queria estudar e todos que lá estavam também queriam estudar. Hoje, é um dever, obrigação. Vai para a escola todo mundo, queira ou não queira. A escola virou prisão de criança e adolescente. Se estou motivado vou, se não estou, sou obrigado a ir; até tem dinheiro para os pais obrigarem seus filhos a estarem na escola.

Quarto, eu aprendia e ficava orgulhoso do saber que acumulava durante os meses e anos. Tudo era ligado a decoreba, mas aprendia e muito. Estava sempre feliz por saber e mostrar o meu saber. Hoje, não se aprende, simplesmente se passa de ‘ano’.

Quinto, o professor era respeitado e ensinava com afinco. Se bom ou ruim na didática, conseguia angariar a confiança e o respeito dos seus pupilos. Hoje, o professor só fala de motivação e salário. E onde fica a vocação? Não sabe mais o que seja vocação. O professor tem apenas uma relação de emprego e não um compromisso com o magistério, com a mais nobre das profissões, com o repassar saber e experiência, com o ofício de mestre. Posso até dizer que antes surgia uma relação de amor mútuo entre mestre e alunos. Hoje, não raro reina o ódio nesse ambiente.


Sexto, o currículo era direcionado ao tempo disponível para o aprendizado. Daí se escolhia um pouco de cada disciplina, mas que não sobrecarregasse o aluno e nem o mestre. Hoje, é direcionado ao volume de conhecimento universal da humanidade e se entope o currículo com mil e uma coisas, geralmente desnecessárias ou sem qualquer relação com a realidade do aluno e seu meio. Se tá na Globo, tem que tá na escola. E tome conteúdo em sala de aula.

Sétimo, se via uma enorme camaradagem entre os alunos. Existia orgulho de ser membro de sua escola e todos estavam unidos. Com que honra e prazer vestia o uniforme da minha escola. Hoje, há gangs e mais gangs na mesma escola. E todos os conflitos externos são repassados para o ambiente escolar. Isso sem falar no tal mobbing (assédio psicológico) ou bullying (agressão social) que fabricam verdadeiras feras altamente selvagens ou malucos produtores de tragédias.

Oitavo, a gente nos fins de semana estava no cinema. Lá se via que o bem sempre vencia o mal. E os heróis eram os nossos modelos de comportamento. Hoje, a alunada mal sai da aula estão ante a tv para assistir os programas policiais, onde se ensina a cometer crimes e se valoriza fazer o mal. São as paradas que moldam comportamento.

Nono, pai era sempre pai; mãe nunca deixava de ser mãe. Hoje, ninguém sabe quem é pai ou é mãe. Há separações, divórcios; quando não, pai, mãe, filho ou irmão matando uns aos outros. A família fracassou, só restou uma instituição social ou jurídica.

Décimo, escola era uma instituição social, um bem da comunidade. Hoje, a escola é um setor econômico que vai pra lá de bem obrigado, produzindo fortunas, para os donos, naturalmente. E se o aluno é pobre, sua escola é um lixo social.

São dez diferenças, mas certamente você conhece bem mais do que essas. Indiscutivelmente, a causa dessa tragédia está no indivíduo, no maluco. Mas, não esqueça que a escola atual está produzindo, a cada dia, mais e mais malucos. E esses malucos não se dão a  conhecer; estão aí invisíveis em cada lugar, assistindo e vendo o que ocorreu em Realengo. Cismando para depois ‘fazer melhor’.

Em todo caso, urgentemente temos que tomar uma atitude. Educação tem que voltar a ser educação e não fabrica para produzir concludentes do não sei o quê, quando não, para produzir malucos.


Acelino Pontes

domingo, 3 de abril de 2011

Para onde vai o seu dinheiro?

Fonte: Internet.

