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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Escola, como te odeio!

Fonte: Internet.

Começou bem a idéia de escola. Se pensarmos em Sócrates (viveu em Atenas/Grécia, entre 469 e 399 a.C.) como o primeiro professor, então essa ideia começou bem, aliás maravilhosamente bem.



Fonte: Internet.
Com Sócrates a escola era itinerante; qualquer lugar se prestava para aprender, inclusive tinha o inusitado banquete como veículo de aprender e ensinar. O seu método tinha características próprias: fascinação, ironia e maiêutica. A maiêutica também é conhecida como parto de ideias. Como sua mãe era parteira, ele tinha muito contato com o parto, ao tempo de criança. E foi daí, que ele tirou o conceito de maiêutica como parto de ideias.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Encontre o que você ama



Realmente a questão crucial de todo aquele que vive é saber o que fazer na ou da vida, qual a escolha certa, não 'perder' a vida. Muitas vezes, quando encontramos a resposta, já lá se passaram bons e valiosos anos que dificilmente serão recuperados.


Pior é quando, já se está no meio da vida ou até para lá do meio e se constata que a escolha não foi a correta, no mínimo a melhor. E recomeçar tudo de novo, como da primeira vez, dói profundamente no âmago. É uma dor tão profunda, que só poucos conseguem.

Um dos que conseguiram produzir essa façanha foi Steve Jobs, o fundador da Apple. Num discurso na Universidade de Stanford, em 2005, ele descreve esses momentos de extrema tensão em poucas palavras. Abaixo o texto original em português e mais abaixo o vídeo com o discurso em inglês e com legenda em português. Um magnânimo momento de reflexão por quem estava muito próximo da morte certa. Veja: 
 

Você tem que encontrar o que você ama

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:

Continue com fome, continue bobo.”

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado.

Steve Jobs


Acredito que essa lição de vida não possa ser seguida por qualquer um. Entretanto, quem produzir coragem e destemor em grande dose, seguir seus ensinamentos, certamente será um vencedor como ele, no mínimo encontrara a satisfação e orgulho pela sua própria vida, quando não, alcançará um nível ímpar de felicidade.



Acelino Pontes

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Lar Doce Lar



Casar constituir família e eu onde fico nisso tudo? Por que devo me casar? E as perguntas não ficam por aí, mas as respostas são parcas e não convencem. Está certo, que o amor aos e dos filhos é importante, mas não é tudo na vida, em especial, quando circunstâncias outras me 'empurraram' para o casamento.

Uns se casam por se dizerem apaixonados. Mas, o que é estar apaixonado? Já se diz até que se apaixonar é doença, e grave; pelo menos, já há filme afirmando isso. Outros dizem que casam porque a família ou a sociedade obriga, senão vão pensar que sejam gay. Ou ainda, que é assim que Deus determinou. Os mais abusados dizem que precisam de uma ‘doméstica’ ou precisam de alguém para lhe sustentar.

Certamente, cada um terá a sua desculpa, mas com certeza, a desculpa não servirá do nada, muito menos ainda para garantir um 'Lar doce Lar'. Isso é tão verdade, que até brinco com quem me anuncia seu casamento: - Bem, pelo visto, o casamento está marcado, mas quando será o divórcio?

A constituição de uma família é um passo sério e não pode se realizar dentro de um ambiente de impulsos. Pois, sem pais felizes, realizados e conscientes do que estão fazendo, a educação e o surgir dos filhos fica em frangalhos. Mas, não é o que vemos nos casamentos de hoje. Aos tempos dos gregos e dos romanos, casamento era tão somente um contrato social regrando o patrimônio, a situação social e a sucessão. Os prazeres, gregos e romanos buscavam em outras companhias.

Eu preciso saber porque devo casar e o quê almejo com o casamento. Pelo contrário, como vou saber se realizarei o meu intento, o meu desejo? Não posso tentar enganar a outrem, muito menos ainda a mim mesmo. Alguns entram numa aventura do enganar ou do deixar acontecer e depois findam profundamente decepcionados, pior ainda sozinhos, isolados no próprio casamento. Esse fica apagado, sem gosto; aquilo que dá prazer e alegria fica fora dele. 

Mas, será que não há casamento feliz, apenas tranquilo?

Não, sei! Por outro lado, pode-se e deve-se indagar: casamento precisa de amor? Tem gente que opta pelo sim. Mas, há muito casamento sem amor, só com tolerância e 'acordos'. Não devemos esquecer que o casamento não deixa de ser um simples contrato religioso ou cartorial, ou seja, eu faço um acordo com outra pessoa para vivermos juntos, com a possibilidade de formar uma comunidade chamada família. Há até casamento sem a obrigação de vida sexual ou íntima.

A expressão sexual no casamento parece-me ser o ponto chave (de grande tensão) na maioria dos casamentos. E muita gente casa não com alguém, mas com uma figura imaginária de filme ou de romances ou de qualquer um outro fruto do imaginário, desejando realizar um 'amor' idealizado na própria mente, que, em via de regra,  nunca consegue realizar. Se não consegue viver esse 'amor', então surge a infelicidade, a desilusão.

O sexo é carnal, animalesco. Ele não se deixa racionalizar ou enobrecer, muito menos ainda, se pode erguer a prática sexual a algo 'romântico' e fiel. Estamos tratando de um instinto movido por hormônios, que não sabem o que é fidelidade. Mas, se a fidelidade não está presente no casamento, o conjugue aguarda, pelo menos, uma assiduidade na vida sexual. Em contrário, vem a dúvida, pior ainda, o ciúme. Está iniciado o fim do casamento, pelo menos para um dos dois.

