terça-feira, 7 de abril de 2020

Matemático, cadê você?

Fonte: Internet.

A pandemia que vivemos desde o final de 2019, em quase nada, tem comparação com outras calamidades vivenciadas pela humanidade, até agora. Os números são explosivos e a disseminação da doença de caráter exponencial. Está todo mundo, a começar pelo Papa, apavorado com essa fatalidade mundial. E ela não conhece ideologia política (salvo no Brasil, naturalmente).

Até os governos de extremas posições (como USA, Áustria, Reino Unido, Turcomenistão -ditadura que proíbe o uso da palavra "coronavírus"- e Belarus - ditadura que recomenda beber vodca e ir à sauna para combater o coronavírus), inicialmente, tentando politizar a desgraça, negaram a gravidade da pandemia, mas findaram recolhendo seus fracos argumentos para reconhecerem a dimensão da catástrofe. E vejam a coincidência: quem convenceu (salvo no Brasil, naturalmente) esses ultradireitistas e ditadores a mudarem de ‘crença’, foi justamento o matemático.

Ora, e o quê o matemático tem a ver com isso? Certamente, estão se perguntando todos os matemáticos, pelo menos a maioria de que conheço.

Pois bem, vou já provar isso.

Entretanto, primeiro gostaria de constatar que os médicos estão sendo chamado para solucionar esse problema. Mas, os clínicos não podem fazer nada nesse momento crucial para a evolução, em especial, para conter a disseminação do vírus, que é o problema momentâneo.


Fonte: Internet.

Os médicos só devem ser chamados para cuidar dos doentes, pois só podem oferecer paliativos que se prestem a mantê-los vivos, os infectados graves, desde que alguém consiga reduzir o número de infectados. Só quando for desenvolvido a vacina e/ou o ‘remédio’ para essa virose, é que os terapeutas deverão assumir um papel essencial para domar esse novo ‘dragão’, identificado por primeiro, na China.

Nova York está mostrando que não há ninguém capaz de reduzir o número de infectado por dia. A cidade por motivos outros, já transpassou a sua capacidade de leitos hospitalares, pior ainda, de manejo de cadáveres.

  • Então, quem é o ‘salvador do mundo’?

Antes de entrar nessa questão, permita-me contar uma história muito ilustrativa que vai clarejar só tudo.

A população de uma cidade, muito conhecida por estudiosos e pesquisadores (inclusive matemáticos), no antigo território alemão (Prússia) e de nome Königsberg (atual Kaliningrado), galhofeou uma espécie de jogo social lá pelos idos do Século XIII, que ficou conhecido na história da Matemática como o Enigma das Pontes de Königsberg que desafiou os matemáticos da época. A cidade é cortada pelo Rio Prególia, formando duas grandes ilhas, servidas por sete pontes.

O enigma ou o ‘jogo’ seria tentar atravessar todas as pontes sem repetir nenhuma. Desde os anos de 1200 tentava-se uma solução. Isso tornou-se inclusive uma fanfarronice popular, até que um matemático muito famoso, de origem suíça, Leonhard Euler (1707 – 1783) tomou a si o enigma e o solucionou, criando o hoje conhecido Grafo de Euler. Veja abaixo como ele matematizou o problema e desenvolveu a sua solução.

        Mapa indicando as 7 pontes.                             Esquema do Problema                                Solução: Grafo de Euler.                               
Bem, isso é bom para camelô, vendedor ambulante e outros profissionais equivalente para ‘economizar’ as caminhadas diárias, ou seja caminhar o mínimo possível. Correto, mas é um problema de tráfego (de carros, de pessoas), mas também tráfego de pessoas infectadas e até de vírus. Grafos se prestam para a solução de um número imenso de problemas.

  • Mas, qual é o problema?

  • 1.º Enigma: interromper a velocidade de transmissão do vírus

A principal questão do Covid-19, atualmente não é curar e cuidar de doentes. Mas, interromper a velocidade de transmissão do vírus, para que haja sempre tantos doentes, quantos o número de leitos hospitalares, em especial de UTI. E isso é um problema de tráfego, que se pode resolver com o uso de poderosas ferramentas da Matemática.

