sábado, 3 de março de 2012

A vingança




Você está em casa, curtindo a calma e tentando recuperar energias perdidas no dia-a-dia de estresse e mais estresse. Está tudo tão bom, tão sereno. Melhor não poderia estar. É tão bom curtir o ócio ou ficar a fazer tudo o que se gosta.

Repentinamente, toca o telefone. Já não é boa coisa. Aí, lhe vem a lembrança de que, certamente, é alguma pessoa chata que vem lhe alugar com os problemas insolúveis de sempre, quando não, é para contar estórias que você já conhece de cor e decorado.

Mas, quando é o 'telefonema' (que com certeza você já recebeu às dezenas), então não dá para tolerar. A vontade é de explodir e mandar tudo e todos pr'aquele lugar.

Mas, veja como você eventualmente poderia reagir …




Então, como se sente agora? Não paira um ar, um sentimento de saciado de vingança?

Na próxima vez que lhe acontecer tal 'fenômeno' é só tentar reproduzir a dose. Mas, não esqueça de treinar antes, para que fique tudo perfeito, tin-tin por tin-tin. E deixe tudo bem preparadinho para o grande momento.

Acelino Pontes

quinta-feira, 1 de março de 2012

História brasileira de Trancoso




Era uma vez, há muitos, muitos anos, um doido chamado Cabral. Só vivia pensando em descobrir terras, nem que fosse num outro mundo. Aí, ele encontrou um outro doido, Rei de Portugal e que se convenceu em financiar o doido Cabral, o dito descobridor de terras.

Assim, sai o doido Cabral com um bando de caravelas em busca de terra nova. Findou por encontrar uma terra, dita ilha, não no outro mundo, mas num novo mundo, que deu o nome de Ilha de Vera Cruz.

Voltando ao Rei, contando ter encontrado um novo mundo cheinho de pau brasil, findou a Majestade em dar nome a tal ilha, agora novo mundo, de Brasil. E por não vislumbrar ter muita serventia a fartura de pau na terra nova, findou por decidir-se em mandar a abundância de bandidos e condenados em Portugal para a nova terra, dito Brasil, que de então passou a se infestar de tudo o que não prestava em Portugal.

Todavia, como tudo o que aqui se faz, aqui se paga, lá nas Europas surgiu um tal de Napoleão, que queria frito comer o Rei de Portugal, possuidor de uma generosa pança. Forçou assim, o dito pançudo, que não tinha nada de besta, a pegar a próxima caravela e abortar aqui no Brasil. Passada a tormenta, ele retorna ao seu trono querido e as fartas comelânças mais queridas suas. Deixou aqui o seu filho herdeiro e também mais doido.

O dito filho, doido e príncipe herdeiro, começou a planejar uma administração liberal e progressista. Só que, tinha esquecido do fato do Brasil ser então habitado por filhos e netos de ex-bandidos e ex-condenados. Embora, naturalmente, alguns devidamente consubstanciados com títulos de nobreza. Assim, seu sonho de construir um Estado novo e liberal foi pras cucuias. Decepcionado, pegou a próxima caravela e foi suceder seu pai, o pançudo, que acabara de morrer.

Desta feita, ficou aqui um filho, que não era doido, mas esquisito. E como era ainda adolescente, findou por aprender a não governar e deixar as coisas rolarem. E as coisas foram rolando a mercê dos agora, bis- e tataranetos dos ex-bandidos e ex-condenados.

Só que, com os tempos, negros importados para trabalho escravo e os índios nativos da nova terra começaram a formatar a constituição da população local: o povão. Esse povão, dito brasileiros, já não mais aceitava o 'deixar as coisas rolarem'. Daí, revolta. O Imperador, não quis muita conversa, pegou a próxima caravela, indo para Paris, gozar sua rica aposentadoria de Imperador do Brasil.

Vieram os milicos e tome república no Brasil. Só que esqueceram de excluir a corrupção já reinante dos tempos do 'descobrimento' entre os ex-detentos. E lá vão milicos e mais milicos. Nada dava certo. Então, colocaram um civil. A coisa piorou e foi piorando até os milicos dizerem basta e assumirem novamente o mando das coisas, por força das baionetas.