O que você paga de imposto, você nunca sabe. Se morasse noutro país, como por exemplo, na Alemanha, saberia. Lá, se o cidadão compra um bombom, vem na nota do caixa o quanto custa o bombom, o quanto você pagou de imposto e o total da compra. Assim, a pessoa está sempre tomando conhecimento da carga de impostos.

A cada ano, o Brasil arrecada mais de um trilhão de reais; o ano passado já foi 1,2 trilhões. Seria algo em torno de 2 bilhões de salários mínimo. É um montão de salários mínimo para ninguém por defeito. E tudo isso quem paga é você, pois rico não paga imposto.

De milhões, bilhões e trilhões já estamos fartos de ouvir. Mas, o que interessa é saber para onde vai o meu, o seu dinheiro.

Primeiro, precisamos saber que todo o dinheiro do Brasil é regrado pelo Orçamento da União. Este ano está previsto arrecadar mais de 2 trilhões de reais. Desse total, boa parte vai para pagar juros (bancos) e para a manutenção do Estado (pessoal, despesas administrativas, etc.). As cotas perigosas são as de investimento, como, por exemplo, as do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Nos investimentos, o dinheiro vai quase todo para o ralo, quero dizer para o bolso de empreiteiras e de políticos. E esse ano está previsto para os programas do Governo quase 2 trilhões de reais. Por isso, político adora propostas de investimento, pois podem abocanhar no mínimo 50% desse valor. E você é quem paga, naturalmente sem protestar.

O que acontece?

Desse valor (repito, 2 trilhões de reais ) os políticos e empreiteiros tiram bem mais do que 50-60% (mais de um trilhão de reais), mesmo sem o valor orçamentário aumentar. Mas, como tiram quase tudo, só resta muito pouco para construir. Daí os programas não saírem do papel ou pouquíssimas obras serem construidas.

Para entender melhor, vamos a um exemplo. Vamos supor que o Governo vai construir uma ponte na cidade Estaéminha. A ponte custa 100 mil. Então é preciso fazer uma tomada de preços (=licitação) para saber quem constrói a ponte pelo menor preço (me engana que eu gosto). Assim, determina a lei.

Por incrível que pareça, em todos os municípios e estados brasileiros há sempre um ‘dono do pedaço’ para construções de pontes. Ou é um deputado, ou é um prefeito, ou é um grupo deles. Esse ‘dono do pedaço’ na cidade Estaéminha, em regra, cuida da liberação da verba e também, por debaixo dos panos, cuida da tomada de preços/licitação. E a licitação sai do jeito que ele quer e bem ao gosto dos seus ‘amigos’.

Saindo a licitação, os ‘amigos’ do ‘dono do pedaço’ enviam as suas propostas: uma empresa laranja faz uma proposta de construir a ponte por 500 mil reais; uma outra laranja coloca 499 mil reais como proposta; já a empresa dos ‘amigos’ coloca uma proposta de 498 mil reais. Eu dou um doce se você adivinhar quem vai ganhar essa licitação.

Ora, se a ponte custa normalmente 100 mil reais e a empresa com menor custo é a dos ‘amigos’, que propôs 498 reais para construir a ponte, então há um lucro de 398 mil reais.  Esse lucro vai para o ‘dono do pedaço’ e outros políticos, o que eles chamam de ‘financiamento de campanha’. E tem mais, na realidade a construtora nunca gasta os 100 mil reais, pois sempre se utiliza de material de baixíssima qualidade para diminuir consideravelmente os custos.

E você pensa que parou por aí? Ledo engano. Há sempre um ‘probleminha’ que faz a obra parar. E quando retoma a construção, vem novo projeto, novos custos e o que inicialmente custaria 498 mil reais passa para 600 mil e pode até chegar a 1 milhão ou mais. Quem diria, uma obra de 100 mil finda custando mais de 1 milhão aos cofres públicos? Só no Brasil! Você não fiscaliza . . .