  • 2.º Enigma: identificar e mensurar o tráfego de pessoas infectadas e do vírus

Certamente, para o leigo isso parece muito difícil, mas não para o Matemático. As Ciências Matemáticas dispõem atualmente de um enorme arsenal de ferramentas (Álgebra Linear, Equações Diferenciais, Matemática Computacional, Modelagem Matemática, Sistemas Dinâmicos, Análise, Teorias dos Jogos, do Caos e do Grupo, Álgebra Nova e outras mais) que precisam ser testadas nestas questões e escolhidos aqueles instrumentos e equações que melhor se prestem para esse fim. Ademais, é de fundamental importância que os matemáticos trabalhem em cooperação com profissionais das Tecnologias da Informação para elaborar um sistema específico e preciso neste ambiente. A China e outros países asiáticos já se utilizaram dessa tecnologia para esse fim. Os europeus estão seguindo o mesmo caminho, apesar dos entrames jurídico-constitucionais do Estado de Direito.

  • 3.º Enigma: aplanar a curva de infectados

Também faz parte do problema, o aplanar a curva abaixo.


Fonte: Internet.
Os Estados do mundo não estão preparados para subjugar esta pandemia, em especial, os de sistema autoritário e de visão capitalista extrema (como é o caso dos Estados Unidos, Rússia, China etc.). Assim, os leitos (em especial os de UTI) existentes nos diversos países não estão em consonância com o crescimento exponencial (duplicam em até 24 horas ou menos) do número de infectados que necessitam de tratamento hospitalar. Na realidade, poucos países conseguem atender a demanda diária por leito hospitalar; o Brasil, decididamente não é um deles.

Para que todos os doentes obtenham um tratamento hospitalar adequado se faz necessário que o número (em especial de novos) enfermos não cresça de forma exponencial (duplicando em curto espaço de tempo).

E o Matemático é o profissional certo para induzir as soluções que se busca. Só resta convencê-lo disso.

Fonte: Internet.

  • Como o Matemático pode ‘salvar o mundo’?

Naturalmente, a maior parte dos Matemáticos vão dizer que esses enigmas já estão resolvidos. Mas, não estamos a busca de teoria (que é o quê existe). Estamos em busca de aplicações específicas dessas teorias, a exemplo dos casos de

  1. Leonhard Euler na solução do Grafo de Königsberg;
  2. Friedrich Wilhelm Bessel a0 estudar e mensurar 75.000 estrelas ao longo de 30 anos, e ainda, calculou a circunferência da terra, bem como desenvolveu um enorme número de outras praticidades matemáticas;
  3. Henri Poincaré engenhou o problema dos três corpos e estabeleceu a hora local a partir de fusos horários internacionais;
  4. Srinivasa Ramanujan com a sua Matemática da Intuição, revelando questões que ainda hoje inquietam os Matemáticos;
  5. Albert Einstein que teve comprovada experimentalmente a sua teoria da relatividade em Sobral-CE, no ano de 1919, via eclipse solar;
  6. John Nash revolucionando a Teoria dos Jogos, encontrando aplicações econômicas extraordinárias, que lhe renderam o Prêmio Nobel de Economia;
  7. Katherine Johnson que calculava as trajetórias, janelas de lançamento e caminhos de retorno e de emergência das viagens dos astronautas, na NASA.

Pertence ao instinto do pesquisador e, no ambiente que chamamos de Matemática Experimental, cabe também ao Matemático, averiguar se as ferramentas com que trabalha, se prestam para solucionar os problemas cotidianos da vida humana. Com maior propriedade ainda, quando esse problema chega a parar o mundo em que vivemos. Assim, como Euler outrora conseguiu resolver o Enigma de Königsberg, da mesma forma e justo no terreno da Matemática Experimental, todos os acima citados também foram exitosos.

Após, desenvolver sua solução, o Matemático ainda deve ter a preocupação de ‘traduzir’ a mesma de tal forma que os técnicos dos governos e agentes públicos possam transformar a solução matemática em atos e em atitudes práticas relacionadas com o combate da atual pandemia.