20 longos anos, os anos de chumbo, sofreu o Brasil sob o comando de 'ordem e progresso'. Nem ordem e nem progresso, só resistência heróica de um punhado de doidos querendo ganhar guerra com espingarda, baladeira e facão contra canhão e jatos caça. Mas, os milicos viram que não dava certo e que o negócio deles era mesmo fazer guerra e voltaram para o quarteis.

Daí, retomam os civis. Grande esperança lá de Minas, as gerais. Eleito, nem chegou a tomar posse, logo foi substituído por uma raposa lá dos maranhões, que sabia só tudo sobre corrupção e roubar dinheiro público, com especialização, mestrado, doutorado, PhD e tudo o que tinha direito.

No Congresso um valentão para ninguém botar defeitos, de nome Ulisses implantou uma Constituição, uma verdadeira carta cidadã, inaugurando assim o Estado de Direito no Brasil.

No palácio, o do Planalto, a raposa dos maranhões, evacuou o Estado de Corrupção. E com a morte do xerife Ulisses, a raposa presidente sem voto, findou por derrubar o Estado de Direito no Congresso e instalou, também lá no Congresso, o Estado de Corrupção. Aí ficou tudo perfeito para o raposa presidente sem voto.

Daí em diante, era só corromper, roubar e enriquecer. Para o povão 'pão e circo', nos bons moldes dos tempos de Nero lá em Roma. E, quanto mais 'pão e circo', mas votos ganhavam os políticos corruptos do imenso Brasil. Daí, cada cargo de presidente, senador, governador, prefeito, deputado ou vereador tinha preço. Pagou, passou, quero dizer, era eleito. Depois, o eleito tirava a fortuna 'investida' na eleição dos cofres do governo fácil, fácil. Teve até uma loira que era prefeita numa capital importante, que depois de realizar a pior administração da história daquela terra e, em não tendo voto algum para reeleger-se 'investiu' dezenas de milhões e foi reeleitinha da silva. Até hoje os cofres dessa dita capital importante tá pagando a conta amarga. E a prefeitinha, loirinha da silva, tentando eleger 'poste sem luz' para sucessor.

Brasão da Cidade de Trancoso
Mas, como toda estória de Trancoso tem um bonzinho salvador da pátria, essa também tem: um doido barbudo, nascido nos pernambucos e que fugira da fome para saciá-la em São Paulo. Lá, logo perdeu um dedo da mão e se aposentou na fulô da idade. Então, virou sindicalista importante no finzinho dos anos de chumbo. Daí, começou com o sonho de ser presidente do Brasil. Foi sonho longo e sofredora a batalha. Quase findava com a alcunha de 'sempre perdedor'.

Tinha bons sonhos e boas intenções o Sindicalista Semumdedo. Mas, como com bons sonhos e boas intenções ninguém se torna presidente do Brasil, lhe disse um novo amigo, de nome Zé Semvergonha (antigo conhecido e grandíssima 'dor-de-dente' dos milicos) e adiantou que precisava virar corrupto.

Já quase encarapuçando a alcunha de 'sempre perdedor', o Sindicalista Semumdedo deu ouvidos ao Zé Semvergonha, autorizando-o, de já, a procurar um professor-doutor-PhD em corrupção eleitoral. Foram encontrar a 'peça' lá em todas as bahias. O Sindicalista Semumdedo, não chegou muito longe com a sua formação feita às pressas, mas conseguiu pelo menos o grau de 'mestre' em corrupção eleitoral. Daí, foi a passo largo rumo à presidência do Brasil.

No outro dia da posse, chamou todos os professores-doutores-PhD em corrupção, que estavam desfrutando um lindo e lucrativo mandato no Congresso, a seu gabinete para fazer um acordão. Daí por diante, governar era só com o presidente Sindicalista Semumdedo, que foi assessorado diretamente pelo Zé Semvergonha.

Mas, o que aconteceu com os lindos sonhos do Sindicalista Semumdedo? Calma pessoal, a estória ainda não acabou. Ele, como já tinha o Congresso nas mãos poderia fazer só tudo o que queria e imaginava. Então, começou a realizar parte dos ditos sonhos. De início, devagarzinho porque supostamente o santo era de barro. Depois acelerou um pouquinho, mas longe do que o necessário. Mas, como para quem não tem nada, migalha é banquete, o povo foi retribuindo com votos e com aprovação no IBOPE.