Por isso, quando você avistar uma obra parada, pense: o ‘dono do pedaço’ e seus ‘amigos’ estão captando recursos para o ‘financiamento de campanha’, quero dizer, para suas contas em paraísos fiscais.

E como só tem 2 trilhões para gastar com obras, você já pode imaginar quantas obras poderão ser construídas com esse dinheirão todo, pois cada obra custa ao governo de 20 a 30 vezes mais do que custaria se você fosse construir ou se você fiscalizasse as obras no seu município. Há obras que ficam impagáveis. São justamente aquelas obras que há mais de 10 anos estão paradas e que já enriqueceu vários ‘donos do pedaço’ e suas respectivas famílias.

Tem solução para isso?

Tem, e várias soluções. Nas próximas eleições, pense nos candidatos que estão gastando os tubos de dinheiro (tudo fruto do ‘financiamento de campanha’) e não vote neles. Depois, se encontrar uma obra parada, procure o Ministério Público, mas antes fotografe tudo o que você encontrar de estranho. Comece a fiscalizar todas as obras públicas do seu município, principalmente as paradas.

E não esqueça, procure encontrar quem é o ‘dono do pedaço’ e os seus ‘amigos’ no seu município. Geralmente, há um para cada setor: construção de pontes, terceirização, educação, saúde, etc. Isso já é um grande avanço. Assim, pelo menos se sabe quem ganha em você não ter o que deveria.

Se você não conseguir para de vez com essa vergonha, pelo menos vai dificultar e muito o 'trabalho' deles.

Acelino Pontes

domingo, 27 de março de 2011

Partido Verde ganha na Alemanha

Fonte: Internet.

O grito de vitória da juventude alemã ecoa em toda a nação. No Estado mais conservador da República teuta, Baden-Würtemberg (capital Stuttgart), comemora a juventude ‘verde’ o sucesso nas eleições estaduais.

O incrível aconteceu. A população, antes fiel seguidora tradicional do partido direitista CDU (democrata-cristão), amedrontada com o caos nuclear no Japão e com a rapidez do desenvolvimento tecnológico no Estado - com predominantes  características agrícola e de pequenas empresas - preferiu partir para um porto seguro, o ‘verde’.

Com esse resultado, a Alemanha terá o seu primeiro governador ‘verde’. Vejam a alegria do futuro governador, logo após a proclamação dos resultados:


O Brasil, recentemente, cogitou uma presidente ‘verde’. Ainda não tinha o Japão e nem a candidata tinha votos, muito menos ainda o povo estava de ‘verde’. Mas, não devemos esquecer que as crises energéticas (renováveis), a poluição e o aquecimento global certamente nos levarão a pensar novamente na opção nuclear. A água também está em crise. E sem água, nada de energia limpa.

E essa é a grande questão ‘verde’ no Brasil? Certamente, não. O nosso verde é a Amazônia. Estamos perdendo o nosso verde, porquanto temos que deixar ganhar o ‘verde’, antes que o verde desapareça de todo.

Oxalá, a nossa juventude ouça o grito de Stuttgart, antes que percamos todo o nosso verde. A de lá fez seu trabalho, resta a nossa agir.

Acelino Pontes

terça-feira, 22 de março de 2011

Custo Brasil: mais da metade da minha renda

Fonte: Internet.


O que o brasileiro gasta com seus políticos é simplesmente
a s s o m b r o s o.  Milhões e milhões ao ano, por cada parlamentar. 

Como estamos tão acostumados e acalmados com esses números milionários, eles não mais nos tocam. São apenas números que fazem parte da paisagem do cotidiano do brasileiro. Unzinho dessa milhionada quem não gostaria de ganhar uma só vez na vida?

De número, eu só me preocupo com as minhas contas. Quanto era mesmo que eu pagava de luz há uns 5 anos atrás? Se não me falha a memória, gastava uns 60 reais. Mas, hoje não sai por menos de 100. Meu Deus, é um aumento de quase 50%. E de supermercado? Para umas comprinhas, com uns 20 reais me saia bem; hoje, se não levar 50 reais, não consigo nem mesmo umas comprinhas. E olhe lá. Inacreditável, bem mais de 50%.