Não se deve deixar nenhuma ferramenta matemática fora de cogitação; que se trabalhe como um inspetor de polícia que ‘investiga em todas as direções’, até chegar ao autor do crime. Da mesma forma, estão convocados para esta empreita pesquisadores, professores universitários e de ensino básico, estudantes, alunos, bem como amantes da matemática.

No Reino Unido, já foi possível convencer o Primeiro-Ministro a adotar o isolamento social horizontal; em Singapura, de forma generalizada, já foi construído um App que mapeia o tráfico dos infectados e de todos os que tiveram contato com um comprovadamente infectado, podendo assim liberar o confino social para pessoas sem histórico de contato com pessoas infectadas.

Resta, ao matemático enfrentar os enigmas acima referidos e outros que possamos encontrar nos estudos e ensaios.

Fonte: Internet.

  • O quê fazer?

  1. Hoje, se conseguirmos convencer o matemático, a trabalhar para resolver os enigmas do Covid-19, o êxito será fenomenal.
  1. As 3 esferas de Governos devem contratar matemáticos para compor as Comissões de Combate ao Covid-19 (e outras pandemias), mas tão somente os que possuem comprovada experiência em traduzir a teoria em atividades práticas.
  1. Industriais e Empresários ofereçam prêmios em dinheiro para as 3 melhores soluções viáveis.
  1. Criação de um Força-Tarefa de Matemáticos nas Universidades, Escolas e instituições de pesquisa e desenvolvimento.
  1. Criação de equipes de Business Intelligence - BI (relacionada aos processos de coleta, organização, análise e monitoramento dos grandes fluxos de dados), de Inteligencia Artificial – IA (capacidade das máquinas em executar funções que simulem capacidades ou decisões humanas) e de Matemática Aplicada e Computacional.


Facit: Vamos construir o Esforço dos Matemáticos Brasileiros pela solução dos enigmas da pandemia de Covid-19. Porquanto, se os governos não o fazem, que cada um de nós, nos empenhemos em todo tipo de atividade para chamar a atenção do Matemático, para que use a quarentena dedicando-se ao estudo e desenvolvimento das soluções práticas para enigmas da pandemia Covid-19.


Acelino Pontes

sábado, 18 de julho de 2015

Como é tortuoso o pensar . . . .

Fonte: Internet.


Há alguns dias, fui abordado por um jovem internauta sobre o que pensavam os antigos sobre Razão, Sabedoria e Conhecimento. Fiquei a sismar além da pergunta.


1. Razão
Sócrates olhava a razão como uma voz dentro da gente a dizer o que é bom e o que é mau. Ele também encontrava um demônio dentro de nós, a nos levar a fazer coisas más. Já Platão diz que a razão é uma ideia, que explica tudo o que ocorre no mundo. Com Aristóteles a razão é composta de tudo aquilo que os sentidos percebem e ela tem como função organizar essas percepções.

Mas, o que é mesmo a razão (do latim: ratio, -onis)? Coisa que o louco não tem? Ou o conjunto das faculdades intelectuais, como compreensão, inteligência? Ou ainda, a capacidade para decidir, para formar juízos, ou para agir de modo lógico de acordo com um pensamento? Entretanto, se pode articular razão como pensamento que se considera algo justo, legítimo ou correto.

E a questão da razão como raciocínio ou argumento que nos leva a outro ou que redunda numa conclusão? Embora, não se deva esquecer razão como causa ou como motivo da existência de algo ou de algum acontecimento, ou prova ou fundamento de algum fenômeno.

E na matemática? Vamos encontrá-la nas progressões e na divisão entre dois números.

Por último, a inserção comercial da palavra razão, que dá nome a uma empresa como 'razão social' ou do livro contábil de créditos e débitos.

Fonte: Internet.


2. Sabedoria
Sócrates vai dizer que o início da sabedoria é aceitar a própria ignorância, fato que nos vai mediar a compreensão das coisas do mundo. Platão pensa diferente e acha que sabedoria é pôr em ordem a nossa alma. Aristóteles caracteriza a sabedoria como uma virtude para conhecer a verdade e uma capacidade de agir corretamente.