Lá pras tantas, o desconfiômetro do Sindicalista Semumdedo, agora presidente do Brasil, disparou. Tava cercado de professores-doutores-PhD em corrupção. E isso já estava dando na vista do mundo afora. Então, chamou a Maria Exguerrilheira, que era uma fera, séria e não gostava de incompetência, muito menos ainda de roubalheira; ainda era alérgica a corrupção. Pronto. O presidente Sindicalista Semumdedo fechou o cerco: ele comandava a bandalheira da corrupção e a Maria Exguerrilheira comandava a competência e a honestidade no Governo. Os conflitos, naturalmente, chegavam de carradas, mas a Maria Exguerrilheira, sempre aquiecia com o argumento 'o senhor é o chefe e é quem manda'.

Aos trancos e barrancos passou o primeiro e o segundo mandato. Mas, já no fim do último, a grande questão: e agora? Mudo a constituição e fico pra sempre ou pego alguém para ficar um mandato e depois eu tomo as rédeas novamente? O presidente Sindicalista Semumdedo findou convencendo-se pela segunda opção. O problema então seria quem escolher como presidente tampão. Candidato não sobrava, só faltava era confiança.

Finalmente, a decisão. Não tinha como ser outra: a Maria Exguerrilheira. Ela era perfeita, fiel até a morte e competente como ninguém e, até tinha aprendido a conviver com a corrupção sem se infectar.

E lá vai o presidente Sindicalista Semumdedo enfrentar a guerra eleitoral com a Maria Exguerrilheira, totalmente desajeitada em questões de corrupção de qualquer tipo, tendo que vencer uma eleição de 'lama praqui, lama pra lá'. Mas, venceu.

Porém, o problema da agora president'a' Maria Exguerrilheira era governar. Naturalmente, tinha que governar com corrupção a toda velocidade, mesmo porque tinha votos de fidelidade para com o grande chefão Sindicalista Semumdedo. Mas, essa não era e nem é a praia da Maria Exguerrilheira.

Promode ki muié é bixo diferente do home? E esse linguajar nordestino se enche de propriedade no presente caso. A dita president'a' Maria Exguerrilheira findou encontrando uma solução genial para o seu problema crucial: governar com a corrupção.

Ora, a imprensa está faminta por descobrir casos de corrupção no Governo. Esse foi o instrumento que ela se utilizou para solucionar o problema dela de nomear corrupto para cargos do Governo, fato esse que ela, por sua essência, odeia mais do que ninguém. E foi tiro certeiríssimo.

O Sindicalista Semumdedo indica o mão de gato, ela nomeia. A imprensa pega o mão de gato na boca da botija e frita-o sem dó nem piedade. Ela só precisa demitir, caso não se justifique. Ora, como mão de gato não pode encontrar justificativa alguma, estão sendo demitidos, um por um, os larápios. E os professores-doutores-PhD em corrupção estão ficando sem alternativas para indicar ao Sindicalista Semumdedo a substituição dos vigaristas demitidos.

Resumo: a estória ainda não acabou, mas a president'a' Maria Exguerrilheira se resolveu como presidente. Continua fortemente fiel ao Sindicalista Semumdedo, nomeando todo mundo que ele indica. Os larápios, flagrados pela laboriosa imprensa, estão caindo um após o outro e os professores-doutores-PhD em corrupção não encontram mais 'capacitadas' alternativas para indicar, momento em que ela vagarosamente - e se sente até obrigada pela sua índole - nomeia gente de sua confiança para os cargos.

Pense numa muiézinha de cabeça! O Sindicalista Semumdedo que se cuide ...


Acelino Pontes

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Político com decência: espécie em extinção?



Está mais do que claro, que brasileiro nenhum ainda acredita que exista político com decência e honestidade no nosso mundo tupiniquim. Então li, recentemente no blog de um dileto amigo, o testemunho que segue:
CABRA MACHO1
OPOVO – Opinião – 18/02/2012

Essa semana, eu me lembrei insistentemente da frase de Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

Prof. Mourão Cavalcante
Pois bem, aqui no Ceará, nós podemos nos orgulhar do inverso. Alguém que teve a coragem de situar-se no contra-fluxo da maioria, guiado por sua consciência. A figura responsável por essa atitude foi o deputado Heitor Férrer (PDT). Essa história precisa ser conhecida, divulgada e aplaudida de pé.