Mas, isso é inflação?


Certamente, está dentro desse aumento. Mas, é insignificante no total; o que realmente pesa é o custo Brasil’. Nós somos o povo em todo o mundo, que mais paga impostos, telefone, celular, juros e muitas outras coisas. Por que isso? Porque não nos interessamos por esses agigantados gastos indevidos. Simplesmente pagamos. Deus há de nos proteger das infelicidades e danos por não pagarmos todas as contas ao fim do mês. Bem mais da metade do meu, do seu ganho vai para o ralo, para o custo Brasil. E nós permanecemos calados, quietos, porque isso é coisa de política, coisa chata. Isola, quero é distância.

Um dos maiores custos é com os parlamentares. A cada minuto que passa, o brasileiro paga R$ 11.545,00 para que eles trabalhem. Eu estou falando a cada minuto. E ainda, um senador custa 33 milhões de reais a cada ano, um deputado 6,6 milhões. Sem falar nos parlamentares estaduais e municipais.

Veja esse vídeo com mais detalhes, que certamente vão lhe fazer fever de indignação e revolta:


E tem solução? Certamente, tem solução. Veja como a Suécia trata os seus parlamentares:


E agora? O que você acha que devemos fazer? Não dá mais para esperar, menos ainda para justificar, mesmo com o famoso dito não posso fazer nada contra. Se você não fizer nada, com certeza, eles vão aprontar e as suas contas vão continuar aumentando, pois quem paga tudo isso não é o Estado, é você, sim senhor, com o dinheiro que deveria se prestar para honrar os seus compromissos.

Para o povo suéco política também é coisa chata, mas nem por isso, eles deixam que os políticos decidam o quanto eles devem custar. Nisso participa cada suéco, justo quem vai pagar a conta.

Acelino Pontes

domingo, 20 de março de 2011

Quem é Dilma?


Fonte: Internet.

Hoje, vendo estampado nos jornais a foto de Dilma com Obama encontro-me com a dúvida: Quem é Dilma?

Confesso que aguardava um vestido mais ‘executivo’ nesse importante encontro entre os dois chefes-de-estado. Em especial, porque os papéis se inverteram: não foi ela a Washington, mas veio ele ao Brasil, por primeiro. Talvez, um vestido ‘executivo’ mostraria postura do igual para o igual.

Surpreendeu-me a feminilidade do vestido vermelho e do xale; charme europeu. Ah, esse vermelho! Não seria politicamente mais correto um azul ou até o verde da esperança? Mas, um amarelo ainda cairia bem, já que ele usava azul marinho.

Realmente, em volta de Dilma borbulham vários conflitos:

Presidente ou Presidenta?

A primeira questão está relacionada com o ‘e’ e com o ‘a’. Será que ela é Presidente ou é Presidenta? Ela tenta imprimir ao país o cargo de Presidenta. Não sei se vai pegar. Acho uma tentativa ingênua, não próxima da estatura de mulher que mostrou possuir.

A imprensa e o povo em geral parece-me preferirem ‘a Presidente’. Mas, pouco importa se com ‘e’ ou com ‘a’, não serão essas letras que produzirão a resposta colocada ao topo.

Executiva ou Mulher?

Com certeza, ao agir revela Dilma ser mais a executiva do que a fêmea. Em todos os cargos e funções porque passou demonstrou apego aos resultados e a pouco papo. E isso é bom para o Brasil, que mais não suporta tanta politicagem e papo-furado conduzindo a nação.

Na elaboração de omelete em recente programa de TV, ela demonstrou pouca afinidade com cozidos e assados. Primeiro, pelo vestido de executiva que usava; segundo pela escolha do ‘prato’, que é tipicamente de pessoas sem jeito para a panela e o fogão.