O desejo de todo ser humano é ser sábio, mas poucos e ponha pouco nisso, conseguem se envolver em sabedoria.

E o que é isso tão precioso e tão difícil de se conseguir?

Alguns a têm com uma grande instrução, como saber científico, como erudição, como um conhecimento extenso e profundo de várias coisas ou de um tópico em particular. Mas, há gente que liga sabedoria a pessoas com muito juízo, com bom senso e que se comportam com retidão.

Palavra originária do termo latino sapere, que expressa a posse de uma componente cultural e de tradição, momento em que, dada a existência de inúmeras culturas diferentes, essas dão origem a tipos distintos de sabedoria, como por exemplo a sabedoria oriental ou ocidental.

Entrementes, não se deve esquecer que sabedoria está intimamente ligada à posse da razão e do conhecimento. Da mesma forma, esse conceito, não raro, é relacionado à astúcia, à esperteza ou à manha.


3. Conhecimento
Sócrates fala do conhecimento que vem da gente. Basta se perguntar sobre as coisas e vamos entrevendo clareza sobre essas coisas e conceitos. Ele denominava esse processo de maiêutica, a exemplo do termo grego 'parto'; no sentido socrático, parto de idéias/conhecimento. Então, se alguém o perguntava sobre o amor, ele, de já, devolvia a pergunta: e para você, o que é o amor? E assim, ele ia produzindo a conexão das respostas dadas pelo interlocutor, até chegar a um conceito concreto e alargado sobre o amor.
Fonte: Internet.

Já Platão acha que temos 2 tipos de conhecimento: o sensível e o das idéias. Esses nos levariam ao conceito de conhecimento como uma interseção entre crenças e verdades. Aristóteles diz que o conhecimento estará sendo formado e aumentando por novas informações que se tem no dia-a-dia e também pelo que se pensa a respeito dessas vivências.

Hoje, o conhecimento pode ter expressão de um ato ou do efeito de conhecer, de ter noção, de incorporar notícias ou informações, de realizar experiências, desenvolver idéias, manter relação entre pessoas desconhecidas, do trato com as coisas e as pessoas e, até mesmo, pode representar um determinado documento da fazenda pública.

Mas, esse perfil não nos exime de perpassarmos os conceitos de instrução e saber, bem como o conhecimento de causa, competência ou sabedoria em relação a um assunto ou a um fato específico, incluindo também descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos. Na pedagogia, assujeita à aplicação ou lembrança de matérias, de teorias, de princípios, de nomes, que foram aprendidos anteriormente.

Fundamentalmente, em falando de conhecimento, necessariamente se remete ao falar sobre dados, códigos e informações, que vão formar uma utilidade geral ou específica.

Facit: Pensar não é coisa simples. É uma viagem quase sem fim.

Acelino Pontes

segunda-feira, 16 de março de 2015

Nostalgia


 
Fonte: Internet.

Não sei porque tive que comprar um produto de consumo, que nunca me interessou. Um micro-ondas. De porta-em-porta e contando com a má vontade dos vendedores em esclarecer um consumidor faminto em informações que o ajudassem na decisão, terminei por encontrar o que achei a melhor escolha. Nessa peregrinação findei por aprender muito sobre micro-ondas e os diversos modelos e marcas.


No andar na busca pelo produto, findei por passar na famosa e querida Galeria Pedro Jorge. Primeiro, notei que estava totalmente coberta, porquanto um pouco escura, embora 10h da manhã.

Galeria Pedro Jorge. Fonte: Internet.
Tentei lembrar onde era mesmo que funcionava tudo. O DERUR no último andar, no debaixo a DIPES com as salas do CAB (Curso de Aprendizagem Bancária); embaixo a CARIN, a ASSES e não recordava mais. Fiquei matutando para descobrir a janela da sala da 1ª Fase (ou já era na 2.ª Fase?), de cuja a sala de aula, o enfant terrible da nossa turma me trancou e fiquei em pânico, prestes a pular lá de cima. Depois, as aulas chatíssimas da 2.ª para a 3.ª Fase, quando, já em clima de 'fim de feira', o CAB tendia a encerrar suas portas. A 6.ª Turma em clima de tornar-se funcionários do Banco do Nordeste e nós, da 7.ª, sozinhos num mundão de salas vazias lutando contra a falta de professor, que não queria vir ao centro da cidade dar uma única aula.