O nobre deputado foi procurado, em sua residência, por uma comissão de parlamentares – todos profundamente identificados com o Governo estadual – convidando-o para assumir uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios. Para muitos um sonho/presente vitalício.

Heitor Férrer simplesmente recusou. Disse que, apesar de honrado com a deferência, não podia aceitar a indicação. Preferia continuar seu mandato legislativo e seguir coerente com sua trajetória de parlamentar da oposição. Não se sentia bem em trair a confiança de seus seguidores.

Tribunal de Contas do Ceará
Se a proposta teve um gosto de indecência, ela encontrou no “baixinho” uma resposta ímpar de coragem, honradez e ética. Não se vergou aos cantos de sereia, por mais que fossem encantadores. Sim conterrâneos, ainda temos homens dignos em nossa terra. Pessoas que não cedem às seduções do poder. Que preferem manter a coerência em suas condutas pessoais. Não que seja indigno pertencer ao tribunal, mas a forma cavilosa como se insinuou, essa mereceu – de quem tem caráter – a resposta exata: não quero!

Heitor Férrer pode até ser criticado pelos oportunistas de plantão. Perdeu a chance de um cargo vitalício. Mas hoje ele poderá olhar a face de seus filhos e dos seus correligionários de peito aberto e fronte erguida. Não precisará se esconder em artimanhas verbais e discursos demagógicos. Na hora de ter mostrado caráter, ele mostrou. Parabéns, cabra macho das Lavras…

Antonio Mourão Cavalcante – Médico, antropólogo e professor universitário

É quase para não acreditar, que o Brasil ainda tem solução e que a espécie de político com decência e com honestidade ainda não foi exterminada pelo fisiologismo e pela corrupção. Ainda, temos em quem votar. Por isso, estou retransmitindo na íntegra esse importante depoimento do insigne Prof.Dr.Dr. Antônio Mourão Cavalcante, da Universidade Federal do Ceará.

Se, você e, tão pouco, eu podemos premiar essas pessoas raríssimas com um 'Nobel da Decência', pelo menos, precisamos divulgar o nome dessas admiráveis pessoas à exaustão, na esperança que decência e retidão, no Brasil, façam escola.

Heitor Férrer2

Esse grande cearense de Lavras da Mangabeira, médico de profissão, entrou na política em 1987, eleito para vereador de Fortaleza, onde permaneceu por 3 mandatos consecutivos. Atualmente, está como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Ceará, reeleito para o terceiro mandato com 52.700 votos.

A Assembleia Legislativa do Ceará tem 46 deputados, divididos naturalmente em blocos de 'situação' e de 'oposição'. Mas, por motivos 'regionais', a 'oposição' teima em não assumir a sua função constitucional.

Deputado Heitor Férrer

Agora pasme, o Dep. Heitor Férrer, pertence ao bloco de 'sustentação' do Governo local, mas é o único deputado a fazer oposição no Ceará. E o faz com tamanha competência e brilhantismo, dentro dos melhores princípios ético, que enche de orgulho os seus eleitores. Insistentemente, está requerendo explicações, informações e, até CPIs para esclarecer fundadas suspeitas de corrupção, de abuso de poder, de desvio de finalidade, etc. Mas, a maioria absoluta (situação + 'oposição') está sempre vigilante para 'arquivar' os pleitos do Deputado Heitor Férrer.

Em sua trajetória política sempre ganhou os seus votos estritamente como resultado de sua atuação parlamentar, ou seja, seus eleitores têm consciência do porquê e de em quem votam.

Decência e Honestidade ainda existem neste País. Assim, espero que você ajude o Brasil e divulgue excessivamente esse fato. Talvez até, essa atitude trace uma nova trajetória na política nacional.