Extensão de Lula?

E onde fica o Lula nisso tudo? Todos aguardavam o poderoso ‘ex’ espreitando em tudo e em todas, até nos detalhes. Mas, o Lula simplesmente desapareceu de cena. Ela realmente comanda o continente Brasil; sozinha, nem mesmo marido de perto. [Ou será que êle está tão escondidinho no Palácio, que ninguém vê?]

Mas, bem pensando, alguém poderia imaginar o Lula no comando de alguma coisa que não seja de uma boa salada política ou de uma luta qualquer? Não me sai da mente a suposição de que ela esteve no comando do país durante todo o seu longo e rendoso tempo de Casa Civil. Ninguém me convence. Se houve sucesso, e houve, certamente não foi por culpa do Lula.

Durona ou caseira?

Com certeza não seria a Dilma uma figura caseira, mais dedicada aos chamados afazeres da mulher. Não encontro muito vestígio disso na sua marcante personalidade.

Mas também não vejo no seu agir uma posição de durona. Talvez, as pessoas estejam confundindo durona com incisiva. Certamente, ela é persuasiva e penetrante em tudo que faz. Não arreda o pé do seu objetivo. E isso está bem distante de ser durona. Não conhece meia-conversa e nem desvio, embora possa até desprender fala mansa.

Desajeitada?

Pode ser. Certeiro que não seria uma boa cantora de aché. Mas, não é para isso que se propõe. A sua sina é a solução executiva, administrativa e política. E isso ela demonstra a cada dia.

Lembram do conflito com os militares? Ela tinha sofrido tortura por ‘militares’ ao tempo da ditadura, mas isso não a impediu de manter uma postura imparcial e sem qualquer vestígio de magoa ao lidar com a área militar durante todo o tempo de Governo Lula.

E é sempre assim, onde há conflito, abandona ideologia e partido para buscar a melhor solução, mesmo com alto custo político. Naturalmente, essa boa intenção não a livra de falhas. Não gostei do valor do Salário Mínimo e nem do aumento de juros. Mas, é economista; não posso imaginar diferente.

E então?

Vislumbro não poder definir com a precisão necessária quem seria Dilma. 

E quem poderia? 

Só sei que ela é a primeira mulher presidente do Brasil. Isso já é bom. Vamos aguardar.

Acelino Pontes

sábado, 19 de março de 2011

Mais uma guerra começa: a ONU dá luz verde

Fonte: Internet.

Em Paris, reunem-se representantes dos EEUU, da Europa, da ONU e da Liga Árabe (até tu, Brutus?). Estão planejando a forma e as regras de como fazer parar o ditador líbio Muammar Gaddafi. O mais engraçado é que a ONU ‘deu luz verde’. Pensei que a ONU era para promover a paz e não para ‘dar luz verde’ para ataque bélico. Que coisa, hem? Até já me disseram para parar de pensar, mas ainda teimo em pensar . . . 
                            . . . habemus papam, que papa que nada, habemus bellum, temos guerra.
Oficialmente, o encontro tem por finalidade executar a resolução da ONU em proteção do Povo Líbio. Mas, na realidade, é para decidir sobre ataques aéreos contra as tropas de Gaddafi. A França já está sobrevoando a região com seus poderosos aviões de caça; os norte-americanos posicionaram seus navios de guerra. As ofensivas contra Gaddafi já começaram; habemus papam, que papa que nada, habemus bellum, temos guerra.
Só se espera que os ataques aéreos das forças militares de Gaddafi contra o centro de resistência Bengasi cessem. Enquanto isso, mais gente morre em nome da política. Ou é em nome da fé? - Olhe, que tem um ‘livro verde’ na estória!

E o tal ‘livro verde’? É uma ‘carta política’ ou é uma espécie de ‘bíblia’?