Fonte: Internet.
Vindo da Rua Gen. Sampaio, fui chegando à Sen. Pompeu e à entrada do prédio, que sempre utilizava. O elevador. Sim, o elevador, o meu terror de então, para quem sofre de claustrofobia. Foi aí que o enfant terrible da nossa turma infelizmente descobriu, que eu tinha medo de ficar trancado. Pois, diariamente subia pelas escadas, enquanto que todos os outros colegas subiam pelo elevador. E o dito enfant terrible só não sabia que também sofro de aerofobia, que foi o que me impediu de pular, quando trancado na sala de aula. As duas fobias ficaram lutando em mim. Quem prevaleceria? Então alguém abriu a porta e me salvou do pânico.

Depois do elevador, outro terror, bem vizinho à entrada. A antiga 'loja' do USIS. A entrada era toda de vidro e dentro reinava o ar-condicionado, ao tempo coisa raríssima, luxo puro. De repente a lembrança. A morte do secundarista Edson Luís no Calabouço (Rio de Janeiro), a sua missa de sétimo dia na Igreja do Carmo, a demonstração na Praça do Ferreira, enfrente ao USIS, fachada de vidro, pedradas, estilhaços, fotorrepórter, eu na confusão.


Depois, as consequências: chá das cinco com o chefe da DIPES, expulsão do Banco, 'bota fora' na Faculdade de Medicina, não sei o que fazer.


Pronto, estou na Sen. Pompeu e tome porta-em-porta procurando micro-ondas. Finalmente, encontrei. Tá no papo. E' ele e nenhum outro. Os safados dos vendedores só-pensante-na-comissão, que se danem.


Só que comprei na Rua Barão do Rio Branco, não longe do Cine Diogo. Vixemaria, o Cine Diogo. Quem diria? Bateu a saudade. Era mais barato do que o Cine São Luiz, porquanto o dinheirin rendia mais . . .

Galeria Pedro Jorge. Fonte: Internet.
Mas, com o peso do bicho, só um táxi me ajudaria. Dito e feito. Peguei um táxi. Daí, para casa. E fui. Desce a Rua Barão do Rio Branco e sobe a Senador Pompeu. As lembranças também sobem. Primeiro, a sede do Banco na 579. Raul Barbosa e seu assessor maior (ou seria dono dele?): Domingos (não recordo agora o cargo dele, mas servia de levar papel de um canto pro outro). Curso de datilografia com a Midauar e a briga com o Jorcênio por causa de um ventilador. O Thomaz e seus empréstimos na DICON e muito além dela. O grande Lucas nos Serviços Gerais. O DEPAD, a SECOM, a turma da DICON e muito mais em vivências na cantina lá no quintal do prédio.

Depois, vem o antigo prédio do CAB e da DITRE, onde ainda, como 7.ª Turma, tiramos uma casquinha, pois logo fomos transferidos para a Galeria Pedro Jorge com tudo novinho em folha. Também, passei novamente por ela, mas foi muito rápido e não deu tempo de renovar a memória, mesmo porque estava saciado pela passagem anterior.


O CAB, um marco na minha vida, que teima em não findar.

Acelino Pontes

Uma rosa nasceu


 
Flor do Agreste. Fonte: Internet.




Nasceu no Agreste,

Daí, Rosa do Agreste,

Rosa, feminino, daí a rosa,

Não, rosa é neutro,

Que em língua nossa,

Não existe.




Assim, deram-lhe por sobrenome Lebre,

Mas, lebre é feminino,

Então, trocaram Lebre por Coelho,

Satisfação da rosa,

Porque se dotava de vergasta.

Feminino, masculino, neutro,

Não é confusão, é completude.



Acelino Pontes


Fortaleza, 05/01/2015 


Dedicação: A um Professor Associado, nosso amigo, pela passagem de mais uma primavera com efusivos votos de bem viver e em homenagem ao Jeronimo, seu filho mais novo. 

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