Acelino Pontes
1http://blog.opovo.com.br/blogdomourao/cabra-macho/
2http://www.heitorferrer.com.br/

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Aula de Economia


De autor desconhecido recebi o seguinte texto:
Veja só que matemática interessante:
Numa cidade, os habitantes, endividados, estão vivendo às custas de crédito.
Por sorte chega um gringo e entra no único hotel.
O gringo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
O açougueiro, pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo.
O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para liquidar sua dívida.
O veterinário, com a nota de R$ 100,00 em mãos, vai até à zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde levava seus clientes; e como ultimamente não havia pago pelas acomodações, paga a conta de R$ 100,00.
Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede sua nota de R$ 100,00 de volta, agradece e diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou um vintém, porém agora todos saldaram suas dívidas e começam a ver o futuro com confiança!

Moral da história: Quando o dinheiro circula, não há crise !!!
Essa lição de economia é muito interessante e nos mostra com clareza o que acontece. Não dá para não entender. Mas, na prática, vez dá certo, vez não dá certo. Vamos ver um exemplo em que deu certo.

Bolsa Família

Para muitos o bolsa família é um 'dar dinheiro para vagabundo'. Naturalmente, essa é sempre a visão da oposição, embora a ideia tenha nascido no Governo do PSDB e ampliada no Governo do PT.

E o que é na realidade?

Um país moderno, obrigatoriamente, terá que apresentar a menor diferença possível de renda entre os mais pobre e os mais ricos ou classificar, com grande poder aquisitivo, grandiosa parte de sua população na chamada 'classe média' . O Brasil não preenche nenhuma dessas alternativas.

O povo brasileiro ganha/fatura anualmente um volume de R$ 3,675 trilhões. Se tivéssemos igualdade total de renda, cada brasileiro receberia mensalmente R$ 1.536,49 como salário. Mas, isso não acontece, pois o brasileiro, segundo sua classe social (A-E) recebe mensalmente o que segue:


Só que, 50% dos brasileiros são da Classe C, porquanto recebem entre R$ 726,26 e 2.012,67. E outra grande parte (mais de 25%) recebe menos de um salário mínimo, enquanto que uma pequeníssima parte (1%) recebe uma fortuna por mês: de acima de 9 mil reais até 'o céu é o limite'. Tem um sem número de brasileiros, que ganham dezenas de milhões de reais por mes.

Por isso, o Bolsa Família, como programa de redução das desigualdades sociais e da pobreza, tenta reduzir a enorme desigualdade de renda presente no Brasil, atendendo aos mais pobres - cifrados em mais de 13 milhões de famílias - com ajuda mensal variando entre R$ 32 a R$ 306. Isso, já foi suficiente para elevar a renda familiar da Classe E para valores próximos ao Salário Mínimo.

E o que tem a ver com a história acima?

Ora, isso é 'um negócio da China'. Veja este exemplo: Se um pobre/miserável recebe R$ 100 de Bolsa Família, já dá para pagar a bodega ou a conta de luz ou comprar roupa. E, se são 13 milhões de famílias, então o poder de compra dessas pessoas seria de quase 1,3 bilhão de reais todos os meses, que seriam investidos em mercadorias e serviços, produzindo mais renda, mais empregos e, também, mais impostos.

Como a carga tributária no Brasil está a mais de 30%, isso significa que o Governo 'ganharia', no nosso exemplo, mensalmente bem mais que 390 milhões de reais diretamente só com o Bolsa Família. Bem, mas esses são os ganhos diretos, se contarmos os ganhos indiretos, teremos cifras de 2 a 10 vezes superior a esses valores.

E como funciona isso?

O dono da bodega, em vender mais, vai precisar de um ajudante e, principalmente, de comprar mais mercadorias junto ao distribuidor, bem como utilizar-se de mais serviços (como telefone, água, luz, transporte, plano de saúde, etc.). Com isso há mais empregos, mais compras, maior taxa de prestação de serviços e mais impostos. O distribuidor, por sua vez, vai também empregar mais pessoas e comprar mais mercadorias dos fornecedores/indústria e utilizar-se de mais serviços. Da mesma forma vão se comportar os fornecedores e as indústrias.

Esse círculo é como uma bola de neve. No fim, todos ganham e crescem. O pobre recebe o dinheiro e faz compras provendo a circulação desse na economia do país, que retorna em dobro para o Governo em forma de impostos. Mas, não digam isso aos opositores do Bolsa Família, pois é bem possível quem mudem de opinião.

Acelino Pontes

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A Intriga

Fonte: Internet. O método mais antigo e usado na política é a intriga. Infelizmente esta virose tem afetado em muito o rel...