– Isso, só Deus sabe. Portanto não dá para decifrar. Só sabemos que há um ‘livro verde’ na estória; se vê na tv mulheres e até crianças com um ‘livro verde’ em punho.

* * * * * * * *

Como se matava antigamente ‘em nome da fé’! Hoje, ainda se mata em nome da fé e da ideologia;  por uma crença ou por uma opinião. Que sentido se pode encontrar em matar ou morrer por uma opinião ou por uma crença? Isso é uma coisa tão minha que não deveria interessar a ninguém.

Será que é?

- É sim, a fé e a opinião são minhas e ninguém me toma. 

- Não! O que estou questionando é: ‘matar ou morrer por uma opinião ou por uma crença’.

Peraí, agora me tomo de dúvidas. Pensando bem, a coisa não é mais questão de fé, muito menos ainda de ideologia. A Rússia de hoje é mais selvagem no seu capitalismo do que os Estados Unidos; portanto não há mais aquela de ‘capitalista’ ou de ‘comunista’. É, realmente, não há nem fé e nem ideologia em jogo. É o povão escravizado por mais de 30 anos por ditaduras sanguinárias que está mostrando reação, dizendo não à ditadura.

Mas, por que a ONU e os grandões estão nesta de ‘proteger’ o povão da Líbia? Já se passaram mais de 30 anos ou até 40 anos que essa situação reina e ninguém mexeu uma palha para ‘proteger’ o Povo Líbio. Complicado, né?

- Não, não é nada complicado. Não é por lá que passa ou vem um mundo de petróleo e gás natural para suprir os grandões com energia?

Pronto, está tudo claro. O meu ‘mundo’ volta ao normal: os grandões não estão defendendo o bravo Povo da Líbia, mas estão defendendo, como sempre, seus próprios interesses, ‘suas’ fontes de energia, que por acaso estão na Líbia e no norte da África. O Povo da Líbia vai continuar indefeso, mas terá um governo ‘politicamente correto’.

Pelo menos, nesse caso da Líbia e dos outros países do norte da África se trata de levantes do povão oprimido e não de iniciativa de algum ‘serviço secreto’ ou grupos escusos defendendo interesses pra lá de ocultos.

Peraí, será que estou errado?

Se tiver, por favor, me avise. Detesto errar e ninguém me avisar.

Acelino Pontes

domingo, 6 de março de 2011

A Intriga


Fonte: Internet.


O método mais antigo e usado na política é a intriga. Infelizmente esta virose tem afetado em muito o relacionamento entre lideranças. Os dicionaristas definem a intriga como ação de mexerico, cilada ou de traição, mas popularmente conhecida como fofoca.

A anatomia da intriga revela três elementos básicos: o intrigante, o intriguista e o intrigado. O Intrigante é geralmente pessoa de nível intelectual extremamente baixo, descontente com seus próprios feitos e realizações e que, por sentimento de inveja e de até ódio, procura prejudicar àqueles que têm a coragem de produzir e realizar em benefício da comunidade. O intriguista (veículo de divulgação e propagador) tem como característica principal uma frágil personalidade, permitindo facilmente sua manipulação pelo intrigante; outra premissa é a sua marcante incapacidade ou impossibilidade de avaliar a verossimidade das informações recebidas. O intriguista e intrigante jamais procuram a verdade dos fatos. O intrigado tem obrigatoriamente como qualidades natas a inteligência e o impulso de realizar, construir e criar, qualidades estas, que incomodam.

Na sua formação, a intriga requer uma estória com fatos contrários ao ideal e, principalmente, à realidade (ex.: o padre visita regularmente uma amante). No segundo momento requer, que ao ser repassada a estória, o intriguista esteja intelectualmente incapacitado, fisica- ou ideologicamente impossibilitado de captar a verdade nos fatos. No exemplo apresentado, dificilmente os paroquianos indagar-se-iam com o pároco sobre um seu possível relacionamento amoroso. É importante ressaltar, que a malha da intriga, jamais repassa a estória a alguém do conhecimento ou da amizade do intrigado, sob pena de a intriga ser esclarecida e perder assim seu efeito social, econômico e político. Há quem discuta também o efeito da intriga sobre o poder, mas existe: se ela não intenta em ganho de poder para o intrigante, implica em perda de poder para o intrigado.