Só foram formuladas algumas pinceladas sobre o casamento. O assunto é por demais complexo e merece uma reflexão muito mais ampla. Assim, coloco a canção abaixo para lhe inspirar no realizar um questionamento pessoal sobre o assunto, na esperança de você postar a sua opinião como comentário.

Lar Doce Lar
Renato e Seus Blue Caps

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Quando eu lhe conheci
Você era boazinha
Só fazia o que eu queria
Era mesmo uma santinha

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Um ano depois, você
Veio a se transformar
Demorou mas conseguiu
Suas unhas me mostrar

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Não me deixava dormir
Nem mesmo ler meu jornal
Você dava esses tapinhas
Era muito natural

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Bem cedinho levantava
Correndo pra trabalhar
Quando o dia terminava
Não queria mais voltar

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar

Juro que se eu pudesse
Pôr alguém no seu lugar
Com uma fera eu casaria
Acho, iria melhorar

Quando eu me casei pensei
Ter um lar doce lar
Mas agora eu já sei
Você quis me enrolar . . .”

Acelino Pontes

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quero ganhar na Mega-Sena


Que maravilha deve ser: levar uma bolada imensa na Mega-Sena. Isso seria fantástico. Resolveria todos os meus problemas. Mas, como?

Bem, antes de saber o ‘Mas, como?’, seria prudente responder o ‘Para que?’ Caso contrário você ficaria sonhando a vida inteira com esse prêmio e findaria frustrado por nunca conseguir o seu sonho de felicidade, se esse for o seu 'Para que?'.

Portanto, vale refletir se uma bolada imensa da Mega-Sena realmente resolveria todos os meus problemas ou me traria a felicidade. Imagine agora, se você ganhar a ‘sorte grande’ e não resolver os seus problemas, ou até isso lhe trazer um volume de problemas bem superior, pior ainda, caso você se torne infeliz, no mínimo frustrado. Lembra de Michael Jackson? Dizem dele, ter vivido infeliz, apesar da imensa fortuna.

Mas, não quero nem me estender sobre isso, pois você jamais vai me seguir nessa linha de pensamento. Com certeza você está consciente e inteiramente convencido de que o dinheiro, muito dinheiro resolve tudo.

Vou apenas seguir a linha que suponho seja a sua: o dinheiro vai lhe trazer felicidade, pois poderá comprar tudo o que sonha ou possa imaginar. Vai fazer-lhe feliz sim. Ninguém pode lhe convencer do contrário.

Mas veja essas fotos abaixo. Deixe que as fotos faça a sua imaginação fluir.  Reflita então, qual delas possa eventualmente avizinhar-se da sua percepção de felicidade.

Ter a mulher dos sonhos?

Viver livre de tudo e de todos?

Comer o que há de delicioso no mundo?

Viver uma grande paixão?

Ser só eu, comigo e meu mundo?

Pois é, há muitas espécies e qualidades de felicidade; cada um escolhe uma ou outra para sí, pelo menos por um tempo. Um mestre meu já até defendeu uma extensa tese sobre o assunto. Embora seja ele adepto de São Francisco, temo que não tenha sido sobre a felicidade franciscana que tenha dissertado. E a felicidade franciscana é interessante, mas ninguém se interessa por ela. Tem gosto até de poesia: amar e se dedicar aos pássaros, à água, à natureza, ao pobre, nada comprar, ter ou possuir e ser feliz. Talvez seja só poesia.


Deixemos os sonhos e voltemos à felicidade que conhecemos e tanto prezamos: ter dinheiro para comprar tudo e todos. Não quero lhe frustrar, nem menos lhe roubar as esperanças, mas pediria que assistisse os dois vídeos abaixo:




E mais este:



Se entendeu a mensagem emitida pelos vídeos, acredito que deseje refletir bem se ainda vai perder tempo e dinheiro com a ‘felicidade da Mega-Sena’. No mínimo, espero que repense se comprar realmente lhe traz felicidade ou se apenas faz de você um fator na relação econômica do mercado consumidor.

E se talvez, comprar não causar felicidade duradoira, por favor, cuide de encontrar o seu tipo de felicidade para toda a vida. Ela pode estar muito próximo de você, só que ainda não a percebeu ou não a quer perceber. Melhor ainda, você talvez é (ou já foi) feliz e não sabe (ou não sabia). Em todo caso, não se esqueça de fazer a sua fezinha nas quartas e nos sábados; se ela não lhe trouxer a ‘felicidade da Mega-Sena’, certamente promoverá o esporte e outras causas nobres, sem produzir montanhas de lixo desnecessário.

Acelino Pontes

sábado, 2 de abril de 2011

O teu aniversário




Já é-me quase distante.
Vem lá do princípio,
Da nossa adolescência.
As lembranças são muitas,
Caras e amigas.
Que não seja só a saudade.
Desejo rever-te por estas,
Reviver tudo aquilo passado,
Sozinhos a cismar.

Acelino Pontes
Lisboa, 18.11.1973

segunda-feira, 7 de março de 2011

Estou só


Só, sozinho,
Ninguém mais,
Tudo sozinho,
Sem barulho.
Eu estou só,
Mas te amo.
No entanto, estou só.
Eu te quero.
Mas, tu não vens.
Só, sozinho,
Ninguém vem.
Pode ser que venha,
Mas só quero, venhas tu.
Só, sozinho,
Só, sozinho,
Só, sozinho eu estou.

Acelino Pontes
Munique, 28.09.1970

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