Existe um comprometimento decisivo do intriguista na propagação da intriga. Ele desconfia da falsidade da estória e evita repassá-la para os íntimos do intrigado; no íntimo, deseja que ela prospere como se isto apagasse seus infortúnios pessoais. Portanto, consciente ou não, há sempre uma co-responsabilidade por parte dos intriguistas, até porque não possuem a habilidade nem mesmo de criar as suas próprias estórias e tentam embebedar-se dos efeitos da astúcia da obra alheia.

A intriga é, em essência, uma mentira estruturada. Kant definiu-a “como uma declaração intencionalmente não verdadeira feita a outro homem“ e que “prejudica sempre uma outra pessoa, mesmo quando não um outro homem determinado e sim a humanidade em geral, ao inutilizar a fonte do direito.”

Kant[1] é muito feliz ao expor as máximas sofísticas da mentira estruturada, embora que, os seus autores “sem dúvida não as exprimam em voz alta”:

1.     “Fac et excusa. Apodera-te da ocasião favorável para te apossares de teu próprio poder. A justificação será exposta com muito mais facilidade e elegância, depois do fato” consumado, quando se tem tempo suficiente para dissimular a violenta posse da situação. Além do que, o se antecipar pela violência é bem mais fácil e sem necessidade de refletir ou de procurar motivos válidos e convincentes, tampouco se precisa vencer objeções dos que defendem o Direito. “Esta própria ousadia dá uma certa aparência de convicção interior à legitimidade do fato, e o deus bonus eventus é em seguida o melhor advogado.”
2.     “Si fecisti, nega. Os delitos que tu mesmo cometeste, por exemplo, os que levaram teu povo ao desespero e à revolta, nega-os, declarando não teres a culpa deles; afirma, ao contrário, que a culpa é do humor desobediente dos súditos, ou também, se te apoderas de um povo vizinho, a culpa é da natureza do homem, que, quando não se antecipa ao outro em violência, pode contar seguramente que este segundo se antecipará e se apoderará dele.”
3.     “Divide et impera. Isto é: se existem em teu povo certos chefes privilegiados, que unicamente te escolheram como seu chefe supremo (primus inter pares), desune-os um depois do outro e introduz a discórdia entre eles e teu povo; fica então ao lado do último, sob o pretexto mentiroso de maior liberdade, e assim tudo dependerá de tua vontade absoluta.”

E a conclusão de Kant em 1781: “Estas máximas políticas não enganarão a ninguém, pois são todas já universalmente conhecidas.” Mas a realidade é outra: estas máximas foram ao longo dos tempos estruturando a intriga, que também vem dizimando não só o Estado, como também a sociedade emergente, pela fragilidade da sua estrutura funcional.

A violência mais brutal na intriga é quando da revelação pública de seu enredo, por sequer envergonhar os intrigantes e intriguistas, mas tão somente o seu insucesso. E o maior absurdo é, como relata Kant, que “lhes resta sempre a honra política, sobre a qual podem contar com segurança, isto é, a honra do aumento de seu poderio, seja qual for o meio pelo qual o tenham conquistado.”

Enquanto o cidadão estiver em busca da verdade (por mais enveredada que estiver) estará sempre imune à intriga, mas enquanto colher as informações sob emoção, estará passível a ser manipulado como agente ativo da mentira estruturada, da intriga.

Acelino Pontes


[1]  Weischedel, Wilhelm: Immanuel Kant, Werke in sechs Bänder, Wissenschaftliche Buchgesellschaft, Darmstadt, 1956-1964

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